sábado, 24 de novembro de 2007

A "competência" do Sr. Inspector-Geral

O Senhor Inspector-Geral da Administração Interna, em entrevista ao Expresso, diz que “há incompetência a mais na polícia”. Disse-o, presumindo-se a si próprio competente, como é óbvio.
Mas o que deu foi prova da mais bruta incompetência. Caso fosse competente, seria dentro do organismo a que pertence que faria vencer as suas, aliás, discutíveis perspectivas. Assim, trocou a confiança que as forças policiais devem ter nas suas hierarquias, por uma fotografia na primeira página e um título de jornal. Teve o seu dia de glória. Mas prestou um mau serviço à polícia e ao país.
Já, no tempo de Guterres, o então Ministro da Administração Interna, criticando a polícia, disse que “esta não é a minha polícia”. Agora, o atávico preconceito socialista sobre as forças policiais leva a dizer que são incompetentes.
Por este caminho, e a avaliar pelo que diz o Senhor Inspector Geral, as polícias terão que pedir desculpa aos faltosos, se os apanharem em flagrante delito. Ou então fazer vista grossa, o mais grossa possível e os cidadãos que se amanhem.
Pois esse será o mais provável resultado dessa enorme “competência”, a do Sr. Inspector Geral!...

3 comentários:

  1. É o que dá, quando as pessoas falam, daquilo que, em bom rigor, sabem muitooooooo(!) pouco.

    Vão ser necessários muitos "paninhos quentes" ao Ministro Rui Pereira, para acalmar o pelotão enraivecido, que já esfrega a patinha no chão, para uma possível sessão de SECOS & MOLHADOS, em versão 2.

    Diz muito bem, Caro Pinho Cardão, se as polícias são incompetentes, e verdadeiros "cow-boys"então é porque o Senhor Juiz Desembargador Clemente Lima, como responsável máximo do IGAE, não cumpre a sua (dele) missão.

    Um tiro no pé, estas declarações, tout court !

    A Magistratura não é uma boa gestora e dirigente das estruturas policiais. Está mais que provado !

    E deveria sê-lo ? Não me parece.

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  2. Temos que ser compreensivos.
    O homem tinha que assinalar os seus dois anos de mandato.
    Já imaginou se não tivesse nada para dizer?

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  3. Cari Pinho Cardão,

    Este tipo de intervenções públicas deixa-me sempre confuso. Serão benéficas ou maléficas para os fins a que se destinam?
    A maior parte das vezes eu acho que acabamos por julgar a atitude da denúncia em função do conteúdo da própria denúncia me agradar ou não. O velho caso da mensagem e do mensageiro?...
    Não será exemplar a diferença de perspectiva em que são analisados dois casos idênticos de denúncia de abuso de autoridade, neste post e no anterior da Margarida Aguiar?

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