sábado, 22 de fevereiro de 2014

A suprema arte de ludibriar e perder tempo

Depois do julgamento nos Tribunais, o PS quer um novo inquérito parlamentar sobre os submarinos. Creio que nunca um inquérito parlamentar concluiu mais do que aquilo que a maioria parlamentar de momento quis que concluísse. Pelo que as minorias logo vêm apresentar as suas conclusões alternativas. O absoluto aviltamento dos inquéritos deveria levar, se houvesse algum resto de vergonha, a fechar o instrumento por uns tempos e repensar a reabertura com novos princípios e, já agora, com nova gente.  
Em matéria de inquéritos parlamentares, o tão apregoado apuramento da verdade é o que menos interessa aos ilustres deputados. Numa versão optimista, a chicana política é o seu objectivo mais nobre. Que alegremente convive com um resíduo inquisitorial que está na alma de muitos dos proponentes. No fim, eles acabam por ser uma prova de (má) vida e única justificação para muitos dos deputados terem alguns momentos de (má) glória na comunicação social. 
Com o picante de que se levam muito a sério. E o ridículo de que só os jornalistas é que os ouvem. Também muito a sério!... 

3 comentários:

  1. quando forem repostas as custas que eram pagas no tempo do antonio da botas podem ter a certeza que se reduzem logo os circos pseudomediaticos.

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  2. Pior que circo.
    Não fossem os deputados, ignorantes, imaturos e preguiçosos, teria sido no tempo dos estudos e concursos envolvidos, que fariam aquilo para que são pagos.
    Perguntas e pedidos ao governo, estudo dos assuntos, propostas de alteração atempadas, caso fosse o caso.
    E para animar o Circo, não há por ali, uma espécie de Comissão Parlamentar de Defesa?
    Assim se passa por ali o tempo.
    Estivessem PS e PSD em posições inversas, tudo se passaria de forma semelhante. Nada a fazer.
    A bem do Regime.

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