quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A prova real

Como tenho vindo a dizer, a prova real da virtude da despesa pública aí está em todo o seu esplendor: subida nos impostos e corte nos salários.
A grande ironia, e a grande desgraça, é que o anúncio foi feito por quem, em dez séculos, mais aumentou os gastos do Estado, ditos para criar riqueza e crescimento.

16 comentários:

  1. Quando se fala em congelamento de salários sinto ainda uns resquícios de revolta. Também eu, há muitos anos, sofri os resultados da decisão de um líder político a quem, anos antes, tinha ajudado na sua campanha política – num cargo de pouca importância, mas que de qualquer forma se traduziu em apoio. Esse sentimento apaziguava-se momentâneamente quando pensava que o congelamento do meu vencimento tinha evitado o layoff de alguém.
    A situação de Portugal parece mais um circo de cariz política onde a audiência se mantêm impávida e serena...

    ResponderEliminar
  2. O corte dos salários é ridículo e não vai ter efeito nenhum tirando termos o ministro das finanças a fazer figura de parvo. Outra vez...

    ResponderEliminar
  3. Caro Eduardo F:
    De facto, os cainesianos, como lhes chama, ou os keynesianeiros tugas, são grandes responsáveis pela situação, pelo suporte que sempre deram à política do governo. Tão grave como isso é que continuam a ensinar o erro nas Universidades.

    Cara Catarina:

    Disse tudo: um circo. De maus palhaços, que se julgam génios da representação.

    Caro Tonibler:
    Já fui tentado a ter pena do nosso ministro. Mas as asneiras grossas que permitiu ou ajudou a praticar ou até dinamizou não permitem qualquer sentimento de dó.

    ResponderEliminar
  4. Caro Dr. Pinho Cardão,
    Em primeiro lugar, agradeço a sua referência noutro texto à minha nomeação como "poetólogo", expressão que considero assaz feliz. Nomeação que reparto com a restante equipa do 4R e respectivos comentadores, como inspiradores de uma boa parte dos meus "devaneios". Dito isto, deixo estas quadras:

    Numa sociedade lixada
    por parasitagem tão fogosa,
    essa peçonha fica fixada
    de uma forma assaz fungosa.

    Esses "parasitas" gastadores,
    quais azémolas desembestadas,
    são os símbolos reveladores
    destas décadas tão enquistadas!

    ResponderEliminar
  5. Mas o pior é que Sua Excelência o Presidente da República quer que este orçamento seja aprovado, não vá o chumbo prejudicar a sua reeleição! Triste e lamentável!

    ResponderEliminar
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  7. 1- Não houve qualquer alteração estrutural na despesa. Apenas cortes nos salários

    2-A dimnuição de institutos é só uma promessa

    3- Como os serviços públicos continuam os mesmos, por cada funcionário público que sai e não pode ser substituido contrata-se em outsorsing a uma empresa fornecedora de mão de obra com um custo maior. A limitação de rcorrer a empresas não está nas medidas

    ResponderEliminar
  8. Paulo
    Criticar é uma coisa.Abandalhar a discussão é outra. E não faz parte do fair play que é timbre deste forum.

    ResponderEliminar
  9. Paulo
    Alegre até se pronunciou por antecipação:

    Manuel Alegre em Gaia:
    "Recomendações da OCDE devem ser vistas com espírito crítico"
    29-09-2010 TSF

    Manuel Alegre afirmou que as recomendações feitas pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) para a economia portuguesa «devem ser vistas com um espírito crítico e não seguidista», já que “muitas das propostas feitas são as mesmas que estiveram na origem da crise actual”. “Há recomendações que devem ser tidas em conta, outras que devem ser vistas com um espírito muito crítico, insistiu o candidato, porque «as mesmas soluções e as mesmas causas produzirão os mesmos efeitos”.

    Estas declarações foram feitas aos jornalistas em Gaia, à entrada para uma sessão com Manuel Alegre.

    ResponderEliminar
  10. Estou desiludido com tudo isto, com todos os políticos que ocupam lugares de responsabilidade que, por acção ou omissão, tanto faz, nos empurraram ou contribuiram para o fosso em que nos encontramos...
    Neste caso, o silêncio, a inacção, é tão grave como a acção!...
    Estou desiludido, com todos!!!

    Furtei, sorrateiramente, a uma amiga este pensamento filosófico que se adapta, julgo eu, à situação atual dos portugueses, já que alternativa depois das medidas do governo, parece não haver...

    -"Jogaram uma pedra na tranquilidade do lago. O lago comeu-a. Sorriu ondulações. Voltou a ficar tranquilo" (Hermógenes).

    "O nosso dia a dia também é assim...temos que "comer" as pedras e depois sorrir"...

    ResponderEliminar
  11. Quando me referi a circo, deveria ter acrescentado “circo de aldeia” para não se confundir com os extraordinários espectáculos do Cirque du Soleil!. Comparar os “farsantes” portugueses aos artistas do Cirque du Soleil seria uma ofensa para estes últimos.
    Apenas a título de curiosidade. Li um estudo sobre a cultura e a personalidade dos portugueses e destaquei o seguinte: “O português é mais inibido que os outros meridionais pelo grande sentimento do ridículo e medo da opinião alheia... A tendência a opor-se a tudo que se lhe não apresente com carácter humano obriga-o a lutar contra as leis ou organizações gerais... É numeroso, cronicamente mal alimentado e dominado pelo tradicional fatalismo.”

    Ah.. também possui “um fundo poético e contemplativo estático.”

    ResponderEliminar
  12. Anónimo12:16

    Giro mesmo vai ser vermos o que é que os actuais partidos da oposição vão fazer :)) muito embora já saibamos de antemão o que é e por este motivo eu concordo com o JotaC.

    Da minha parte, depois do anunciado corte no salário, eu sei o que vou fazer e a equação é simples: - € = (- R*) + (- T**)

    * O R é a responsabilidade;
    ** O T é o tempo

    Como devem calcular eu não trabalho para aquecer, nem assumo responsabilidades por um preço mixúruca.

    ResponderEliminar
  13. Caro JotaC que todos os "furtos" fossem como este! Viveríamos certamente todos bem melhor e mais felizes...
    Não o considero como tal, vejo-o mais como uma partilha de pensamentos. E para mim é uma honra esta partilha!
    Nós de facto, somos como os lagos, serenos. Temos a mesma particularidade, saber esboçar sorrisos, mesmo que nos "atirem" pedras, palavras rudes, gestos ou atitudes menos delicadas.

    Os melhores cumprimentos para o meu novo amigo :)

    ResponderEliminar
  14. É fartar vilanagem e depois vem o Primeiro Ministro cortar o salário de quem trabalha OUTRA VEZ!! E ainda por cima todos desconfiamos que este novo corte não vai chegar.

    Para que é que votamos? É para escolher quem nos vai assaltar de forma legal? Se é para isto, talvez seja bom decidirmos não voltar a exercer esse direito.

    Ainda em 30 de Junho tínhamos o IVA a 20% e agora vamos passar ter um IVA de 23%!!!!!!!!???? Mas somos um país de ricos?? Pedem aos portugueses para pouparem? Para quê?? Para aparecerem uns políticos a decretar que ficam com a poupança, com os rendimentos, com as pensões, etc., etc.? Mas andamos a brincar? E os cortes nos salários de médicos, enfermeiros, professores, etc., etc., mas o que é isto?? Outra vez?

    Curioso é verificar que os cortes para o zé povinho estão muito bem definidos, mas para a oligarquia (institutos públicos, fundações, empresas públicas, semipúblicas, de regime, etc., etc., etc.) diz-se qualquer coisa muito vaga... até o tal imposto sobre a banca é algo que blá, blá, blá...

    Já não há paciência, para aturar isto.

    Para o ano, lá estaremos outra vez em recessão económica e lá teremos mais um pacote de medidas avulsas de curto prazo, feitas em cima do joelho.

    Como disse um colega de trabalho hoje: "façam a p***a de um referendo com a seguinte questão: "Quer ser assaltado por portugueses, ou governado por espanhóis?"

    ResponderEliminar
  15. Cara Inês Massano:
    Agradeço a sua generosidade.
    Fico-lhe para sempre grato por esta manifestação de simpatia. Muito obrigado.

    ResponderEliminar