segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Torneira e garrafas...

Esta é espantosa. É evidente que temos que poupar, racionalizar e reduzir custos. E a Assembleia da República deve dar o exemplo. Tem certamente muito por onde melhorar o seu orçamento, sem colocar em causa a dignidade e a qualidade do trabalho que desenvolve. Mas esta do corte radical nas águas engarrafadas traz água no bico. Vale a fotografia do Chafariz do Largo da Achada em Lisboa. Muito pitoresco. Sem a água da torneira não o teria encontrado!

9 comentários:

  1. Esse corte nas águas engarrafadas até pode trazer água no bico, mas não me parece uma proposta de todo descabida. Se a água da EPAL tem qualidade – como deverá ter - e, consequentemente, é boa para a população de Lisboa, por que não será para os senhores deputados? Não vejo nada de inconveniente em voltar a ver os jarros de água e os copos de vidro. Os cortes, todavia, não devem parar por aí...

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  2. Anónimo10:43

    O governo(orçamento)dá água engarrafada aos deputados, aos institutos e aí por diante, depois o partido do governo vem dizer que não quer dar água engarrafada à Assembleia da Repúlica, dando a entender que os senhores deputados não a querem comprar. Fingir discutir grãos de areia num deserto de desperdícios públicos é mesmo um desnorte completo.

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  3. Bem, por este andar, poder-se-ia propor vinho a copo às refeições. Provavelmente levaria automaticamente a uma significativa redução do subsídio de refeição.

    E com este ruído inócuo se entretém o zé-povinho...

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  4. Diz o Deputado Marcos Sá:
    "Tenho propostas de empresas privadas para instalar gratuitamente no Parlamento um sistema de reutilização das águas pluviais para abastecer os sanitários e regar áreas verdes",
    Digo eu:
    Afoito, este jovem deputado parece sê-lo!; e a fazer fé nas sua palavras muito bem relacionado!… A questão é se ele sabe do que fala!...
    Pelo sim pelo não o melhor é estarmos atentos, não vá levar a ideia avante e fazer da Assembleia uma cisterna gigante de águas pluviais, e já agora residuais, pois os jardins são extensos…
    Quanto à água engarrafada, se calhar também tem uma proposta para água “linha branca”…

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  5. Cara Margarida Aguiar,
    As agências intenacionais (ONU, UNESCO, etc) têm vindo a chamar a atenção para a irracionalidade e perigo que é o consumo sistemático de água engarrafada, pelo impacto negativo que tem para o ambiente, pelos recipientes (produção e resíduos) e pela energia envolvida em todo o processo de engarrafamento e distribuição, quando é garantida distribuição generalizada de água de qualidade, como é o caso das nossas cidades.
    Para aceitarmos que os nossos deputados não devem beber água da torneira temos também que garantir que todas as escolas públicas devem garantir água engarrada aos estudantes.
    Por isso, começar pela AR faz, em minha opinião, todo o sentido.
    Pelo exemplo e pelo sinal que é dado ao resto da população: consumir água engarrafada de forma generalizada é uma estupidez.

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  6. Há anos que a Dra. Manuela Ferreira Leite era muito criticada por mandar encher as garrafinhas de água para as reuniões com água da torneira e avisava logo disso os que vinham de fora do Ministério, para não estranharem.Só não percebo é porque é que é preciso um deputado apresentar "um projecto" para resolver um assunto tão prosaico, será que há algum diploma a mandar servir água engarrafada?

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  7. A primeira vez que ouvi falar acerca do princípio “Latte Factor”, foi quando, há uns anos, assisti a um seminário do consultor financeiro David Bach que já tem aparecido em vários programas americanos: Oprah show, Larry King Live, ABC, etc. Naquela manhã, para além de várias estratégias financeiras abordou o “latte factor”. Resumindo: pode-se poupar muito em pequenas coisas: “lattes”, água engarrafada, cigarros, etc. O exemplo que ele deu, evidentemente, foi a compra diária de “lattes”. Dizia ele que se uma pessoa comprasse um “latte” a $3.50, ao fim do mês teria gasto $105.00, ao fim do ano, $1.260.00 e ao fim de um década, $12.600.00. Multiplicar-se-ia por 2 se se tratasse de um casal.
    Conclusão: se os deputados começarem a beber água da torneira, vão poupar muito dinheiro e vão poupar o ambiente. O zé povinho vai aprovar. E por falar em “zé povinho”... o que define o “zé povinho”? Quem pertence a este grupo? Pobre zé povinho que devido ao seu mísero salário nem a água engarrafada tem direito...

    Encher as garrafinhas com água também não será uma boa solução. Segundo parece não é saudável tornar a usar as garrafas. Continuo na minha: um jarro e copos de vidro.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Suzana
    Tocou exactamente no ponto. O que é espantoso é que seja necessário um deputado vir questionar os porquês de beber água engarrafada e de não beber água da torneira.
    É o modo que é espantoso. Mas é preciso uma lei para decretar a água da torneira? Será que está em vigor uma lei para a água engarrafada?

    Cara Catarina
    Jarros e copos (de vidro é que já não tenho tantas certezas!) são uma boa solução. Assim, também se evita o espectáculo dos senhores deputados a levarem as garrafas à boca!

    Caro Causa
    Também tem muita razão. O consumo da água e de muitas outras coisas deveria ser tratado pelos responsáveis da gestão da AR. Os senhores deputados bem que poderiam dedicar o seu tempo a coisas bem mais importantes. É que há muitas famílias a quem o dinheiro não chega para pagar a factura da água da torneira.

    Caro depatasproar
    Dizem alguns médicos que um copito de vinho às refeições faz bem à saúde!

    Caro SC
    O facto de água da torneira ser de boa qualidade, não significa que não se beba água engarrafada. São opções com custos e benefícios diferentes. Este é o ponto. Os critérios de escolha devem, a meu ver, variar conforme quem decide e quem consome. Os senhores deputados beberem água da torneira pode ser um exemplo de melhor gestão dos dinheiros públicos e melhor utilização dos recursos ambientais, mas não deve ser um sinal, a meu ver, de que não se deve beber água engarrafada.

    Caro Paulo
    Fazer o pão em casa é que é qualidade de vida! E nos tempos que correm, deve ser mais económico. O pão está caríssimo. Nem me atrevo a pensar que está aqui mais uma ideia para juntar à água da torneira.

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