quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Casamentos, casamentos aos molhos!...

Cá entre nós, e a avaliar pelo número de divórcios, o contrato de casamento é "um monte de sarilhos". Mas isso é cá entre nós, casamentos entre gente da mesma cultura. Por isso, não há que pensar, casa hoje, separa amanhã e toca a andar!...
Mas se o contrato de casamento for entre pessoas de cultura diferente, nem monte, nem sarilhos, tudo será mais fácil, a harmonia é eterna.
Por isso, muito menos há que pensar. É casar, é casar!...

9 comentários:

  1. Desafia-se [aqui] os leitores a compararem a já famosa intervenção de D. José Policarpo com a de Obama - ambas acerca da religião de cada um.
    Os prémios serão exemplares de «A Religiosa» (de Diderot) e de «O Inferno» (de Dante).

    ResponderEliminar
  2. Caro Pinho Cardão

    Um comentário às considerações do Cardeal Patriarca:
    Não reflectem a realidade?
    São mentirosas?
    Quando terminaremos com a mania das conveniências?
    Cumprimentos
    joão

    ResponderEliminar
  3. Na minha opinião o Bispo não disse nada mais do que a verdade

    ResponderEliminar
  4. Sr Medina Ribeiro

    Sr B.H.Obama futuro presidente dos EUA, não é:
    a Rainha de Inglaterra, chefe nominal de uma Igreja Cristã.
    um pastor de qualquer igreja cristã existente nos EUA ou noutro país;
    não foi escolhido por uma Assembleia não eleita;
    não preside a uma comunidade que tem um credo e uma doutrina única partilhada por mais de um bilião de pessoas em mais de cem países;

    O Cardeal Patriarca de Lisboa não:
    foi eleito por um colégio eleitoral;
    não tem obediência a um texto escrito em comité, que depois foi referendado mas por um texto considerado como revelado;
    não preside a uma comunidade com valores e crenças heterógeneas, dirige essa comunidade;

    A única coisa em comum entre uma girafa e um saguim é o facto de serem ambos mamíferos, neste caso, o que os Sr BHObamaa e o Cardeal Patriarca têm em comum é serem seres humanos.

    Já agora, De Gaulle, sobre o diálogo entre Cristãos e Muçulmanos, comentou:
    Um cristão descobre-se e calça-se, quando entra na igreja, o muçulmano cobre-se e descalça-se, como se vão entender?

    Declaração de interesses, sou estruturalmente ateu.

    Cumprimentos
    joão

    ResponderEliminar
  5. Um especialista em Ciência das Religiões, afirma que as palavras de aviso do Sr. Cardeal, foram dirigidas às mulheres católicas, prevenindo-as para os perigos que terão de enfrentar comungando sua vida futura com um muçulmano.
    Outros analistas encontram nas palavras do Sr. Cardeal, conexão com o conflito Palestina-Israel e afirmam que o aviso se dirige aos governos dos países que pedem a paz imediata entre os dois estados.
    Se o Sr. Cardeal tivesse usado a palavra clara e directa para expressar o seu pensamento, evitavam-se todos estes "diz-que-disse". Ele dizia, a comunidade muçulmana reagia e o pessoal entendia.
    Assim, ele disse aquilo que pensa que aqueles a quem lhe interessa que percebam o que ele quis dizer o entendam.
    Para esse fim, existem telefones, faxes, mail, etc.
    Agora, aquilo que não faz sentido, no meu ponto de vista, é dizer publicamente, dirigindo-se a um auditório, aquilo que pretende que seja entendido por um grupo específico de pessoas, que nem sequer se encontrava presente, servindo-se de um meio de comunicação tão abrangente como a televisão. Se realmente aquilo que o Sr. Cardeal disse se dirige concretamente a uma ínfima minoria de mulheres Cristãs que eventualmente possam vir a contrair matrimónio com um servo de Ála, e face à polémica que surgiu em torno desta questão, deveria o Sr. Cardeal, em nome da transparência e da ética, voltar à televisão e reafirmar o sentido das suas palavras.

    ResponderEliminar
  6. Qualquer muçulmano português que não pertença ao clero defende mais os direitos da mulher que um cardeal da igreja católica. E isto é inquestionável.

    Mas fica para a próxima a opinião que este cardeal, ou outro tão próximo das correntes xenófobas como este, tem do casamento entre católicos e ateus. Certamente dirá que as raparigas devem evitar ateus como eu. Penso, até, que a minha mulher católica terá muito a ouvir deste cardeal e os meus filhos, que resultaram desse casamento, terão muito a aprender sobre os porquês da mãe deles ser pecadora.

    Eu, da minha parte agradeço, porque quando a minha mulher vier com aquelas coisas da educação católica para os meus filhos, eu posso sempre apontar para o cardeal e dizer "para darem naquilo?!!??"

    ResponderEliminar
  7. Caro Tonibler:
    Por mim, dei a receita: é casar, é casar!...
    E, com sorte,as mulheres até poderão vir a ter, em certas circunstâncias, uma vantagem não negligenciável, que é a de usufruir as delícias do casamento e desbafar as agruras, se houver lugar a elas, com mais outras três!...
    Direitos estes das mulheres que, de facto, um cardeal da igreja católica não defende. E, malgradamente, o reaccionário código civil também não. Onde vai a influência do cardeal!...
    É casar, é casar...depois há tempo de reflectir...
    PS: Agora falando um pouco mais a sério: não é necessário reflectir quando um sujeito ou uma sujeita se casa? E não é necessário reflectir quando as diferenças culturais, modos de viver e sentir são completamente diferenciados?
    O homem e a mulher não são, muitas vezes a sua circunstância?
    Àparte isso, homem ou mulher,qualquer que seja a sua cultura, são iguais. E, se concluem entender-se bem, é natural o contrato.

    ResponderEliminar
  8. Tonibler afirma: "Qualquer muçulmano português que não pertença ao clero defende mais os direitos da mulher que um cardeal da igreja católica. E isto é inquestionável."

    Caro Tonibler, Também sou ateu e também casado com uma católica e francamente não compreendo porque acha inquestionável essa afirmação. Pois eu questiono-a. Pode haver muitos muçulmanos portugueses que defendem mais os direitos das mulheres que alguns cardeais, mas não vejo porque hão-de ser todos. De resto, o cardeal não se referia apenas nem especialmente aos muçulmanos portugueses.

    ResponderEliminar
  9. Caro Freire de Andrade,

    Aquilo que o cardeal disse é muito pior por aquilo que tem subjacente que é " muçulmano não é português" porque nem lhe passou pela cabeça que há muçulmanos portugueses muito mais embrenhados na cultura portuguesa que o cardeal patriarca que, recorde-se, jurou obediência a um estado estrangeiro. Aquilo que lhe passou pela cabeça foi "muçulmano, árabe, taliban, etc...", e já não é a primeira vez que lhe cai o chinelo para a Gestapo.
    Realmente não posso dizer todos os muçulmanos, mas sei que todos os muçulmanos estão obrigados a isso e o cardeal, curiosamente, não.

    Caro Pinho Cardão,

    Em Portugal nenhum muçulmano pode casar com 3 mulheres. Se pudesse, a mesquita de Lisboa não chegava para as conversões. Aliás, penso até que a única confissão que não respeita essa imposição do estado português são os cristãos da Igreja de Todos os Santos e de Jesus dos Últimos Dias (acho que é assim o nome completo). Talvez devessem reflectir antes de casar com um cristão.

    E falando a sério, admitia o meu caro que o sujeito do PNR apelasse à reflexão antes das moças casarem com um preto? E com um coxo? Com um judeu? O cardeal não apelou à reflexão antes do casamento, apelou à reflexão antes de casarem com um preto, porque com brancos não é preciso nenhuma reflexão especial.

    ResponderEliminar