sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nós e os outros

https://www.youtube.com/watch?v=S09zpRXm1U8

Vale a pena ver este video, muitos de nós já passaram por angústias semelhantes em relação aos nossos pais ou avós, e o mais certo é as coisas não irem para melhor. Por isso, quando se alimentam discursos de aberta hostilidade em relação aos mais velhos, quando se toleram comentários e insinuações que preferem colher no curto prazo do que estruturar o futuro, quando se segue a via do desrespeito e da humilhação dos mais velhos, privando-os da sua identidade passada, então o melhor é começar a pensar que "nas costas dos outros vemos as nossas", por que motivo havia de ser diferente?

5 comentários:

  1. Apesar da sensação de uma certa encenação encoberta, o drama social que o filme retrata, é real e comum à maioria das famílias, tanto no que diz respeito ao acompanhamento e protecção aos menosres, como aos idosos.
    "Que podemos fazer?" Questiona a entrevistadora, loira e não peituda.
    "A existência (humana)não pode ser moldada por imposições económicas" Responde o entrevistado.
    O mundo formou-se "ontem". Hà dois dias, nada existia, era o vácuo. Depois, algo minúsclo, invisível, explodiu, dando origem a um universo de vias lácteas, de sóis e de planetas. Num desses planetas surgiu vida, uma excepcional formação que tem, desde hà 5 bilhões de anos evoluído incessantemente. Hoje, mal acabado de nascer, encontra-se numa fase de ajustamento, de recriação, de mudança, de aperfeiçoamento. Como será amanhã?

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  2. Suzana,

    eu pergunto a mim mesmo, frequentemente a seguinte questão:

    - Mas se isto me parece mais que obvio...e sou apenas um normal e leigo cidadão interessado...será que mais ninguem se apercebe disto?

    Será que no meio das elites pensantes e nas elites mandantes...isto não é perceptivel ?

    Será que a maioria da população não tem esta percepção ?


    ...e invariavelmente acabo sem resposta, mas a alvitrar que aparentemente andamos - a Sociedade - numa verdadeira "depressão" e num vasto processo de "denegação" colectiva !

    e á medida que o tempo passa, e inexoravelmente o modelo se esgota, maior é a denegação colectiva!

    E temo muito que o "dispertar" só aconteceu depois e um "grande estrondo" ! Infelizmente...!!!

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  3. (ERRATA: onde se lê: "só aconteceu" : deveria estar: "só acontecerá")

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  4. Lembro-me de ter visto um filme que na altura achei abordar um mundo ficcional, em que os sujeitos cansados de viver escolhiam quando e como morrer, contratando atempadamente com a funerária a prestação do serviço fúnebre que incluía, também, a realização virtual do último desejo. Então um desses sujeitos escolheu morrer a “ver” recordações da infância, a vida em família, as montanhas e os vales verdes, as searas ondulando ao vento, coisas que já não havia na selva de betão que queria deixar…
    Por via deste trailer que a Dra. Suzana aqui partilha, e também pela observação da realidade que me cerca, concluo que aquele filme não era assim tão “imaginativo”. Por isso, e por todas as "outras" razões, fico a pensar que estamos a caminhar a passos largos para a realidade do meu filme... Dá que pensar!

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  5. Caro Bartolomeu, o mundo esteve sempre em mudança e adaptação, nem sempre encontrou as melhores formas de se ajustar à realidade e o futuro sempre foi um exercício de tentava erro, a questão é sempre a mesma, o que é que queremos preservar e o que podemos deixar para trás para podremos ter uma vida melhor.
    Caro pedro, creio que a generalidade das pessoas que vivem ou já viveram este problema têm a mesma percepção, os outros acham que estão longe e que nada lhes toca.
    Caro jotac, vi um filme parecido, quem sabe o que nos reserva o futuro. Mas também é verdade que não sabemos como lidar com os nossos velhos, li algures uma história da vida real, um marido que cuidava da sua mulher demente, ela já não se lembrava de quem ele era e perguntavam-lhe por que motivo ele insistia se ela nem tinha memória do amor entre ambos. E ele respondeu, mas eu tenho.

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