Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

Mais obra pública...

Hoje o Ministro da Economia já vem a afirmar, no DE, que se o crescimento das obras púlicas tivesse ( pelo menos ) sido de 0%, em vez dos -9%, o nosso crescimento do PIB teria sido o dobro!
Aposto que vem aí a Ota a caminho...
Deixo à consideração de quem sabe muito "desta poda", o que não é o meu caso!

6 comentários:

JM Ferreira de Almeida disse...

Não vão longe os tempos em que se diabolizava o betão. As pessoas, as pessoas é que eram importantes. Agora lamenta-se a falta do betão. Esta dualidade diz bem da validade de alguns discursos e da sinceridade com que são proferidos.
Mas tem inteira razão, Dr.a Clara Carneiro. É necessário preparar a opinião pública para o que aí vem de obra pública. E nada melhor do que convocar a necessidade de crescimento económico.

Tonibler disse...

O que ele devia querer dizer, mas escaparam-lhe as palavras para o financiamento ilegal, é que SE o crescimento do PIB tivesse sido o dobro então o crescimento das obras públicas poderia ter sido de 0%. O contrário não faz sentido, nem faz sentido que um ministro da economia diga tamanha asneira.

Pinho Cardão disse...

É tudo ao contrário!...
Se tal fosse verdade, se mais despesa pública trouxesse crescimento, éramos dos mais progressivos da Europa, dado o altíssimo nível da nossa despesa pública!...
Mas quando é o próprio Ministro da Economia que pensa que, nas actuais circunstâncias, é a despesa pública que provoca o crescimento, já nada resta a fazer!...

Virus disse...

Meu caros,

lá porque o senhor é Ministro da Economia não significa que ele perceba muito da dita cuja, como aliás ficou bem patente nos comentários que fez!

Isto para se ser Ministro da Economia não é preciso ser doutorado em Economia, ou coisa assim, o que é preciso é ter contactos... o resto são cantigas!

Tavares Moreira disse...

Caríssima Clara,

O dito em causa não me parece inocente, deixando implícita a ideia de que com mais obra pública temos mais PIB, coitado do PIB.
O sheriff de Nottingham, com o seu renovado optimismo, ainda hoje tão divulgado na c. social,é que ainda não terá anotado bem este ponto.
É oportuno que os seus pares o alertem para a desatenção: precisamos da OTA, não podemos ser tão optimistas.
Se, como bem diz, a OTA vem aí, então será melhor corrermos ao alfaiate/costureira, para nos coserem bem os bolsos... enquanto tivermos bolsos...

Clara Carneiro disse...

Eu já não compro nada com bolsos!!!

Ainda bem k os entendidos na matéria acharam todos k :
1º nestes casos a ordem dos factores não é arbitrária;
2º "o dito não é inocente", a táctica é dizer quase subliminarmente...e aí está a rampa de lançamento em acção!

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