sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uf!, Deco já pediu desculpas

Fiquei muito aliviada quando vi confirmado em todos os telejornais, que "não há nenhum problema com Deco, ele já pediu desculpa", todo o quase-drama devidamente comprovado pela conferência de imprensa que ocupou todos os espaços das notícias que não falaram de futebol. Ainda bem que há mais vida para além dos jogos, não fossem as tricas dos bastidores a comprovar que a política está viva e bem viva, com a moda das desculpas a fazer o seu caminho, e pensaríamos que o Mundo anda suspenso de uma bola escorredia que meteu medo aos maiores cromos que os meninos colam nos seus álbuns de estrelas. Uf!

9 comentários:

  1. Perdi essa polémica. Pouca televisão vejo! Já me sinto desactualizada. Só agora li a notícia. : )

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  2. Suzana
    Porque cá o futebol tomou conta do País e quantas mais histórias tipo "Deco" aparecerem mais adormecidos ficamos em relação aos verdadeiros problemas. Futebol, verão e férias são óptimas distrações...

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  3. No meio daquela desorganização evidente, Deco exerceu o seu constitucional direito à indignação. Mostrou que era um verdadeiro lusitano, e procurou evidenciar que o Adamastor e o Cabo das Tormentas reincarnaram no Seleccionador Queirós. Deco é o Bartolomeu Dias dos tempos correntes. Com tão bravo comandante, os Adamastores serão ultrapassados. Mas não devia ter pedido esculpa. Porque o seu acto foi um acto iniludivelmente patriótico!...

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  4. Caro Pinho Cardão,

    Concordo em absoluto consigo.

    Quanto ao Deco ter pedido desculpa, não sabemos que pressões e/ou ameaças ele poderá ter sofrido. E é aí, creio, que reside o problema. O Deco -- que se naturalizou recentemente -- poderá estar e experienciar uma situação que talvez o esteja a surpreender: num País democrático, afinal não é um homem tão livre quanto supunha. O exercício do seu constitucional direito à indignação pode, eventualmente, sair-lhe caro.

    A Constituição parece já não ser o que era...

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  5. Estou convencidíssimo que, terminando o campeonato, aquela rapaziada, seleccionador e dirigentes inclusivé, vão ingressar no convento da ordem dos Francisquinhos... descalços. Até parece que já os estou a ver, todos em filinha de pirilau, com as suas opas, os capuzes e as mãos enfiadas nas mangas, entoando coros gregorianos, e tal... e assim...
    Mas... está muito bem assim... e nem poderia estar melhor. É que, enquanto a malta ocupa a atenção com o caso Deco e do Prefessere Queiroz, esquece o freeport e a tvi e o tgv e o défice e a redução dos ordenados e o tempo, que até esse anda numa lástima... que o diga os nossos ermanitos das Astúrias... quem tinha razão era o nosso P.R. quando aconselhou o maralhal a fazer férias cá dentro.
    Ás tantas, o nosso Presidente, possui dotes irrevelados de meteorologista...

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  6. Cara Dra. Suzana Toscano:
    Acho que não tinha nada que pedir desculpa, pois se o “mister” o colocou do lado errado (dizem os treinadores de bancada…), o Deco, garantidamente, não podia brilhar!...
    Claro que o Carlos Queirós não gostou, e isso é bem demonstrativo de como até no futebol sobressai esta nossa cultura do “parece mal” censurar quem está acima...
    Depois estas tricas do mundial, mais o subsídio de férias que este ano não foi cortado, são um bom anestésico para as pauladas que nos vão caindo em cima …
    E, por tudo isto, oxalá a selecção se aguente, a bem da nação! :)

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  7. Anónimo11:25

    Deco...Deco...Quem é? Lembro-me vagamente de um jogador que em tempos jogou no FCP com o mesmo nome. Mas já deve estar reformado do banco onde arranjou emprego, creio que em Inglaterra.

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  8. "(...)Mas já deve estar reformado do banco onde arranjou emprego, creio que em Inglaterra."

    Pois, caro Drº Ferreira de Almeida, com a crise que vai, também em Inglaterra, arranjar emprego no banco, dá para imaginar a capacidade do homem!
    ;)

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  9. Estou a ver que afinal o assunto merecia o relevo que teve. Então ele criticou o Queiroz? Já devia saber que quem discorda leva, vá lá para o cantinho e cale-se, mas por outro lado também não me parece bem que se armem zaragatas na selecção em pleno mundial. Se não houver contenção no direito à indignação a nossa selecção pode tornar-se uma aldeia do Asterix. Há tempo para refilar e tempo para jogar. O que se espera é que joguem, já que temos que ver futebol a toda a hora.

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