terça-feira, 28 de outubro de 2008

Estão os portugueses melhor agora do que no início da legislatura?

A questão em título impõe-se à propaganda oficial. De vez em quando aqui a formulo. Entretanto vão surgindo algumas respostas. O quadro acima é da autoria do Miguel Frasquilho. Conhecia-o de outras paragens e esperei que o trouxesse aqui ao 4R. Como não o fez e acho o quadro deveras elucidativo, mesmo sem a licença do Autor, aqui o reproduzo.

13 comentários:

  1. Posso reproduzir este quadro, fazendo menção do autor e do blogue, no meu blogue - www.laranjachoque.blogspot.com ?

    Evidencia na perfeição o que é...evidente!

    O Dr.Miguel Frasquilho tem de facto o dom de ilustrar de forma cabal as realidades que alguns tentam camuflar.

    Um abraço amigo.

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  2. Estimado Ferreira de Almeida,

    Lá vamos nós outra vez... :) Lanço-lhe o repto de me indicar um país europeu onde o inverso tenha acontecido.

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  3. Com o mal dos outros posso eu bem!
    Graças a Deus que vão aparecendo trabalhos deste nível, que para lá de gozarem de uma excelente componente pedagógica, confirmam a outros que se interessam por estas coisas, a justificação do que se se verifica no dia a dia, exactamente pelos aspectos negativos bem patentes.Uma maravilha esta governação e não venham escamotear a responsabilidade assumida pela tomada errada de medidas de política económica, ao dizer que a culpa é da crise internacional

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  4. Cmonteiro

    É com certeza boa pessoa! Mas é um daqueles espécimes que deixou de pensar com a razão e só pensa com a emoção. CausaVossa não toma partidos! Vive do ar que se respira, e o ar não é dos mais próprios! Libertem-nos, dêem-nos espaço, liberdade, motivação, acabem com os paternalismos e poderemos ser outra vez um país muito mais ... são!

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  5. Anónimo11:46

    Meu caro Tiago Mendonça, esteja à vontade para divulgar. Apesar do quadro ter dono, creio que o Miguel não se importará.

    Meu caro cmonteiro, devolvo-lhe o repto. Conhece o meu Amigo país europeu onde a realidade das coisas - que é a que é - tenha sido tão chocantemente obnubilada pela propaganda governamental?

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  6. Caro Ferreira de Almeida,

    Não podemos escamotear o facto de que muito do que está acima imputado como sendo responsabilidade do governo ter origem na má conjuntura internacional. Daí que talvez deva fazer a pergunta "estaríamos melhor ou pior ainda".

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  7. Anónimo14:51

    Ora, meu caro cmonteiro, eis a resposta que estamos cansados de ouvir e que mais não é do que uma fuga à responsabilidade de quem a tem.
    Já aqui escrevi que não ignoro a situação delicada a que o País está sujeito, fruto da crise internacional. Mas para o cmonteiro a crise continua a explicar tudo?
    A realidade, volto a dizer, meu caro, é bem mais negra do que a pinta a maioria que sustenta este governo. Dizem-no os números, como aqueles do quadro. Mas mais do que os números provam-no muita coisa que vai passando pelas minhas mãos no dia-a-dia.
    Assumam-se as responsabilidades sem as esconder com propaganda. E depois encontrem-se explicações para os insucessos, as promessas incumpridas ou os objectivos que ficaram à distância. O que não vale, meu caro, é continuar a responsabilizar os outros.

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  8. Caro JMFA,

    O que o Monteiro diz está certo. Esse quadro é um quadro de política partidária que procura a ignorância alheia.
    Não acredito que o M. Fraquilho não saiba que o crescimento do PIB é um derivada no tempo razão pela qual a escolha dos anos não é inocente e, não sendo inocente, é culpada. Depois a % do investimento público contra o qual o M. Fraquilho anda a refilar (com razão) há 4 anos, de repente estar mais baixo é mau. Depois, a carga fiscal não é maior, a colecta de impostos é que é. Taxa de desemprego é derivada, inflacção é derivada, défice externo é derivada,...

    Por acaso o Miguel Frasquilho não quer meter o 2003 e o 1999 e tirar conclusões, não?

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  9. Segundo a maioria populista que nos "governa", esses números devem-se à crise internacional... Aliás, sabem a que se deve o forte vento do dia de hoje?... Exactamente à crise financeira internacional e à economia de casino...

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  10. Anónimo21:48

    Quais são então os reais indicadores, Tonibler? E são melhores hoje do que no início da legislatura?
    E V. a darem-lhe com 2003! São ainda os governos anteriores os responsáveis? São os governos anteriores que serão objecto de julgamento nas próximas eleições?

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  11. Caro JMFA, se o M. Frasquilho tivesse feito o mesmo quadro com 1999 e 2003, teria chegado à conclusão que a sua chegada ao governo teria sido a maior catástrofe da história. Como, obviamente, não foi, deveria evitar usar este tipo de quadro porque tira a visibilidade aos indicadores que interessam.

    E os indicadores que interessam são o financiamento partidário, a contabilidade por baixo do tapete, a corrupção escondida estudo aquilo que o PSD deveria pegar e não pega para andar nestes quadrinhos de números oficiais fajutos com o qual se torna cúmplice e mostra apenas um desejo de ir para lá fazer a mesma coisa.

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  12. Anónimo14:31

    Não seja injusto, Tonibler.
    Ao Miguel Frasquilho o que se pede é que desempenhe o seu papel, analisando sem preconceitos o desempenho do Governo.
    Estranho seria se, discordando das políticas do governo e sobretudo com os pressupostos dessas políticas, viesse cantar loas à situação.
    Pode e deve o meu Amigo criticar os números de MF. É normal e corresponde ao exercício que aqui sempre fazemos. Já não entendo essa do financiamento partidário, das contabilidades manipuladas e a corrupção, manifestamente a despropósito e fora do tom com que o Tonibler costuma analisar estas questões.

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  13. O meu caro perguntou que indicadores são reais e eu respondi. e respondi que este tipo de quadro manipulador só esconde esses indicadores. Injusto no quê? Estou a ser injusto cm o governo ao dizer que nunca se "trafulhou" tanto nas contas do estado? Ou que o financiamento partidário foi tão "lavado"? Ou que tanto concurso público cheira a borracha queimada? A não ser que o meu caro esteja a dizer que estou a ser injusto com o PSD, quando digo que não levanta nenhum destes indicadores nem confronta o governo com eles, no que estou sempre aberto a me desmentir se me mostrar uma ocasião nos últimos dois séculos em que isso tenha acontecido.

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