quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"Números desconhecidos"...

Trim, uma vez, trim trim, duas vezes, trim trim trim, três vezes, trimmmmmmmmmmmmmmmmm, vezes que lhe perdi a conta, todos os dias, de há uma semana a esta parte. Um número desconhecido a tocar insistentemente no meu telefone.
Acabei por atender, já desconfiada que se trataria de mais uma daquelas empresas que andam atrás das pessoas para vender serviços. É a D. Maria? Estamos a oferecer um cartão de crédito inovador, com condições únicas, com vantagens para o Natal que se aproxima. Gasta agora e só paga em 2014, quanto mais gastar menos paga. Como? Deixei a menina falar um pouco mais. Somos uma empresa de venda de crédito, temos um cartão para lhe oferecer, não tem comissões, basta que para tal comece a utilizá-lo dentro de duas semanas e durante um ano. Vamos enviá-lo para a sua casa, sem qualquer compromisso. 
Não aguentei mais tanto disparate. Perguntei como tiveram acesso ao meu contacto e que empresa é essa tão inovadora. Somos um canal comercial, foi-nos facultado o seu nome como um potencial cliente, actuamos em nome do cliente que nos contrata para angariar clientes. Que grande confusão todos estes clientes, pensei com os meus botões. Acabou, decidi, não estou para perder mais tempo com este tipo de actuações, não há hipótese de qualquer conversa com estes “comerciais”. É demais!
Enfim, um episódio que mal dispõe qualquer pessoa que não está interessada neste género de práticas comerciais e nos serviços que vendem. Uma selva, é o que é, invadem a vida privada das pessoas, vendem “gato por lebre”, insistem em comportamentos consumistas de preferência com endividamento. Será que têm êxito, quantas pessoas enganam, quantas pessoas iludem.
Qual é a autoridade que regula estas actividades, como são fiscalizadas? A quem nos podemos queixar? Com um número desconhecido deve ser difícil…

4 comentários:

  1. Igualmente preocupado com essa questão de assediarem a coberto de números retidos e anónimos e não poder bloquear números não identificados.

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  2. Cara Margarida,

    Esta prática tornou-se mesmo uma praga, tem toda a razão...
    Há 2 ou 3 dias fui tb contactado por uma senhora, que se identificou por dois nomes, próprio e de família, e que queria convencer-me a aceitar uma proposta de publicidade institucional.
    Como eu desconhecia a entidade em nome da qual a senhora falava e tb não tinha tempo para estar ao telefone a discutir tal assunto, pedi-lhe para me enviar um e-mail com o detalhe da proposta e a identificação da entidade proponente...
    O que eu fui pedir, ficou muito incomodada, perguntando se eu não acreditava no que me estava a dizer - como se fosse uma questão de acreditar mais ou menos...
    Como eu insistisse no envio do e-mail, tendo-lhe dito claramente que não tratava assuntos destes pelo telefone, passou a um estado de indignação, o que facilitou imenso o andamento da discussão - desliguei o telefone e ponto final...
    Que praga!

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  3. É um abuso intolerável, telefonam para quem sabe e pode defender-se mas também para quem não sabe, e a esses causam mesmo muitos problemas. São uma espécie de vampiros da desgraça alheia, aproveitam-se do estado de necessidade ou da ingenuidade dos outros e tiram proveito como podem, que haja "empresas" que vivem desses métodos é simplesmente detestável. Coitado de quem tem que aceitar esses trabalhos, em geral jovens que trabalham à comissão, daí a insistência.

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  4. Caro Carlos Faria
    Não vejo solução.
    Dr. Tavares Moreira
    Quando é que isto acaba? A sensação que tenho é que há "contrabando" com bases de dados comerciais de dados pessoais confidenciais cuja cedência não está autorizada pelos próprios.
    Suzana
    É intolerável, mas é uma actividade que está florescente, as pessoas estão mais vulneráveis, dispõe de poucos conhecimentos, são facilmente enganadas.

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