domingo, 7 de janeiro de 2007

Um bilião de árvores

Inspirado no exemplo de Wangari Maathai, a queniana a quem foi atribuído o Nobel da Paz em 2004 que liderou um movimento responsável pelo plantio de milhões de árvores por vários dos países africanos, o Programa para o Ambiente da ONU (PNUA) desafia as instituições políticas centrais e locais, as empresas e em geral a sociedade civil dos Estados a promover a reflorestação, plantando mil milhões de árvores durante o ano que agora se inicia.
Trata-se de um excelente programa, esperando-se que o mundo a ele adira.
Compensar não só os milhares de hectares de floresta que diariamente se perdem, mas também apostar nas cidades verdes, é um projecto que só pode ser acarinhado pela comunidade internacional pelos beneficios colectivos que serão colhidos do seu sucesso.
Espero que Portugal adira. É uma oportunidade de se reporem vastos activos biológicos perdidos nos desvastadores fogos florestais. Mesmo em tempo de dificuldades financeiras, oxalá o governo, as autarquias, a sociedade, saibam fazer as contas. Neste caso as contas não se fazem tendo em vista o curto prazo, mas sim os benefícios que uma floresta sustentável trará no futuro. Benefícios no plano económico de que o País de resto vem tirando vantagem há muitos anos. Mas também no combate à poluição, à erosão e à desertificação. Na protecção da paisagem. Na defesa da diversidade biológica através da recuperação de habitats.
Do governo espera-se que os estímulos financeiros ou fiscais sejam pensados em função da mais valia para o País no desenvolvimento das actividades ligadas à floresta.
Mas esta é também um oportunidade de corrigir os erros das políticas de florestação levadas a cabo no passado, apostando mais nas espécies autóctones, aspecto que igualmente preocupa o PNUA que garante assistência técnica de modo a evitar que este programa favoreça a alteração dos ecossistemas pela introdução de espécies inadequadas.

6 comentários:

  1. Ora aí está uma boa sugestão, caro Ferreira de Almeida!...
    Por mim, sobretudo através da minha mulher, lá vou plantando uma boas arvorezitas por ano!...

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  2. Anónimo15:03

    E eu sou testemunha, meu caro Pinho Cardão, que o gesto é retribuído pela natureza que vos brinda com um belissimo jardim num dos mais belos enquadramentos paisagisticos do mundo.
    Além disso, plantar uma árvore é um gesto de paz. De homenagem à vida e ao que a vida tem de mais encantador.
    Também por isso o programa é importante. São mil milhões de gestos de paz num mundo que vive a angústia permanente do terror.

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  3. É pena que este desafio tenha que ser lançado exactamente aos mesmos países que levaram por diante políticas de desvalorização ou até de destruição dos habitats florestais.
    Esperemos bem que o Governo corresponda ao desafio. Não pode é cair no erro de olhar para reflorestação como mais uma despesa corrente, em lugar de a considerar uma despesa de investimento, que colherá benefícios no futuro.
    A óptica da tesouraria condena em absoluto o investimento, hipotecando inexoravelmente o futuro.
    Temos muitos casos assim...

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  4. O problema é que a maioria de nós com 3 assoalhadas, 98m2, 3 crianças, temos alguma dificuldade em enfiar lá as arvorezitas, porque nem todos têm "os quintais" do dr PC(!!!!)
    A gente até gostava de colaborar. Mas se formos plantar arvores no jardim aqui do bairro, ou no quarteirão da minha prima, vem a Policia Municipal e ainda pagamos uma coima!

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  5. Anónimo23:11

    Meu caro RuiVasco, 98 m2 ainda dá para uns tantos bonsai...

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  6. Pois JMFA...só dá, pensei nisso! Mas não sei se isso conta!

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