quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Demagogia primária...mentira rasteira

Escreve o Governo no Orçamento para 2015 que a CES-Contribuição Extraordinária de Solidariedade, passa para metade em 2016 e termina em 2017. 
O Governo promete o que nunca vai cumprir, pois que em 2016 já não estará em funções. Prometer o que previamente se sabe não ir cumprir, mais do que demagogia primária, é mentira rasteira, 
Há limite para tudo. Ou devia haver.  
Nota: A CES nasceu como contribuição extraordinária, enquanto não baixava a despesa pública. Claro que, enquanto o Governo conseguir extorquir receita a quem não tem meios de defesa, nunca a despesa baixará. E quanto à transitoriedade, os outros que acabem com ela. 

19 comentários:

  1. V.Exª deve rever a conferência de imprensa da Ministra. Pessoa que eu acho, trabalha mais do que ninguém. Minha espôsa dizia; esta mulher com marido e 3 filhos não devia estar em casa a esta hora!Ouviu mal o orçamento- 21h.
    Adivinhar não são certezas.Oxalá tudo corra bem e a bem de todos.
    Cumps.

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  2. Subscrevo integralmente.

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  3. Enquanto o pais depender de empréstimos e de fundos externos, não haverá governo que prescinda da cobrança de impostos e contribuições. E nunca haverá a vontade nem serão tomadas as decisões políticas suficientemente sérias, capazes de alterar esta tendência.
    O governo não reestrutura os seus serviços, não leva a cabo as reformas profundas que se impõem.
    Apesar de as receitas fiscais aumentarem por via de uma fiscalização mais eficaz, mantêm-se as despesas com o funcionamento dos serviços do estado, os buracos financeiros são constantes, a economia não cresce, o investimento privado é nulo, não se criam indústrias, não se cria emprego, cada dia há mais gente a requerer subsídios ao estado...
    Em suma... no nosso país, ninguém tem meios de se defender de um governo que se encontra atado a uma dívida externa, a uma despesa incontrolável e a um estado social cada dia mais exigente.

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  4. Meu caro Bartolomeu, o "enquanto" que utiliza no seu comentário é expressão de um desejo que se compreende e facilmente se partilha. Porém, não é de desejos que é feita a realidade. E a realidade, impiedosa, é que durante muito tempo o País vai depender de empréstimos e de fundos externos. O nosso positivo voto deverá ser, por isso, que nunca nos falte quem se disponha a emprestar.
    Só há uma forma de não viver dependente de outrem, meu caro Bartolomeu. É não gastar mais do que se tem ou do que realisticamente se pode vir a ter num futuro à vista. No caso dos Estados, só com contas equilibradas se consegue. E como temos de pagar a brutalidade das responsabilidades que se acumularam e diminuir a pressão sobre a criação de riqueza que impõem, tambem esperar que um ciclo de crescimento e a inteligência de quem então governe, permita superavites e, por via deles, alguma amortização do que devemos. Ainda que, como creio que todos esperam, mesmo aqueles que o não expressam, um destes dias se consiga renegociar os termos de (alguma) dívida com (alguns dos) credores.

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  5. Do início do seu comentário, caro Dr. José Mário, infiro que me pressupõe defensor ou apoiante da "estratégia" que o Dr. António Costa parece anunciar para que, sendo governo, se resolva o problema da dívida portuguesa "a Europa que pague". Se assim é, engana-se. Sou dos que acham que a dívida portuguesa deve ser honrada e que para isso, são necessárias reformas profundas. Agora, é obvio que se este ou outro governo qualquer não adotar medidas sérias e que visem acima de qualquer outros, os interesses do país, nunca sairemos deste ciclo de dívida crescente e desta espiral recessiva (como foi dito pelo PR)na economia e na vida dos portugueses. O estado gasta acima das suas possibilidades, o que obriga a contrair mais empréstimo e como gasta sem resultados de retorno, a necessidade de dinheiro é sempre grande e a somar ao cumulo.
    Renegociar a dívida - tendo presente que não possuo conhecimentos que me permitam afirmar nada - não me parece a solução para o equilíbrio das nossas contas. Gerir o orçamento do país, do meu ponto de vista e a uma dimensão totalmente diferente, é como gerir o orçamento familiar; as despesas não podem de forma alguma ultrapassar as receitas, a menos que, o gasto seja um investimento com retorno.

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  6. Não infiro nada do que supôs, Bartolomeu. O meu comentário vinha na sequência das suas considerações e não visava contrariá-las, pelo contrário. O que quis dizer é que o "enquanto" pressupõe uma transitoriedade que infelizmente não ocorre, mas que é natural que se deseje. E por isso bom será que haja quem esteja disposto a financiar o nosso déficite, tendo nós de fazer a parte que nos cabe, isto é, reduzir ou anular o que é improdutivo e aproveitar os momentos do ciclo para aliviar a pressão.
    O Costa é outra estória...

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  7. Dando de barato que "e a realidade, impiedosa, é que durante muito tempo o País vai depender de empréstimos e de fundos externos", então que haja equidade nos sacrifícios.
    A criação de mais 10.000 milionários no último ano é um escândalo e a demonstração clara da falta de equidade dos sacrifícios.

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  8. O crescimento de 10 mil milionários neste ano é muito bom. Melhor ainda é manter esta taxa de crescimento. Significaria que em menos de um século metade da população portuguesa se tornaria milionária!

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  9. Significaria também que em menos de um século, a outra metade da população portuguesa seria escrava da metade milionária. Ser milionário, é um desiderato universal neste país, mas impossível de passar da utopia. E se a equidade (como o Carlos Sério refere) fosse o diapasão usado por este governo para "afinar" os sacrifícios que impõe aos cidadãos, então, teríamos um país rico em valores sociais, o que já poderia ser considerado meio caminho para encontrar soluções concretas para os problemas que fazem definhar a nação.

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  10. Mas em 200 anos, Bartolomeu, deixava de haver servidão. Os portugueses serão então todos milionários e darão mais este novo mundo ao mundo...

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  11. Mas em 200 anos, Bartolomeu, deixará de haver servidão. Talvez em menos tempo por efeito da demografia (salvo se as medidas de incentivo à natalidade gerarem uma explosão e tenhamos de alargar fronteiras). Os portugueses serão então todos milionários e darão mais este novo mundo ao mundo...
    Agora mais a sério: os meus Amigos ainda não perceberam como são feitos e para que são feitos estes títulos dos jornais (a estória dos 10.000 novos milionários era o título de um deles).

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  12. Estes títulos, caro Dr. José Mário, têm um propósito e um objetivo que nunca são ou serão atingidos. Mas essa também não é a questão. A questão é a desigualdade que o governo alimenta também pela via do critério que decide as taxas dos impostos sociais.

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  13. Caro Bartolomeu:
    Taxar a 40% a CES para além de sete mil e tal euros e simultaneamente aplicar uma taxa de IRS de 40% mais adicional e sobretaxa é, pelos vistos, na opinião do meu amigo, alimentar a desigualdade.
    Tudo certo, então.

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  14. "O crescimento de 10 mil milionários neste ano é muito bom"
    O mesmo é dizer, porque a riqueza não cai do céu, que é muito bom o aumento da pobreza verificada no último ano.
    Da riquesa produzida, do bolo total, se uns comem mais e maiores fatias alguns forçosamente terão de comer menos ou ficar sem fatia nenhuma.
    Para os novos ricos seguramente que o aumento de pobreza é a boa notícia que já esperavam.

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  15. "Para os novos ricos seguramente que o aumento de pobreza é a boa notícia que já esperavam".
    Oh, Carlos Sério, grande retórica, conteúdo nulo.
    Não haverá um só justo entre esses "novos ricos"?

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  16. Viva Pinho Cardão,
    como deve ter reparada a lógica do discurso é do JMFA. Quando se diz que"O crescimento de 10 mil milionários neste ano é muito bom", bem a conclusão só pode ser a que anunciei. Devolva portanto a retórica ao seu colega de Blog.
    Nota - a justeza não é a avaliação pessoal de qualquer dos novos ricos, não faz qualquer sentido colocar a discussão nesses termos.

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  17. Caro Dr. Pinho Cardão, um de nós dois demonstra ter dificuldade em entender aquilo que o governo deliberou relativamente à taxa da CES.
    O Senhor dá a entender no seu comentário que a taxa de 40% incide sobre sete mil e tal euros.
    Eu entendo que essa taxa incide sobre o excedente de sete mil, cento e vinte e seis euros e setenta e quatro cêntimos. Ou seja: 40% sobre o montante que ultrapasse 17 vezes o valor do IAS (Indexante de Apoio Social - 419,22€).
    Assim, será que podemos concluir que está tudo certo?

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  18. Caro Carlos Sério:
    Isso é que não devolvo. A frase que comentei é a do meu amigo. O seu a seu dono!..

    Caro Bartolomeu:

    O meu amigo anda a ler mal...Acontece.
    Escrevi e transcrevo: "taxar a 40% a CES para além de sete mil e tal euros e simultaneamente aplicar uma taxa de IRS de 40%...". Escrevi "para além de 7.000 e tal euros", portanto não dei a entender nada daquilo que o meu amigo refere.
    Ora o multimilionário empregado por conta de outrem que descontou para a Segurança Social de acordo com o que ganhava é agora tributado para além de 7.126,64 cêntimos com uma taxa marginal de 80%. Haverá depois, no ano seguinte, lugar a alguns acertos, já que a CES é descontada ao bruto para efeito da incidência da taxa de IRS.
    Com a agravante de quem descontou para fundos de pensões privados, que nada têm a ver com a segurança social, também agora apanham por tabela e com a mesma tabela.
    No entanto, o meu amigo acha que o Estado levar cerca de 80% em taxa marginal discrimina positivamente os mais ricos, beneficiando-os....
    Repare que em França o socialista Hollande quis impor uma taxa marginal de 75% para rendimentos superiores a 1 milhão de euros, isto é, 83,3 mil euros por mês. Em Portugal, o neoliberal Coelho impõe 80% a quem ganha mais de 10 vezes menos.
    Elucidado?

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  19. Caro Dr. Pinho Cardão; "para além" tem um significado diferente de "exceder". Diferenças semânticas que podem induzir os menos atentos a construir opiniões muito afastadas da realidade.
    Mas, quem sou eu - um simples analfabeto - para vir aqui falar de termos certos ou incertos. A minha antiga quarta classe foi feita à noite, alumiado por uma candeia apagada, sentado num banco sem pernas, soletrando um jornal sem letras...

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