quarta-feira, 13 de junho de 2007

“Tecidos inteligentes”

As aplicações práticas das novas tecnologias são surpreendentes. Uma delas, que há muito tempo é objecto de atenção, tem a ver com a produção de fibras ou incorporação de circuitos nos têxteis. No fundo é possível avaliar determinados aspectos biológicos através de sensores térmicos, do ritmo cardíaco e de produtos eliminados através do suor. Os sensores incorporados nos tecidos de uma “t-shirt” podem detectar alterações do ritmo cardíaco à distância, para efeitos de diagnóstico, ou mesmo para corrigir certos problemas. Mas podem ser utilizados para avaliar e monitorizar determinados parâmetros, tais como o açúcar, o álcool, a ingestão de drogas, entre muitos outros. Chamam a estes tecidos, “tecidos inteligentes”.
As vantagens da nova indústria têxtil que se avizinha é inquestionável e vai ser muito útil, mas, nestas coisas o “mas” é que problemático. Imaginem o que poderá acontecer quando a camisa, a blusa, o vestido, o soutien, enfim, a peça que cobre directamente o corpo, começar a mudar de “cor” indicando que os copitos já são a mais, que o “charro” já fez efeito, que afinal está a mentir sobre a amiga do lado ou sobre as qualidades do primeiro-ministro ( os “Charruas” estão tramados!).
Os códigos de mudança de cor terão de ser definidos previamente, para saber o que é que o indivíduo está a tomar ou a pensar! Alguns camaleões, naturalmente amantes das mudanças de cor, deverão ser os primeiros a correr a estas tecnologias para provar inequivocamente a sua “sinceridade”.
No caso de ocorrerem, ao mesmo tempo, várias mudanças de cores, os “tecidos inteligentes” deverão permitir a listagem das mesmas tipo arco-íris!
Imagino o que seria a Assembleia da República aquando do debate mensal com o governo. As mudanças de colorido fariam inveja a qualquer desvario psicadélico.
As perspectivas tecnológicas dos têxteis do futuro são imensas, conforme se pode adivinhar. Para os que não quiserem ser “apanhados” o melhor é utilizar a velha parra ou a pele de um animal, isto se não for considerado como um atentado aos direitos dos animais...

4 comentários:

  1. Eu estava mais interessado em tecidos trabalhadores que em tecidos inteligentes. Tipo t-shirt que coçasse as costas ou peúgas que massajassem os dedos dos pés. Agora, inteligentes...não.

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  2. Pois eu, vou começar a recolher roupinhas usadas e no futuro, vendo-as, com o slogan "estas, são livres de fibras inteligentes"´.
    Hmmmm, vou pensar a sério neste negócio.
    :))

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  3. Caro Professor Massano Cardoso
    Grande revolução que aí vem! Os "tecidos inteligentes" podem realmente ser muito úteis, mas podem ter alguns senãos...Seria óptimo descobrir o gene têxtil que faz mudar a cor do fato que o governante veste quando fala verdade e quando fala mentira. Seria um progresso extraordinário!
    Haveria depois que legislar para estabelecer os fatos que os governantes podem vestir. Nesta circunstância, seria aceitável instituir um subsídio.

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  4. Anónimo17:26

    Pois, cara Margarida, deixe-me pegar no seu comentário para dizer que estas fibras "malukas" têm de certeza muitos senãos!! Nem quero pensar nos senãos!!
    Melhor seria que o investimento feito nestas pesquisas, fosse canalizado para coisas bem mais necessárias ao bem-estar da humanidade.

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