sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"Taxa Tobin": um tributo politicamente correcto mas (muito) inoportuno?

1. Está na moda, faz parte do catecismo politicamente correcto, considerar o “capital” como um ente potencialmente perigoso, supostamente ofensor dos direitos de quem trabalha e, através do perverso mecanismo dos mercados que o servem, uma ameaça para o esplendoroso Estado Social que a demagogia reinante idolatra...
2. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, os mesmos que execram o capital clamam indignadamente contra o aumento do desemprego e a quebra do produto (PIB), e repetem a toda a hora que sem crescimento do produto o País não poderá jamais ultrapassar as dificuldades económicas e financeiras com que se depara...
3. ...esquecendo, por ignorância ou má fé, mas sempre de forma politicamente correcta, que o crescimento económico não é possível sem o contributo do factor de produção infelizmente chamado capital – e muito menos contra esse factor – e também que quanto mais caro for esse factor menor será o investimento, menor será a produção, maior será o desemprego e maior será também a dificuldade em equilibrar as contas públicas (sobretudo) por falta de receita fiscal.
4. Vem este arrazoado a propósito da famosa (e indevidamente chamada) taxa Tobin, que entre nós será das poucas matérias que terá conseguido unir a classe política, exactamente porque obedece ao catecismo do politicamente correcto - mas fundamentalmente errado - visando punir o capital pelos malefícios que lhe são imputados...
5. ...mas ignorando que da aplicação desta taxa quem vai ser punido não é o capital - esse tem sempre para onde se mudar - mas sim e mais uma vez a pobre economia que tanto dizem defender (!), uma vez que a aplicação desta taxa se vai traduzir, necessariamente, num aumento do custo do capital para as empresas, de uma forma geral, dificultando ainda mais o investimento e contribuindo, “ceteris paribus”, para enfraquecer a actividade económica (o decantado PIB) e aumentar o desemprego...
6. Resta dizer, por uma questão de rigor e por respeito à figura de Tobin, que a ideia deste nunca foi taxar operações financeiras como agora se pretende fazer, mas sim os ganhos com transacções cambiais desligadas da actividade económica, ou seja os chamados movimentos de capitais puramente especulativos, visando obter ganhos cambiais, sem qualquer ligação às actividades produtivas...
7. ...por exemplo, ganhos semelhantes aos que George Soros conseguiu obter (supostamente USD 2 mil milhões) quando no início dos anos 90 especulou em grande escala contra a libra inglesa, forçando a desvalorização da mesma e o abandono do mecanismo de câmbio do então Sistema Monetário Europeu!

59 comentários:

  1. Não me diga que ainda há imbecis que acham que a taxa Tobin faz sentido? O próprio, há uns 15 anos que já se arrependeu publicamente do que disse....

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  2. Caro Tonibler,

    Acham e muito mais do que isso, até dão esse nome a uma realidade fiscal que nada tem a ver com a famosa proposta de taxa Tobin...
    Tudo em nome de uma pretensa vingança contra o capital, que os indefesos contribuintes uma vez mais vão ter de suportar, apanhados no fim da cadeia da chamada "repercussão tributária"!

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  3. Anónimo00:17

    Caro Tavares Moreira, não deixa de ser curioso que o único país que a aplicou com resultados desastrosos, a Suécia, seja um dos países da UE que se lhe opõe vigorosamente. É que, enfim, eles já tiveram a experiencia do absurdo que é a tal Taxa Tobim...

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  4. Acham porque este povo estúpido é incapaz de perceber que, com os impostos como já estão, para alguém levar 500 euros para casa o trabalho tem que valer 3000. Se aumentar impostos sobre os demais recursos então ainda vai ter que aler mais.

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  5. Anónimo00:24

    Tonibler, mas olhe que o povo é a favor destas coisas todas daí que não posso senão dizer "albarde-se o burro à vontade do dono", "quem boa cama faz nela se deitará" e "quem semeia ventos colhe tempestades".

    Ou seja, essencialmente o que estou a dizer é que a sociedade Portuguesa, o povo Português no seu conjunto merece o que lhe está a acontecer pelas suas escolhas e reivindicações ao longo dos anos de que o momento actual é o resultado.

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  6. Mas Zuricher, por isso é que este estado é inviável e a companhia de tal gente não me parece sustentável a prazo.

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  7. Anónimo08:25

    Sim, pelo menos num quadro democrático também acho, sempre achei, que a sociedade Portuguesa era inviavel. Quanto à companhia de tal gente não lhe parecer sustentavel a prazo... a mim não me pareceu, sequer, toleravel, há vários anos, eheheh.

    Tonibler, desde onde vejo estas coisas, por mim cada um pode fazer o que quiser com a sua vida e as sociedades as escolhas que quiserem. As consequencias, boas ou más, serão a consequencia. Agora, em todas as sociedades há gente que não está de acordo com o rumo que a maioria quer seguir e quem não está de acordo tem duas alternativas: ou fica, atura e engole o que não quer ou muda-se para um sitio mais consentaneo com a sua forma de viver. Na essencia vejo a questão de forma muito simples para ser franco.

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  8. Ah, disso não tenhamos dúvidas. A esperança de quem fica é que este país cumpra o seu desígnio de se tornar um ponto periférico de uma realidade maior. Porque se não fosse essa realidade maior, este problema não existia porque aquilo a que chamamos de opinião publica estaria a decorar um andaime de Paris.

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  9. Creio que este texto enferma de uma terrível (mas talvez oportuna) confusão entre capital e capitalismo.
    Na verdade, para que uma retoma da produção e uma melhoria da economia e consequentemente um aumento do PIB sejam possíveis, torna-se necessário o investimento. O investimento, necessita obviamente de capitais; capital humano, capital dinheiro, capital projecto, capital garra, capital inovação, etc.
    Mas se após a obtenção e reunião dos vários capitais, os lucros por eles gerados, ou seja, a sua capitalização, não forem aplicados no desenvolvimento social, na garantia de melhores condições de vida para a sociedade, se esses capitais beneficiarem somente uma classe, então todo o esforço humano e de capital, perde-se, esfuma-se e não serve os fins inscritos no catecismo socialmente correcto.

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  10. Caro Bartolomeu,

    Com o imenso respeito que sempre me merece a sua opinião, devo confessar que visões idílicas do fenómeno económico e financeiro como aquela que exprime no sewu comentário só ajudam a esta triste festa a que estamos assistindo...
    O capital financeiro tem de ser remunerado, como os demais factores de produção, e não se pode esperar dele uma função social que lhe não compete de todo...
    E olhe que neste tempo que estamos a viver, o factor capital até está a ficar bem barato nos países que dele têm feito adequado uso, não infelizmente entre nós que não soubemos fazer esse uso...
    E não soubemos fazer esse uso, exactamente por causa desta verdadeira praga, deste virus, a que, à falta de pior, chamamos politicamente correcto - sucessivas asneiras em sede de politica económica são muito apreciadas por supostamente obedecerem a padrões socialmente respeitáveis!
    Esta pobre "taxa Tobin" é apenas mais um exemplo!
    E o mais engraçado é que depois passamos o tempo a queixar-nos!

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  11. Caro Dr. Tavares Moreira, o respeito da opinião, é recíproco e de tão natural, torna-se desnecessário reafirma-lo.
    E não deixo de ter sempre presente, que o meu estimado Amigo, possui de longe, maiores e melhores conhecimentos, acerca da matéria em apreço e de muitas outras.
    Contudo, não deixo de notar, que no seu anterior comentário me dá alguma razão, quando reconhece que outros países souberam usar o capital de forma mais edificante, com reflexos na qualidade de vida dos seus cidadãos. São esses países que mantêm os altos níveis de produção e assim, os melhores índices de qualidade de vida.
    Do meu ponto de vista, não considero que a minha visão seja edílica. Acho-a adequada, cada vez mais, pela necessidade crescente de retomar a economia, ou, indo até um pouco mais além; de a refundar. Uma vez que seria impossível fazê-la explodir e começar uma nova, de raíz.

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  12. Caro Bartolomeu,

    Concordo consigo quanto à desnecessidade de afirmarmos o respeito que merecem, em reciprocidade, as nossas opiniões mesmo (ou sobretudo?) quando, como no caso vertente, a divergência é notória...
    Quanto aos exemplos de outros países que referi, que estão pagando um custo de capital muito inferior ao que nós pagamos - e por isso são mais atractivos para esse factor e crescem mais - a razão é extremamente simples: não estão sujeitos a esta "parvoice" do politicamente correcto que nos domina, que tudo perverte e tudo corrompe!

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  13. Precisamente, caro Dr. Tavares Moreira.
    Parvoice essa, a do "politicamente correcto" inteiramente cativa do poder capitalista. Um poder, que tal como referia Bagão Félix há poucos dias numa entrevista, não conhece limites para a gula de que "padece".

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  14. PS.
    Não sou de opinião que se extingam os capitalistas, mas que sejam criadas regras incontornáveis e não viciáveis, que lhes regule a actividade, impedindo-os de causar qualquer tipo de prejuízo à sociedade.

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  15. Caro Bartolomeu,

    Para lhe conseguir explicar tenho que recorrer outra vez à bica. Quando o meu caro vai beber café e pede a sua bica há um valor que está disposto a pagar pela bica. Não pede a descriminação dos custos envolvidos, paga com todos os impostos lá metidos e todos a remuneração do trabalho. Quando mete taxas Tobin, IRS, IRC, imposto de selo, taxas municipais de água e esgotos, segurança social, juros do banco, renda da casa e imposto respiratório vai tudo ao preço da bica. Ora, chega ao café pede a bica a pedem-lhe 70cts. o meu caro não bebe. Pedem-lhe 65cts. idem, E vai beber ali ao lado onde lhe pedem 60cts.

    De onde é que o sujeito dos 60cts. foi buscar o desconto? Aos impostos não foi. Foi aos custos do trabalho. Isto para dizer que não existem impostos sobre isto ou aquilo. São SEMPRE sobre o trabalho. SEMPRE!

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  16. Caro Tonibler,
    concordaria com a sua teoria se me fosse demonstrado que o dono do café que vende a bica mais cara, paga melhores salários aos seus funcionários. Porém, a prática, demonstra-nos por vezes, o contrário.
    Mas a questão, nem sequer reside no facto de a bica e todos os outros bens que adquirimos e consumimos, se achem sujeitos ao pagamento de impostos. Ou seja, ao pagamento de uma percentagem que se destina a entrar nos cofres do estado.
    A questão está, na forma como o estado faz uso desse capital.

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  17. O salário do dono do café também é salário... Ou não?

    Mas isso é irrelevante, porque quando escolheu a bica de 60 cts. acabou irreversivelmente com a opção do dono do café, porque até o ordenado deste deixou de estar na equação...

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  18. Não!
    O exemplo é inconcreto, caro Tonibler. Porque sabe muito bem, que são múltiplos os factores que influenciam o preço final de qualquer produto. E nem todos reflectem a percentagem de impostos a que se acham sujeitos.

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  19. São vários, incluindo os impostos. Quando sobe os impostos, que incidem sobre todos os outros, os outros vão ter que baixar. Ora, pegando no café, escolha qual deles vai baixar.... Se a ideia não é convencer os agricultores colombianos a comer menos, então vai ser o trabalho que vai ter que ser reduzido.

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  20. Num mercado livre global existe uma variante da Lei de Gresham: o mau capitalismo (o capital financeiro) tende a afastar o bom (capitalismo produtivo). (John gray)

    Em 2004-2006 os serviços financeiros representavam 20 a 21% do PIB dos Estados Unjdos, a indústria transformadora apenas 12 a 13%.

    O dinheiro que é ganho com a produção de mercadorias é uma ninharia se comparado com a quantidade de dinheiro que se obtém movimentando dinheiro de um lado para o outro. De todos os lucros empresariais dos estados Unidos, 40% advêm do sector financeiro, contra apenas 10% da indústria transformador. (Raymond Dalio 2004)

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  21. O super rico e o rico investem, não para criar emprego, mas para conseguir mais dinheiro. E como pode sacar mais dinheiro das actividades especulativas (que não criam emprego) do que dos investimentos produtivos (a economia real que produz bens e serviços), resulta que se cria muito pouco emprego. De aí que Ha-Joon Chang (economista da Universidade de Cambridge) assinale que quem deve guiar a utilização de tal riqueza, evitando seus usos não sociais, é a cidadania através do Estado.

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  22. Cada ano, a economia real (empresas de bens e de serviços) cria, em todo o mundo, uma riqueza (PIB) estimada em unos 45 bilhões de euros. Enquanto, no mesmo tempo, à escala planetária, na esfera financeira, os “mercados” movem capitais por um valor de 3.450 bilhões de euros. Ou seja, setenta e cinco vezes o que produz a economia real...

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  23. Caros Tonibler e Bartolomeu,

    Acabamos de receber uma lição, altamente elaborada, que nos esclarece, em definitivo, sobre a estrutura económica dos USA que, pelos vistos - eu não sabia, confesso - não tem sector de serviços (não financeiros) nem agricultura (+ pecuária + silvicultura), nem industria extractiva. Só mesmo industria trnasformadora e serviços financeiros!
    Que economia mais estranha, aquela!

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  24. Alguém devia proibir os economistas de escreverem...

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  25. 'EQUILIBRAR A COISA'
    Não é só taxar os consumidores... há que 'Equilibrar a Coisa'!
    Taxar os investidores (ex: taxa Tobin)... vai prejudicar o crescimento da economia...
    Taxar os consumidores (em particular, os trabalhadores por conta de outrem)... vai provocar uma diminuição no consumo... logo TAMBÉM... vai prejudicar o crescimento da economia...
    Face à existência duma dívida para pagar... deve-se 'Equilibrar a Coisa': taxar consumidores... E TAMBÉM taxar investidores: um exemplo, uma taxa sobre transacções financeiras em bolsa (vulgo Taxa Tobin).

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  26. Caros Tonibler e Bartolomeu,

    Andamos com sorte...mais uma formidável lição de economia que nos entra pelo ecrã dentro, desta vez tendo como tema fundamental o "equilíbrio da coisa"!
    Direi que nos encontramos numa situação de claro privilegio, com tanta sapiência dispensada gratuitamente...
    Só espero que o fisco não repare neste enriquecimento de sapiência (sem causa), e se lembre de nos aplicar uma taxa Tobin sobre a "mais-valia" de conhecimento adquirida tão facilmente!

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  27. Mas, caro Tavares Moreira, não era o "equilíbrio" o argumento que levou os guardiões da normalidade democrática tanto contestar as medidas de corte na despesa?

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  28. Este relatório (OECD) observa todos os 30 países desenvolvidos da OCDE. Mostra que tem havido um aumento da desigualdade dos rendimentos, que decorre, pelo menos, desde meados dos anos 80.
    Tanto a desigualdade de rendimentos como a contagem de indivíduos pobres (baseada num limiar de 50% do rendimento médio) aumentaram ao longo das últimas duas décadas.
    Os rendimentos de trabalhadores a tempo inteiro tornaram-se mais desiguais na maioria dos países da OCDE. Tal deve-se ao facto das pessoas com altos rendimentos verem agora estes últimos ainda maiores. A globalização, as alterações técnicas com base nas aptidões e instituições do mercado de trabalho e políticas, tudo isto têm contribuído para este resultado
    Os rendimentos de capital e o rendimento de actividades profissionais não assalariadas são distribuídos de forma muito desigual e tornaram-se ainda mais desiguais durante a última década. Estas tendências são das causas mais relevantes para o facto da desigualdade de rendimentos ser mais ampla.

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  29. Caro Tonibler,

    Creio que estará muito próximo da verdade...se não era o equilíbrio, era o equilibrismo com certeza! Bem mais sofisticado que o simples equilíbrio, convenhamos!
    E, já agora, faça o favor de continuar a aprender (recomendação extensiva ao Bartolomeu), pois, ao que tudo indica, a aula de economês ainda não foi dada por terminada...

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  30. Anónimo18:58

    Caro Tavares Moreira, posso tentar rematar a aula de economês? Posso, posso? Pois então é simples. Se me aumentam demasiado os impostos mudo-me para onde eles sejam mais baixos.

    Estará bem assim?

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  31. Quando são os próprios ricos e os super-ricos que decidem primordialmente como se utiliza a riqueza, a sociedade tem problemas graves.

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  32. Caro Zuricher,

    Isso é verdade, é lógico, em economia de mercado concorrencial e sujeita a regras de fair-play mínimas!
    Mas já não é verdade no quadro do catecismo politicamente correcto; aí (aqui...), esse tipo de comportamento é rotulado de anti-social, e consequentemente objecto de acre vitupério pela mais iluminada classe político/mediática...

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  33. Sucedem-se a bom rítmo os comentários em torno do assunto que deu origem a este post.
    Alguns, derivando um pouco do "eixo do mal" mas todos traduzindo opiniões que por muito absurdas que possam parecer, estão no entanto sob a protecção do espírito que norteia e honra este blog: a tolerância e o direito à divergência de opinião.
    E para terminar, quero recordar aos caros autores e comentadores que o no ano de 2013 a tertúlia quartarepublicana ainda não reuniu em concílio gastronómico; a forma mais eficaz de de concluirmos se a aplicação da "TAXA TOBIN" na classe empresarial da restauração é ou não aconselhavel.
    Por mim, depois de uma garrafa de um belo tinto, na agradável companhia de tão estimados amigos, declaro com toda a eloquência de que fôr capaz: To bin, or not To bin, já podem servir a feijoada!
    Ou então... dábliu, dábliu, dábliu, ponto Iu To Bi.
    http://www.youtube.com/watch?v=4gXZ1sRcK2A

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  34. Anónimo00:12

    Caro Tavares Moreira, podem rotular do que quiserem ou vituperar com toda a acritude que melhor lhes servir. O objectivo de quem se exila por motivos fiscais é poupar dinheiro. Não é, de todo, ganhar um concurso de popularidade. Daí que enfim, o melhor que posso recomendar são pastilhas Rennie que talvez façam bem ao azedume dos politicamente correctos. :-)

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  35. Caros Bartolomeu e Zuricher,

    Em ambos os casos, um excelente fecho para a discussão deste tema!
    E, curiosamente, em harmoniosa sintonia: a sugestão de um próximo repasto - que se acolhe com muito agrado, cumpre agora tratar da logística; e, no outro caso, as magníficas pastilhas Rennie, complemento sempre recomendável para um abundante repasto!

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  36. Ora, nem mais, caro Dr. Tavares Moreira.
    Logisticamente, sugiro o António dos Petiscos em terras de Sua Magestade El-Rei D. Manuel I.
    Fica a escassos 30 minutos de Lisboa, atravessando o Tejo pela ponte Vasco da Gama, seguindo em direcção a Alcochete.
    Ali, podemos calmamente conversar e degustar uma excelente massada de peixe, ragada com um branco areado das Terras de Almeirim. Depois, para não alimentar a gula dos laboratórios, substituimos a pastilha Rennie por um passeio pela marginal, apreciando o voo das gaivotas, sorvendo o aroma do rio e espraiando o olhar pelo casario da Lisboa Mourisca. Entretanto, podemos aproveitar para nos questionar, onde é que o Sr. Ulrich tinha a cabeça quando se saiu com aquela estória de todos aguentarem mais recessão.
    Não quero ser malcriado, mas com efeito, aquela afirmação carregada de arrogância, lembrou-me o carismato arquitecto T.Taveira, quando colocava as meninas de quatro no sofá e lhes ía dizendo mansamente... aguenta! aguenta! já está! não custa nada!

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  37. Caro Bartolomeu,

    Pela minha parte, a sua sugestão está arrematada, considero-a excelente!
    Não conheço o dito António dos Petiscos, mas uma recomendação da sua parte é certeza antecipada de um repasto no superlativo...
    Importa agora mobilizar o Pinho Cardão, o Tonibler, o JotaC (muito ausente, ultimamente, não sei se anda ocupado com o projecto de Reforma do Estado)...
    E quem sabe se alguns dos Crescimentistas ilustres com que me tenho aqui defrontado não quererão também aderir à iniciativa, pois é certo que serão extremamente bem-vindos?

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  38. Crescimentistas e estatistas! Alguém tem que pagar os impostos. Aqueles mais liberais como eu que acreditam que os impostos só servem para destruir a economia ficam dispensados...

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  39. Caro Dr. Tavares Moreira, posso então declarar abertas as inscrições?!
    Há que ter em conta que à segunda-feira, o restaurante encontra-se encerrado.
    Os interessados podem confirmar a sua presença para o mail: c_torcato@hotmail.com

    Caro Tonibler; pronto, pronto, fica combinado: a percentagem do imposto que couber à sua parte da despesa do almoço, fica por minha conta.
    ;)

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  40. Caro Bartolomeu,

    Olhe que devem ser cerca de 80%....

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  41. Podem até ser 90%.
    A questão está em saber, sobre que quantia se aplicam.
    ;)

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  42. Caro Tonibler,

    O Senhor até pode ficar dispensado de pagar o almoço - o País deve-lhe isso e até mais pelo bom combate que aqui tem travado contra as forças da reacção - mas do almoço nem pensar em ser dispensado, a sua presença é condição "sine qua non" da realização do evento, estou certo que o Bartolomeu me acompanha nesta avaliação!

    Caro Bartolomeu,

    Em termos de data e se me permite, eu sugeriria talvez o 7 ou 14 de Março, uma 5ª Feira parece-me um bomdia para este tipo de trabalhos!
    Mas fica ao seu alto critério a escolha da data certa, uma vez que o mérito desta ideia lhe cabe por inteiro!

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  43. Acompanho com total veemência, caro Dr. Tavares Moreira.
    Em termos de data, todas são excelentes, desde que o "móbil" seja confraternizar com os meus Amigos.
    Devo ainda rectificar que o dia de encerramento do restaurante é à terça-feira e não à segunda, como referi.

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  44. Era só o que faltava, claro que vou. Se conseguirmos meter este mês, melhor porque o próximo vou andar aos saltos.

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  45. Caro Bartolomeu,

    Tendo em conta a "motion" do Tonibler, cujo mérito não carece de mais justificações, que lhe parece o dia 22 de Fevereiro, 6ª Feira? No corrente mês eu preferiria uma 6ª Feira e essa seria a mais apropriada...
    Vou enviar uma msg ao P. Cardão, que salvo erro se encontra no Mali, em apoio técnico à missão militar francesa, para tentar saber da sua disponibilidade!

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  46. Por mim, fico encantado!

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  47. Je suis également enchanté.
    Mr. Tavares Moreira, je vous en prie d´envoyer mes saluts à Mr. Pinho Cardão!
    Mali por mali, sempre tinha sido melhor escolher o Dubai, como base de apoio aos Franciu que policiam o Mali.
    ;))

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  48. A Ana Gomes e a aquela senhora do PCP já foram para o Mali para servirem de escudos humanos?

    Não?? Coitados dos maridos....

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  49. Caro Bartolomeu,

    Mas que francês mais apurado Os seus saluts/salutations serão enviado/as de imediato a P. Cardão!

    Caro Tonibler,

    Começamos com Tobin e já vamos em Top-Models e respectivos consortes...que mais nos irá acontecer?

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  50. Anónimo11:01

    A vantagem da Sra. Ana Gomes ir para o Mali servir de escudo humano era que se acabaria a guerra num par de horas. Lá os islamitas tresloucados cederiam a tudo e aceitariam entrar seja que prisão for ou mesmo pior só para não a ouvirem.

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  51. Caro Zuricher,

    Não estará incorrendo em excessivo cepticismo em relação ao comportamento dos islamitas do Mali? Acha que eles são assim tão indiferentes - ou pior ainda, manifestarem-se em fuga - perante o que é realmente belo?

    Caro Bartolomeu,

    Recebi há pouco, do deserto do Mali, uma mensagem confirmando a plena disponibilidade do nosso confrade Pinho Cardão para o repasto que o ilustre Comentador teve a bela ideia de propor, incuindo o local e dia avançados!

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  52. Cara Dr. Tavares Moreira, sendo assim, do "grupo dos veteranos" fica a faltar a confirmação do confrade Jota Cê.
    Fazendo ecos daquilo que o caro Amigo sugeriu em comentário anterior, seria excelente que outros autores e comentadores se juntassem ao grupo.
    Nessa espectativa, aguardo até ao próximo dia 20 por confirmações. Nesse dia, farei a reserva da mesa.

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  53. Caro Tavares Moreira,

    Em que é que uma pequena taxa sobre transações financeiras aumenta o custo de capital para as empresas não financeiras ?

    Será fácil de demonstrar que a especulação excessiva aumenta a volatilidade dos titulos o que faz aumentar o custo do capital.

    Assim uma pequena taxa que consiga reduzir a volatilidade dos mercados pode reduzir o custo do capital.

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  54. Obrigado pela contribuição, caro Paulo Pereira, fico a saber que essa taxa vai contribuir para estabilizar as condições do mercado e, com alguma boa vontade(...), fazer diminuir os custos de financiamento para as ENF.
    Embora eu não acredite nessa versão beatífica, não deixo de dizer oxalá tenha razão, a esperança ainda não morreu!
    Já agora, não quererá discutir este magnífico tema à mesa do almoço que o nosso considerado comentador Bartolomeu está organizando para o próximo dia 21?
    Olhe que seria muito bem-vindo, respira-se um ambiente dialético por vezes intenso mas sempre com grande fair-play por parte de todos os convivas, pobres escribas e ilustres Comentadores do 4R!

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  55. Caro Dr. Tavares Moreira, permita-me que rectifique: a data do almoço ficou agendada para dia 22, 6ª feira, e não, dia 21.

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  56. Caro Bartolomeu,

    Exactamente, dia 22, 6ª Feira, no famoso Petiscos do António, pelas 13H00,Largo do Barão de Samora Correia, nº2, em Alcochete, e creio que desta vez com algumas (boas) surpresas no tocante a convivas, para além dos consagrados!
    Só espero que o nosso confrade P. Cardão não venha a ser importunado, na circunstância, por algum islamista maaliano, eventualmente fugido (na versão do Zuricher, que não posso subscrever) à personalidade indomável da Dr.ª A.G....

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  57. Caro Tavares Moreira, agradeço o convite e vou tentar ir ao almoço, até porque terei alguns assuntos a tratar na capital nesse dia.

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  58. Caro Dr. Tavares Moreira, em Alcochete - terra de gente valorosa, de toiros e de toureiros - estará o noso estimado Dr. Pinho Cardão a salvo de qualquer golpe terrorista, seja perpetrado por um maaliano radical, ou por uma fundamentalista islâmica.
    Importante é saber antecipadamente o número de comensais, para poder assegurar a reserva da mesa.

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  59. Excelente a notícia que nos dá, caro Paulo Pereira, espero que possa concretizar, será certamente muito bem vindo...
    E, antevendo o acalorado debate a que durante o repasto certamente se vai assistir, convirá vir armado até aos dentes...de bom apetite, claro está!

    Caro Bartolomeu,

    Como já verificou, tudo indica que iremos ter tb a presença simpática do nosso comentador Paulo Pereira. Convirá pois, como de resto já referiu, fazer chamada geral aí umas 48 hras antes do evento...para que tudo possa correr sobre rodas, tal como as políticas activas de emprego...

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