domingo, 18 de setembro de 2016

O PREC FEZ O SEU CAMINHO

7 comentários:

  1. Anónimo20:36

    Caro Ferreira de Almeida, os efeitos do que está a acontecer em Portugal neste momento vão muito além dum mero "Período Revolucionário". É algo mais permanente e que terá efeitos muito dilatados no tempo. Com a geringonça os investidores, nativos e estrangeiros, ficaram com a certeza de que em Portugal é impossivel a manutenção de condições atractivas para o investimento por um período de tempo dilatado, mesmo quando (e se...) o PSD voltar a ser governo. A normal alternância democrática poderá sempre trazer de volta o PS que mostrou não ter pudor em aliar-se à extrema-esquerda e adoptar no governo a agenda da extrema-esquerda. Tudo isto terá efeitos que irão perdurar no tempo anos e anos.

    Vendo agora por outro lado e duma perspectiva mais global, uma sociedade que vota como a sociedade Portuguesa votou nas últimas eleições e que tem a abordagem à vida e ao mundo que a sociedade Portuguesa tem também não merece melhor. Os eleitores fizeram as suas opções sendo que o normal em democracia é que governe quem os eleitores escolheram. As consequências, boas ou más, é natural que caiam em cima desses mesmos eleitores. Chama-se convivência democrática.

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  2. Obrigado Cavaco! Belo golpe!

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  3. Caro Zuricher, os portugueses votaram no "centro" que hoje parece ser uma equação impossível, como se vê também em Espanha. Convenhamos que o discurso político do anterior governo também não ajudou, por muita razão que tivessem no que era preciso corrigir -e depressa - sabemos todos muito bem que é preciso mobilizar as pessoas e não apenas meter-lhes medo, daí o grande sucesso desta apregoada "pacificação". Mas a vida continua e, passado o ímpeto inicial das reversões, é preciso governar e, como diz o caro Ferreira de Almeida, parece que o PREC está de volta, ao menos com os anúncios, porque pelos vistos dão palco ao BE e depois o PS diz que não viu nem ouviu nada. Enfim, se é gestáo da " geringonça" é muito mau para quem assiste, se não é (li que o PS aplaudiu muito a intervenção mobilizadora de Mariana Mortágua na rentrée do PS) ainda é pior. Mas também já se lê que dentro do PS há muito quem esteja incomodado com tanta largueza ideológica, vamos viver tempos difíceis, infelizmente.

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  4. Anónimo06:56

    Cara Suzana, eu não diria propriamente que a sociedade Portuguesa votou ao centro. Uma votação de 18,5% na extrema esquerda dentro dum contexto em que o PS mais à esquerda de que há memória obteve também 32,4% não é algo que veja como muito centrico, convenhamos. Em Espanha a situação não é ainda tão ruim e nada indica que venha a ser dado essa gente estar toda a desinsuflar. A extrema-esquerda conseguiu realmente uma votação boa, 17%, mas o PSOE - também o mais à esquerda desde 1975 - ficou nos 22,6%. É, ainda assim, uma situação substancialmente diferente da Portuguesa. Com o pormenor acrescido de que em Espanha, neste momento, a coligação PSOE-IU aglutina a quase totalidade das esquerdas, coisa que não sucede em Portugal e, mais, das primeiras eleições para as segundas houve uma substancial queda desta gente sendo previsivel que se houver terceiras a hecatombe se amplie.

    Concordo plenamente consigo com a tremenda inépcia do anterior governo no capítulo da comunicação política. O PSD e o CDS não conseguiam explicar absolutamente nada do que faziam, algo tanto mais importante num contexto de comunicação social adversa e marcação cerrada por parte da oposição, principalmente da oposição vinda da extrema-esquerda que conta com vários amplificadores para a sua verborreia, sejam os sonoros e palavrosos sindicatos afectos à CGTP, seja uma comunicação social romanticamente afecta à sua nefasta causa. Nada disto apaga, porém, que o PSD não tenha conseguido explicar os porquês das coisas e, aliás, penso que a esmagadora maioria dos eleitores Portugueses não sabe ainda o que são o deficit orçamental e a dívida pública, sequer. Por corolário, evidentemente, não sabem nem percebem os impactos que tudo isto tem na vida comum. Aqui está a grande, enorme, falha do governo anterior.

    Não duvido que dentro do PS haja muito quem esteja incomodado com todo o circo de dementes que está a ver-se em Portugal. Pouco contam nos tempos que correm. O Partido Socialista está nas mãos da canalha com ideias mais próximas do BE e do PCP do que qualquer outra coisa e àqueles que fizeram o centro-esquerda moderado e europeísta nada mais resta do que a opção entre silêncio ou ostracismo. O PS actual assemelha-se muito mais aos partidos socialistas das décadas de '20 e '30 do século passado, partidos afins ao marxismo vermelho, do que aos partidos socialistas democráticos e realistas do pós-guerra.

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  5. "...O PS actual assemelha-se muito mais aos partidos socialistas das décadas de '20 e '30 do século passado, partidos afins ao marxismo vermelho, do que aos partidos socialistas democráticos e realistas do pós-guerra", diz o Zuricher, e é verdade. Mas, coitados, sabem pouco de história. Quanto mais aliados se mostravam, mais pancada levavam, no sentido físico da palavra. Nas Internacionais por vezes levavam pancada de criar bicho. Na melhor das hipóteses, nem os deixavam falar. Ou, quando falavam, já tudo estava decidido. E o PC e o Bloco sabem isso muito bem. Veja-se o Costa ir agora a reboque do Bloco no que respeita ao novo imposto imobiliário: bom..., mas não é bem assim..., temos que esperar..., prosseguem as negociações...

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  6. Meus caros Amigos, as políticas que tornaram exangues os recursos do País e que fazem com que Portugal seja olhado com desconfiança mesmo por quem procura sítio para colocar os seus excedentes - de preferência no espaço europeu fugindo a volatilidades maiores de outras paragens -,não são de agora. De agora é o impulso maior a essas políticas, em especial as de natureza confiscatória. Recordo, porém, que medidas de natureza confiscatória foram tomadas por governos a quem chamavam de neoliberais. O que se está a passar é também fruto do desconforto que esses têm em demonstrar a iniquidade das receitas que antes aplicaram. E de uma Europa desorientada, cujos dirigentes nem se apercebem das portas que têm ajudado a escancarar a populistas e extremistas.

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  7. Não posso deixar de concordar com o caro Ferreira de Almeida.

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