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domingo, 18 de novembro de 2018

Rir, chorar, ou chorar a rir?


Segundo notícia do Expresso de ontem, 17 de Novembro, a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, alertou que a procura global de energia vai aumentar mais de 25% até 2040, exigindo mais investimento na produção e petróleo para evitar uma crise de abastecimento.
O aumento da procura virá das economias em desenvolvimento da Ásia, em especial da Índia, que devem ultrapassar os EUA e a EU em 2025 como principais consumidores.  
Pois é. E, por cá, nem queremos saber se temos ou não petróleo. Aliás, não precisamos de petróleo para nada, basta-nos pagar a electricidade ao nível mais caro a Europa, com prejuízo dos cidadãos e da competitividade, em subserviência a uma descabelada, por efeito do vento, política energética, agora até reforçada com um Ministro dito da Transição. 
Mas claro, nós que  nada poluímos em termos mundiais e até europeus, cá estamos para compensar as poluentes economias asiáticas. 
Não sei se é de rir, se de chorar.  Ou de chorar a rir.

sábado, 17 de novembro de 2018

Transição para a Asneira

O Ministro da Transição Energética diz hoje, em entrevista ao Expresso que "é  uma pena o país não ver se tem petróleo...".
Espantoso, verdadeiramente espantoso! Então é o próprio Ministro que tem como função definir e tutelar a política energética que assume que essa política não é definida nem por ele, nem pelo Governo, mas sim por meia dúzia de radicais do ambiente? 
Então que está ele lá a fazer?

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Orçamento em modo de Péradon


Eu explico.
A discussão do Orçamento do Estado para 2019 lembrou-me um episódio insólito, mas verdadeiro, ocorrido por volta dos idos de Maio de 1970. À época, um grupo de quatro ou cinco bons malandros de Lisboa, vistos como gente de cultura, mas longe da clássica comunidade cultural, anunciaram por vários meios e também num prestigiado vespertino a vinda a Portugal de um brilhante filósofo francês, de seu nome A. Péradon, para uma Conferência sobre a sua obra. A Conferência, apresentada sob o título A revolução teórica de A. Péradon, realizou-se numa sala com nobreza à imagem do ilustre orador. Presentes, vultos da cultura, académicos, deputados, profissionais liberais.
Feita a apresentação por um dos promotores da iniciativa, jurista e mais tarde administrador de um grande Banco português (tenho uma cópia da apresentação), que considerou o pensamento de Péradon como uma poderosa e coerente síntese de diversas escolas filosóficas, o convidado discorreu em francês sobre a sua obra. No período de debate, convenientemente limitado porque o Professor tinha que antecipar inesperadamente o regresso, alguns dos presentes ainda puderam expressar o seu apreço pela obra do filósofo, lamentando o relativo desconhecimento da mesma e atribuindo-o às debilidades do ensino e a uma menor atenção das editoras nacionais. A Conferência terminou em beleza.
Eis senão quando, num rápido cocktail final, um amigo dos promotores segreda a alguém que tudo não passara de uma pantomina, o Professor Péradon nunca fora nem francês, nem filósofo, era um português radicado em França desde pequeno, desconhecido em Portugal, e que se prontificou a participar na brincadeira. Num fósforo a informação espalhou-se e os promotores só não passaram um mau bocado, porque já tinham saído com o palestrante. E o vespertino, que tinha caído na esparrela de divulgar a Conferência, não mais falou no assunto. Aliás, não seria admissível divulgar que personalidades importantes da cultura tenham caído no logro de conhecer e comentar um autor e uma obra inexistentes…
O episódio saltou-me à memória ao ouvir os comentários sobre o Orçamento de Estado, uma ficção não menor que a obra de Péradon. É que, a avaliar pelo passado, o Orçamento que tantos solenemente debatem não durará mais do que o tempo da sua aprovação. Depois, será rapidamente golpeado, ferido, cortado, cativado, transferido de rubrica para rubrica, aliviado de despesas de investimento e incrementado por vistosa despesa corrente.    
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Em transição para as Lavadeiras de Caneças

O Ministro da Transição Energética, bonito nome, propôs a baixa de potência como medida de diminuir os custos com a electricidade. 
Não sei se a medida trará qualquer poupança familiar.
O investimento em lanternas para não se andar aos trambolhões ou o custo advindo do aumento das avarias das máquinas de lavar por efeito da interrupção da laboração de cada vez que o disjuntor disparar não auguram qualquer proveito.
A não ser que, para melhorar o Ambiente que também tutela,o Senhor Ministro veja aí a forma de se voltar a lavar tudo à mão, fazendo assim ressurgir as Lavadeiras de Caneças. Mas como também a estas será necessário pagar...