terça-feira, 18 de maio de 2010

Administrações Públicas e Competitividade

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego organizou no dia 17 de Maio as III Jornadas de Administração, Competitividade e Voluntariado. A Direcção teve a bondade de me convidar para falar. Organização impecável. Auditório atento. Entre académicos e políticos, voltei à defesa do ponto de vista em que recorro há muito, como aquele santo que pregava aos peixinhos: as Administrações Públicas só serão activo de competitividade quando se retirarem da competição em sectores produtivos de bens e serviços e se instalar uma cultura de verdadeiro combate à ineficiência administrativa. A não ser assim, continuarão a ser sorvedouros de recursos. Recursos a menos nas contas das famílias e das empresas significa continuarmos na senda da perda progressiva de competitividade.
A avaliar pelos narizes torcidos, houve quem não tivesse gostado da modesta prédica. Mas aos poucos, infelizmente, se vai despertando para a realidade. E o que é pior, não pela doutrina mas pelos efeitos sentidos na pele...

2 comentários:

  1. Caro Ferreira de Almeida:
    Santo António também pregou aos peixes e eles reuniram-se em cardume para o ouvir.
    Se houver persistência, alguém acabará escutando.

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  2. José Mário
    Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura!
    À medida que os bolsos dos portugueses vão ficando mais vazios vai ficando mais nítido para as pessoas que o peso do Estado é excessivo e que o Estado pode e deve fazer muito melhor nos domínios que são necessariamente da sua competência.

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