domingo, 4 de novembro de 2012

Génio ou genial?

Fui ao Twitter e vi uma mensagem interessante. Não consigo resistir, tenho que a colocar aqui: "@Filib81: Isto de o Marcello fingir que lê dezenas de livros por semana mostra, só por si, o character d'este individuo."
Eu já não o ouço. Por muitas razões. Sempre me causou muita impressão essa dos livros. Mas às tantas até sou capaz de estar errado. Como é que um normal pode compreender um génio? 

13 comentários:


  1. Qual deles? o conselheiro de Estado, com direito a carro e a motorista ou o comentador da treta?

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  2. Os conselheiros de estado não têm direito a carro e a motorista!
    Mas tanto faz um como outro!

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  3. Nem tenho ouvido, o comentador.

    Mas num programa, ouvi dizer que ele criticou a Refundação, eu que estou quase a virar as costas ao PSD, porque não existiu nenhuma medida para combater a despesa, apenas cortes, que chegando o Seguro ou o Costa ou o Galamba ao poder é abrir o crédito e estamos com o mesmo nível de despesa, e dívida que tinhamos.

    Eu votei PSD para se redusir o estado, mas com atenção ao PSocialD.

    Quero um país sem socialismos, mas com cuidado no social em especial e por esta ordem, educação, saúde, segurança,

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  4. Caro Professor
    Há tempos um inglês explicava-me a leitura rápida: ler o primeiro parágrafo por inteiro e o primeiro período de cada um dos restantes parágrafos.
    Mas em Portugal só raramente é aplicável!
    Portanto, no caso vertente ou é genialidade, ou lambusadeira.

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  5. Eu também há muito que deixei de ouvir o professor por achar que os comentários dele começavam a ser sempre pouco esclarecedores, sem dar razão nem a uma nem a outra parte, sempre em meias águas. Mas a razão principal é que deixou de dar novidades e de explicar coisas que eu não tinha compreendido. E quando começou a comentar, além da política e outras coisas sérias, também futebol, então achei insuportável e cortei. Dizem que pode ser um bom candidato à Presidência da República. Deus nos livre!

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  6. Devo ter falhado o comentário em que o "@Filib81" ouviu Marcelo Rebelo de Sousa afirmar que lia durante a semana, todos os livros que apresenta no espaço do comentário de Domingo.
    Ahhhhhh o título!!! As escolhas de Marcelo...
    Caro Freire, independentemente de se gostar ou não do "personagem", penso que importa compreender antecipadamente o papel que desempenha.
    Se é o de comentar, então, compete-lhe "pegar" num assunto, interpreta-lo, enquadra-lo e apresenta-lo na perspectiva e na forma como o entende, ou seja; a leitura que dele faz. Se essa interpretação coincide ou não com a nossa, já pode ser uma questão de coincidência, ou então, de analise comum. No entanto, para muitos (e uma vez que a televisão chega a todos, uns mais informados, outros menos, uns mais capacitados, outros menos, mas todos sujeitos à mesma vida social e política) pode tornar-se importante que a opinião de alguém que pela sua formação académica, política e intelectual, seja conhecida públicamente; essa opinião pode ajudar a compreender as questões que muitas vezes nos chegam deturpadas, confusas e manipuladas por via dos meios de cominicação social, outras vezes pela comunicação directa dos orgãos que lhes dão origem. No entanto assiste-nos sempre algumas alternativas, como sejam: desligar o televisor, enviar um mail ao comentador, manifestando o desacordo do comentário e ainda, discutir com ele, em directo e no momento. Esta última alternativa tem a vantagem de o apresentador não ouvir os nomes que o telespectador lhe chama e este, em última análise, pode sempre atirar com o que tiver mais à mão de encontro ao ecrã do aparelho. Podemos fácilmente deduzir, qual dos dois fica em vantagem...
    ;)

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  7. Capacidade de leitura em diagonal e incapacidade de sonos prolongados (dizem que só dorme 3h) dar-lhe-ão a capacidade que as criaturas normais não têm...

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  8. Anónimo10:02

    A encarnação de Hermes em pleno século XXI...

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  9. Já há uns anos que adoptei a táctica Artur Jorge, ver "os jogos" em silêncio tirando o som dos comentadores...

    Mas confesso que, das vezes que o zapping me leva por lá não é o que mais impressão me faz. De longe que aquela dona de casa do canal de informação da TVI que afirma, sem qualquer margem para dúvida e de forma indignada, o que as pessoas pensam, me parece uma capacidade muito mais impressionante que ler aqueles livros todos numa semana. Mas génios...

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  10. O apreço desta questão, prende-se essencialmente com opiniões, caro Tonibler.
    E a equação compõe-se de varios membros. Os membros activos e os membros passivos.
    Pessoalmente, sempre que posso, assisto às opiniões dos vários comentadores: José Gomes Ferreira, Luis Marques Mendes, Miguel Sousa Tavares e Marcelo Rebelo de Sousa.
    E a minha atitude em frente ao televisor é, ou tento que seja, de espectador, ouvidor, avaliador, constructor de puzzles, concordante ou discordante, etc. Mas não tenho a tendência para avaliar psicológicamente o comentador. Limito-me a ouvi-lo a perceber o ponto de vista que expõe e a encaixa-lo no panorama de onde emana e para onde deverá ser remetido. Se no meu ponto de vista não se encaixa, deduzo que não entendi o ponto de vista do comentador. Razão, ou a ausência dela... é um assunto que deve interessar aos autores das matérias em apreço.
    Penso eu de que...
    ;)

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  11. Caro Bartolomeu,

    O mercado da opinião, aquele a que a chamada comunicação social se dedica desde que as notícias passaram a ser veiculadas pela internet 2 segundos depois das ocorrências, vive apenas de uma coisa: das pessoas concordarem com o opinador que estão a vender. Na realidade, e o mercado dos jornais desportivos é um exemplo disso por há muitos anos conseguirem vender 365 jornais com apenas 35 dias de jogo, as pessoas não querem saber a verdade, querem ouvir alguém que respeitam a corroborar a opinião que já têm. O opinador vende tanto mais quantas mais pessoas JÁ concordarem com ele ANTES de ele falar.

    Outro bom exemplo é o exemplo da "solução para a crise". Dos 3000 economistas no Banco de Portugal, mais outros tantos no ministério das finanças, na segurança social, no FMI, no BCE e outros que nem contamos devem ser uns 12000 no total, e que se debruçam sobre o tema com dados que nós não temos, estavam todos à espera de um comentador da SIC para decidirem a solução. 12000 gajos no mundo inteiro, grande parte com PhD's, e quem é que ia dizer que a solução para a crise estava no canal 5 ou 7 da Zon??? E o que nos faz acreditar no imbecil de um jornalista da SIC ou da TVI em vez de acreditarmos nos 12000 economistas desse mundo todo? Porque nós JÁ tínhamos a solução ANTES da crise.

    Por isso é que adoptei a táctica do Artur Jorge, para me proteger da minha própria "focagem" (é como se chama o fenómeno).

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  12. :))))
    Também considero que no tempo de antena utilizado pelos comentadores nos diversos canais televisivos, já se podem ler sinais de guerra de audiências. No entanto, acredito ainda que haja uma réstia de sentido de democracia nos "figurinos" apresentados pelas mesmas e também - para além da imagem de marca do "performant" - um certo escrúpolo, alguma dignidade e noção de ética. De outra forma, o "papel" do provedor seria completamente vazio de conteúdo.
    De qualquer modo, estou convencido que haverá sempre acólitos disponíveis para acompanhar as ideias das "vedetas" sejam elas fedilazadas ou independentes, sérias ou tendenciosas, claras ou subreptícias.
    D e economistas e suas opiniões, nem me fale, caro Tonibler. São raríssimas aquelas que acertam.
    E em minha opinião, sabe porquê?!
    Porque "as" constroem num e para um mundo que na realidade não existe, excepto nos livros e nos cânones da demagogia das fórmulas.

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  13. "Dona de casa", caro Tonibler????? tomaram muitos dos que animam as nossas televisões terem as competências de uma dona de casa, ó se tomaram!

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