domingo, 1 de julho de 2012

Produtos tóxicos aos molhos

O ministro da Economia foi vaiado na Covilhã por um grupo de poucas dezenas de trabalhadores e activistas, referiam as notícias do dia. Algumas acrescentavam: afectos à Intersindical.
Produto noticioso primário, sem características para grande distribuição e consumo, considerou a Central de Informação da Intersindical. Pouca rentabilidade para o investimento feito. Haveria que acrescentar-lhe valor para uma distribuição em massa.
O Ministro da Economia foi alvo de uma manifestação popular na Covilhã e vaiado por uma multidão de trabalhadores e sindicalistas, rectificou o critério editorial.
Estava melhor, mas a Central Coordenadora do Critério Jornalístico considerou que o investimento feito ainda assim não dava o retorno desejado. Haveria que afinar o critério editorial, criando novo valor ao produto inicial.
População da Covilhã manifesta-se e vaia o Ministro da Economia, ouvi esta manhã, dois dias passados.
Atingiu-se assim a perfeição do produto estruturado: informação sem facto subjacente. Assim já gera retorno apetecível.
PS: Devido a produtos bancários tóxicos sem activo subjacente, muita gente já foi parar à cadeia. Nos EUA, claro está! Malditos especuladores!

3 comentários:

  1. No momento negro que a vida política e social do país atravessam, aqueles que poderíam ter uma palavra importante a dizer, não o fazem. Pessoalmente, estou convencido que ninguém sabe o que dizer, por não ter a certeza de que aquilo que diga, seja acertado.
    Gostei do gesto do Sr. Ministro, apesar de um tanto atabalhoado, demonstrou vontade de dialogar, talvez de esclarecer. Menos bem, apresentou-se o Sr. Autarca. A despropósito, destruiu a intenção, o simbolismo do gesto honesto do Sr. Ministro.
    Em resumo; quem se manifestava, não se achava preparado para ser ouvido pelo Ministro, quem recebia, achou-se acima de quem se manifestava e ainda, acima do Ministro.
    Um sinal evidente de que, quando quem deve ouvir se dispõe a fazê-lo, quem tem oportunidade de falar, não sabe fazê-lo.
    Falta aos portugueses, como já tive oportunidade de referir ha uns dias atrás, cultura cívica.

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  2. Anónimo22:26

    Ouvi num dos canais de TV, numa daquelas entrevistas em que os jornalistas interrogam outros jornalistas, uma senhora a dizer que para ela o jornalismo não era nem um trabalho nem um emprego e que as escolas que formam jornalistas os enganam com essa ideia de que se trata de uma profissão. Expôs depois longamente o que eu interpretei como um apostolado: a senhora abraçou o jornalismo para mudar o mundo. Há pessoas com sorte...

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  3. A especulação está na raiz inversa do autismo político generalizado face ao que sente a cidadania descrente na mentira, ignorância, esbulho, servilismo, facciocismo, ...

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