segunda-feira, 5 de junho de 2006

Preconceito

Leio no Diário Económico um artigo onde se afirma que as classes (?) jurídica e política exigem a substituição do senhor Procurador-Geral Souto Moura por um magistrado do ministério público ou judicial, com independência, autoridade, imparcialidade e atento à autonomia do ministério público.
Não sei se as personalidades que ouvi deporem no sentido assinalado no artigo são assim tão representativas. Pelo menos ao ponto de vincularem às suas opiniões as "classes" a que pertencem. O que eu sei é que estas posições são intoleravalmente preconceituosas. Porque implicam que outro que não um magistrado, ainda que fale por si o seu passado de jurista prestigiado, não será considerado independente, não exercerá autoridade, será parcial e combaterá a autonomia do ministério público!
Recuso este primarismo preconceituoso. Venha ele de onde vier. Espantando-me, de resto, que alguns que consideram as magistraturas as únicas bactereologicamente puras para gerar no seu seio um novo PGR, tenham esquecido a simbólica mas significativa imagem de um senhor juiz-conselheiro, então vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura, comemorando efusiante, de cachecol partidário ao pescoço, uma noite de vitória eleitoral na sede do partido vencedor.

1 comentário:

  1. Independentemente da independência, eu gostava de saber dessas pessoas se consideram as experiências anteriores como positivas para que se venha agora com esse tipo de mariquices, porque aquilo que as experiências anteriores me dizem é para despedir os magistrados todos, não é para os promover. Digo eu, claro...

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