terça-feira, 16 de novembro de 2010

O contágio e o antibiótico

"...O risco é elevado porque não estamos perante um problema apenas nacional ou do país. Trata-se de problemas da Grécia, de Portugal e da Irlanda...os mercados olham para essas economias em conjunto porque estamos todos juntos na zona do euro, mas provavelmente olhariam de forma diferente se lá não estivéssemos. O risco de contágio poderia ser menor...".
Teixeira dos Santos, ao Finantial Times, referindo-se à possibilidade de Portugal recorrer ao fundo de emergência.
Pois é, o contágio...E sair da União Europeia, o antibiótico anti-contágio. Ficaríamos bacteriologicamente puros de défices e a dívida certamente liofilizada...
Razão tem Cavaco: nos tempos que correm, o silêncio é de ouro!...E, concluo eu, também com razão: a palavra do Ministro é lata. Lata que mata. Não há antibiótico que lhe acuda!...

5 comentários:

  1. Pois é!
    Vale uma reeleição!

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  2. O definhar da roseira

    Essas insólitas contradições
    de um Governo desgovernado
    são as mais exactas aberrações
    de um regime envenenado.

    Nesta política vergada
    por tantos erros cometidos
    há muita gente engasgada
    após abjectos desmentidos.

    De trapalhada em trapalhada,
    de baboseira em baboseira,
    esta política farfalhada
    mostra o definhar da roseira.

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  3. Anónimo13:14

    Não exageremos: não seria preciso sair da UE, bastava sair do euro. Mas isso é um tabu e um anátema no Portugal exaurido, extenuado e falido em que vivemos, o que é lamentável, pois em cicunstâncias como as actuais tudo deve ser postp em causa. Ainda para mais quando o euro foi o principal responsável do estado anémico a que chegou a nossa economia e teve um importante contributo no agravamento do deficit dado os juros demasiado baixos para a nossa realidade que por aí vigoraram e que estiveram na base dos booms consumistas e de despesa pública que agora nos abafam.

    Mas sei que perco tempo. Para os "europeístas" a "Europa" e o euro são mais importantes que Portugal.

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  4. Caros Pinho Cardão e Bartolomeu
    Ou como dizia a Yvone Silva: com um vestido preto eu nunca me comprometo. E à velocidade vertiginosa dos acontecimentos na UE, é melhor nunca arriscar, um palpite que seja.
    Cada vez que eu me lembro de que há muito pouco tempo a Irlanda era apontada como a "boa aluna", que fez o que deveria fazer-se em Portugal, quando levou a cabo um golpe severo nos vencimentos dos funcionários públicos - e não só - e olho agora para aquele país, na eminência instante de conseguir uma ajuda da UE e do FMI para sua salvação, eu, que economista não sou, que deverei pensar sobre os economistas opinadores que naquela época, quase já longínqua, una voce, receitavam para Portugal a "terapia" da Irlanda? Fico perplexco e angustioso. E concluo que a velocidade dos eventos de que diariamente nos damos conta, deve já ter atingido MACH 3.
    Para o Caro Pinho Cardão: dizei-me, Senhor, como pode explicar-se a relutância do Monsieur Trichet em reduzir os salários do Banco de Portugal para que possa manter-se a sua independência técnica e, por conseguinte, fora das decisões políticas, sendo certo que tais salários foram fixados por uma Comissão de Remunerações, portuguesíssima da costa?

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  5. Reduzir os salários do BP?
    Essa tem graça, já agora da TAP, da EDP, das Águas, da PT, da..., do... etc, etc.
    Aqui, no mundo encantado das Alice(s), enquanto da colmeia escorrer um fiozinho de mel, mesmo que fino, iremos ter sempre uns grupáços de gente a dizer e a não fazer o que fôr preciso, para ir molhando o dedo no pote.

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