domingo, 25 de novembro de 2007

Antes...e agora!...








Lamego, tal como a via antes(figura da esquerda...) e agora, no lançamento na cidade do livro 4R, (figura da direita...) dois anos após a eleição do nosso companheiro de blog, Dr. Ferreira de Almeida, como Presidente da Assembleia Municipal e do Dr. Francisco Lopes, como Presidente da Câmara!...Parabéns aos Presidentes e à sua Vereação!...
Bom, é capaz de haver um exagerozito...mas, mais coisa menos coisa, Lamego está mesmo uma pequena jóia!...

8 comentários:

  1. Caro Dr. Pinho Cardão,
    Um verdadeiro presépio! Em boas mãos!

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  2. Anónimo19:55

    Meus caros Amigos, fico desvanecido com os vossos testemunhos!
    Sabem bem do orgulho que tenho na minha terra. Apesar de sofrer como tantas pequenas cidades do interior mais mais um período negro de abandono pelo poder central, Lamego ainda consegue oferecer a quem a visita coisas imateriais tão importantes como a beleza e singularidade de uma paisagem, o gesto hospitaleiro, a simpatia inata das suas gentes, a qualidade de algumas das suas estruturas, a satisfação dos sentidos...
    Bem hajam, pois, pelos elogios que aqui deixaram registados.
    Lamego e as suas laboriosas gentes merecem que muitos como Vós se lembrem da existência de terras como esta, onde habitam, trabalham e estudam portugueses de coprpo inteiro, que aí teimam continuar a fazer a sua vida apesar das dificuldades inerentes à interioridade, que vão desde os rigores do clima (que os meus Amigos experimentaram...) ao mais indecente dos desprezos dos políticos sempre preocupados com o que se passa na Europa, mas esquecidos das necessidades de quem, por ali, no coração do País, os elege.
    Lamego espera voltar a ver-vos, numa ocasião que espero breve, com outra luz, com outras cores. Ou sempre que queiram voltar a vê-la.

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  3. Lamego é uma cidade descaracterizada e irreconhecível.
    São exemplos o emparedamento da avenida e da 5 de Outubro os mamarrachos que pululam por todo o lado, a inexistência de cinema, teatro ou sequer uma boa livraria a cacofonia do trânsito, a noite desassossegada com a proliferação de antros "clandestinos" que as autoridades conhecem mas não encerram, o definhamento económico que pôs 80% dos habitantes a viver por conta do Estado e ... basta de lamentações porque o pior que Lamego tem e teve são as alminhas que continuam a falar de um paraíso que, valha a verdade não existe nem nunca existiu. Ele é a capital disto e daquilo, o repositório do encanto e delicadeza dos seus jardins, as carradas de história que brotam das calçadas etc. etc.
    O drama é quando, do alto do santuário, se olha a cidade irreconhecível! Aí o peito apertado e o desgosto não permitem calar e dizer "Raios partam os responsáveis activos e passivos por esta miséria."

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  4. Subscrevo inteiramente as palavras do joaorusso... pior é o que se esconde debaixo do tapete !!!

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  5. Anónimo19:43

    Meus caros joãorusso e Murilovsky:
    Há no vosso apontamento uma contradição. Se Lamego nunca foi um paraíso não percebo porque censuram a descaracterização da cidade. O que não presta não pode ser estragado e logo não merece lamento.
    Reconheço neste vosso desabafo muito de algum - também característico - negativismo, que está nos genes de quem por ali faz pela vida.
    Não é necessáriamente uma má herança genética. Tenho-a entendido como inconformismo. E o inconformismo pode ser bom se libertar energia para melhorar.
    Honestamente,reconheço que muito do que escrevem é verdade na justa medida em que a região e em particular a cidade têm empobrecido e sofrido de uma gritante falta de muita coisa, a começar pela falta de gosto, mas também de arrojo e sabedoria. Sacrificar a paisagem, a agua e outros recursos, foi durante muito tempo o resultado de muita distracção. Para ser generoso chamo-lhe assim. Não apostar na reabilização e vivificação do tecido urbano histórico e tradicional acabou com o pulsar próprio de bairros e sítios caracteristicos, empurrando cada vez mais as pessoas para as periferias pejadas de urbanizações a meia encosta, horrendas!
    Seja como for, hão-de convir que o que os meus Colegas de blog aqui testemunham são afinal as coisas boas e belas que por ali continuam a existir e, com o esforço de todos, podem e devem continuar a existir e a encantar que nos visita.
    Afinal são essas coisas que devemos salientar, procurando no dia-a-dia reparar os erros do passado.

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  6. Só haveria contradição se a descaracterização só tivesse lugar em relação ao paraíso.
    A cidade até aos anos 70, não sendo uma pérola, era pequena, bonita, tranquila, com bom ambiente e gente hospitaleira.
    A partir de 75 começou o esbulho ( por exemplo as árvores da 5 de Outubro para abrir caminho à construção em altura já iniciada antes na zona do Columela inicialmente reservada a moradias…).

    Depois...bem depois é do domínio da irracionalidade o que se fez na encosta da Ortigosa, na Avenida dos Combatentes ( que contraste entre a guerra desencadeada pelo Fausto Marques para impedir a construção do hotel na avenida e os actuais mamarrachos que a emparedaram) e um pouco por todo o lado.
    Resta Almacave, o bairro do Castelo, a Macário de Castro, Trás da Sé e o largo do Museu.
    Tudo o resto só com implosão pode ser reconstituído.

    Não há negativismo nas minhas palavras pois tive sempre o mesmo discurso desde os idos de 70 ao invés dos que "por generosidade" se esqueceram de, em tempo útil, chamar os "bois pelos nomes".
    Porque Lamego hoje é o resultado da passividade das suas gentes, da incultura e ou desonestidade de uma minoria que se vem revezando no poder local em harmonia com os patos bravos do betão e dos indispensáveis “sacristães”.
    Carpe Diem

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  7. Caro M. Ferreira de Almeida
    O problema, efectivamente, reside no facto de por:
    -fruto da ignorância , o alheamento de alguns responsáveis e da população em geral em face da cobiça individual ou de grupo e aos interesses especulativos e descoordenação e planificação local perante aquilo que se deve defender, a falta de formação generalizada de valores culturais, a incompetência da teoria - ou na ausência de teoria - por acção ou por omissão ameaçam diáriamente sangrar, ou que efectivamente mutilam o ( ainda residual) tecido urbano e rural do concelho de Lamego.

    Neste sentido, é com pesar que se tem assistido, desde 1975 (mais concretamente) a um delapidar da nossa identidade Lamecense.

    De forma generalizada é isto que se passa em Lamego e, na quase totalidade dos concelhos deste pais, em que o binómio "poder local" / "construção civil" funcionam, esses sim, em "estado" paradisiaco.

    Também não há negativismo, apenas a lamentável constatação que, com "músicas" de ritmos ligeiramente diferentes se acertam os mesmos passos de dança...

    O futuro nos dirá.....

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  8. Discordo em absoluto com Joaorusso. Por detrás da presunção das palavras esconde-se alguém que com assomos de intelectualite, resolve vir aqui desancar em Lamego.Afinal como conheceu Lamego? Que idade proveta tem o meu caro amigo para vir aqui colocar frases tão depreciativas para uma cidade que provavelmente lhe fará algum incómodo?

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