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No limiar da utopia. Longe da anarquia mansa que nos tolhe.

1. Como seria de esperar, começam a ouvir-se vozes sustentando a necessidade de mais um aumento de impostos em Portugal, como “solução” para recuperar um mínimo equilíbrio orçamental, subitamente perdido depois de ter soçobrado uma consolidação orçamental que, como aqui temos sustentado, era bem mais aparente e frágil do que real, fundando-se no crescimento excessivo da receita fiscal e em receitas extraordinárias, não repetíveis.
Quando entrei hoje de manhã no carro e abri o rádio estava a decorrer uma entrevista ao líder de um grupo parlamentar. Não estava propriamente para aí virada. Preparava-me para procurar um bocado de música, o que fiz logo de seguida, mas acabei por me reter uns minutos na entrevista por me ter despertado a atenção, quase instantânea, uma troca de perguntas e respostas em que dei comigo a pensar onde eu que já ouvi ou vi isto? Confesso que não me lembro da substância da conversa, pois fiquei presa no vazio das palavras
"Lisboa, 22 Nov (Lusa) - Documentos de processos judiciais, com a identificação e os contactos dos intervenientes, foram deitados nos caixotes do lixo do Palácio da Justiça de Lisboa, na via pública, um acto ilegal que viola a confidencialidade e as normas dos tribunais.
Escrituras com nomes, moradas e telefones, relações de heranças, notificações para audiência e peritagens de seguradoras com identificação das viaturas são exemplos de documentos encontrados pela agência Lusa em diversos contentores com a tampa aberta, à mão de quem passa na rua e colocados nas traseiras do Palácio da Justiça, em Lisboa.
Em apenas três sacos, das dezenas distribuídas pelos nove contentores ali instalados, a Lusa identificou várias peças processuais, incluindo uma disquete contendo uma acção judicial completa".
Calculo que, após a divulgação desta notícia (i) Os sindicatos verão aí a prova da falta de condições em que trablham os agentes da justiça, obrigados a desembaraçarem-se assim dos residuos dos processos; e (ii) os partidos da Assembleia da República discutirão nos próximos dias uma alteração da lei, quiçá uma lei nova, para por cobro à situação.
E confirmo a ideia, que já tinha firmada, que há quem não resista à atracção de um bom caixote do lixo e que veja nele uma fonte inesgotável de informação...
Têm surgido várias teses que procuram vender a ideia de que a pandemia da Gripe A é uma criação da indústria farmacêutica que anda a ganhar muito dinheiro com as vacinas.E se for verdade isto?
1. Foi ontem anunciada a decisão de privatizar o BPN pouco mais de um ano após a polémica nacionalização deste Banco.

Recebi por mail este excelente texto que me dizem fazer parte de uma campanha da Associação Brasileira de Imprensa.
1. Numa sucessão algo desconcertante, foram na semana passada e já nesta divulgados dados característicos do andamento da conjuntura económica doméstica:
1. O responsável pela regulação do sector bancário chinês (não é o Banco Central da China) dirigiu este fim-de-semana uma crítica muito dura em relação à política monetária do FED, afirmando que essa política, por ser excessivamente acomodatícia, estará a contribuir para uma nova bolha especulativa nos mercados de títulos (nomeadamente de dívida) e de “commodities”.
Estive a ouvir o Plano\nclinado na Sic Notícias, pois a semana passada assisti à estreia e gostei. A nossa Suzana fez, aliás, a semana passada, um post sobre o novo programa.
Ouvi há pouco Joe Berardo na Sic Notícias a falar da descoberta de petróleo em Portugal. Está convencido que temos tantas ou mais reservas que a Dinamarca, que as possibilidades são imensas.
1. Em clara jogada de antecipação a iniciativas legislativas anunciadas pelos partidos da oposição no Parlamento, o Governo decidiu ontem abolir as taxas moderadoras para internamentos e cirurgias em ambulatório, que tinham sido criadas pelo ex-Ministro Correia de Campos.
Hoje é dia de S. Martinho! Reviver as tradições, em particular, na cidade não é fácil. Mas vale a pena fazer o esforço, até porque, no fim, não custa nada. Depois fica a satisfação e uma colecção de recordações do S. Martinho. É bom lembrar as "raízes", é muito bom o convívio, acompanhado do sabor da água-pé e das castanhas.
1. Fez moda entre nós, há ½ dúzia de anos, lançada pelos porta-vozes do BE, com apoio em alguns sectores socialistas e de alguma comunicação social mais moderna, a ideia de tributar autonomamente as transacções financeiras, a começar pelo mercado de capitais (acções) mas abrangendo outras que fossem consideradas especulativas.
A propósito dos processos “faces ocultas”, e falo deles no plural porque ao longo dos anos são vários os processos noticiados e mediatizados que somam e seguem com a marca identificativa da corrupção, dei comigo a prestar atenção, à hora do almoço, à conversa, em tom alto e algo exaltado, de um grupo de pessoas que estavam na mesa ao lado da minha, e que sentenciavam que vivemos num país de sucatas, que somos um bando de sucateiros e uma sucata de país. O verbo “sucatar” foi usado e abusado para classificar quem somos, esquecendo-se que com tais afirmações, elas próprias, ainda que não sendo, se auto-intitulavam acaloradamente de sucateiras.Previsões para Portugal da Comissão Europeia, em Novembro de 2009 :