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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Idiota útil e cobardolas

Depois de ter ateado um incêndio na Catalunha, o Senhor Puidgemont pôs-se a monte e fugiu para a Bélgica, acompanhado de alguns dos seus comparsas. Mais que um idiota político ao serviço dos movimentos extremistas que lideraram a luta pela "independência", um verdadeiro cobarde. 
Agora, outros que resolvam o problema que deixou.  

domingo, 29 de outubro de 2017

A política desprezível da geringonça

O Instituto Português de Oncologia não consegue utilizar a verba que lhe foi entregue pelo anterior Ministro Paulo Macedo para abrir mais um bloco operatório, por falta de autorização do Ministro Mário Centeno. Entretanto, cresce a fila de espera no IPO para intervenções oncológicas.
Ao contrário, tudo é desbloqueado para promoções de funcionários, progressões automáticas, aumentos salariais, admissão de precários sem concurso, bolseiros e estagiários. E para menos horas de trabalho. 
A geringonça dá prioridade a quem vem agitar as ruas e faz greves por tudo e por nada, e os doentes do IPO à espera de cirurgia não fazem greve. Por isso, nada contam para um governo que mercadeja o dinheiro público na manutenção do poder e na compra permanente dos seus alvos eleitorais.
Mário Centeno deveria ter um sentimento de desprezo por si próprio pelas prioridades que escolhe ou é obrigado a adoptar.
Nota: O post é baseado em notícia da edição do Expresso de ontem, 28 de Outubro (não se conseguiu o link), notícia aliás confirmada em entrevista ao Presidente do CA do IPO, antigo Secretário de Estado de um governo socialista.

sábado, 21 de outubro de 2017

Fogos fátuos

De duas em duas horas um ministro virá anunciar as medidas tomadas pelo Conselho de Ministros extraordinário convocado para tratar do problema dos incêndios. 
A Ministra da Justiça já veio falar sobre o primeiro ponto- indemnizações- e, mesmo conhecendo-se a vacuidade da geringonça, falou mas a montanha pariu um rato. Se é que pariu alguma coisa. É que, afinal, nesta matéria, o governo até agora não tinha feito NADA, absolutamente NADA. Tão nada, que só agora vai nomear uma Comissão para estudar os critérios e depois será o Provedor de Justiça a actuar.
De uma cajadada, a geringonça limpa daí as mãos. Prazos? Os que essas entidades conseguirem fazer... Dinheiro? Depende dos critérios...
Mas será tudo feito no mínimo tempo possível, diz...mas sem qualquer compromisso.
Entretanto, briefings de duas em duas horas, uma espécie de metas volantes para mostrar que se vai em primeiro lugar...

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Agora, até os tempos de espera o governo falseia!...

O Ministério da Saúde falseou os dados sobre os tempos de espera nos hospitais, eliminando  os pedidos com antiguidade elevada, de forma a melhorar os indicadores de desempenho, refere o Tribunal de Contas no seu Relatório sobre o Serviço Nacional de Saúde. Sob uma capa de uma mentirosa e demagógica aparente melhoria, piorou o acesso a consultas e cirurgias. 
Um governo de truques, incompetente e indigno, que só mostra o que lhe é favorável e falseia o que não lhe agrada. Pudesse esconder os incêndios, que certamente o faria.

sábado, 14 de outubro de 2017

O Orçamento do Estado Corporativo

Vai começar no parlamento o solene debate do Orçamento do Estado. Aliás, um debate pró-forma, já que, depois de aprovado, sofrerá tantos desvios, transferências e cativações, alterações ad hoc ao sabor dos interesses de ocasião, que a sua execução acabará num retrato em que ninguém reconhecerá o original. O que, aliás, não preocupa ninguém, muito menos a nomenklatura política, que considera a prestação de contas pelo governo, traduzida na apresentação da Conta Geral do Estado no Parlamento, como assunto irrelevante, despachado burocraticamente em sumaríssimo debate. As questões do género, essas sim, é que são importantes...
Entretanto, diversas corporações fazem-se ouvir no Ministério das Finanças, e a todas o ministro dando resposta, o Orçamento deixa de ser do Estado para ser o Orçamento do Estado Corporativo...
Ler mais em O Orçamento do Estado Corporativo, meu artigo no i.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Tudo vai bem, senhor 1º ministro!...

O crescimento de que a geringonça se pode verdadeiramente  orgulhar, já que foi a única responsável, é o da dívida pública, que ultrapassou em Agosto o valor de 250.000 milhões de euros, mais 24 mil milhões em relação a Dezembro de 2015, e mais 14 mil milhões em relação a Dezembro do ano passado. 
Tratando-se de valores que superam de forma colossal os menores défices orçamentais de sempre, resta perguntar  qual o destino de tal endividamento. Claro que há razões estruturais ( aquisição de activos, depósitos, etc) para explicar a diferença entre o acréscimo do endividamento e as necessidades de cobertura do défice. Mas acontece que tais razões nunca foram explicadas, situação que, face à verborreia propagandística da geringonça, deixa pressupor que há algo a esconder. Por exemplo, desorçamentações, despesa corrente que vai directamente à dívida, o que, para além de uma rasteira habilidade, configura uma imperdoável ilegalidade. 
Obviamente, e tal como nas empresas, mais tarde ou mais cedo, tudo vai dar à Tesouraria. Nas contas do Estado, e como se vê, nem é preciso esperar muito.
Entretanto, e como diz a canção, tout va bien, Madame la Marquise... 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Propaganda informativa, a verdade a que temos diteito

Ontem à noite, na apresentação dos resultados eleitorais, um jornalista mais atrevido comentou que "estas eleições são muito estranhas, os resultados eleitorais não costumam ser tão lentos a aparecer... "
A verdade é que a demora permitiu a António Costa fazer o discurso da grande vitória autárquica em Lisboa e da maior vitória de sempre. Os comentadores foram todos atrás, a falar da maioria absoluta do Medina. E, pelo teor da informação, todos dela teremos ficado convencidos.  
Só quando toda a gente estava a dormir e os jornais de hoje estavam fechados é que os resultados saíram. Entretanto os comentários dos jornais - que é o que fica - vieram confirmar a notícia da imensa vitória e reforço do PS em Lisboa, veiculada pelas televisões. 
Afinal, em Lisboa, o PS perdeu a maioria absoluta, perdeu 10% dos votos e perdeu 3 vereadores. A direita, no seu conjunto, subiu 4% em relação  há 4 anos e teve mais dois vereadores, passando de quatro para seis.
Caso também óbvio de propaganda rasteira é o do Porto, em que a esquerda teve 40% dos votos e a direita 60%. Mas o que ficou da informação foi uma grande derrota da direita, talvez porque porque os eleitores de Rui Moreira seriam certamente apoiantes do Bloco...
Propaganda sob as vestes de informação é a verdade socialista a que temos direito.

Uma grande vitória ou uma pequena "bitória"?.

Claro que o PS ganhou as Autárquicas e o PSD teve uma enorme derrota. Ponto final. 
Mas nem tudo é como parece ou como nos vem sendo repetido pelos eméritos comentadores de serviço. Vistas as coisas de outro modo, é assim: 
1. O PS passou de 151 câmaras para 157, mais seis. O PSD passou de 106 para 96, menos dez. 
O PSD perdeu tantas câmaras, tantas como o PCP, só que para o PCP tal perda significou um terço das câmaras, enquanto para o PSD a perda foi de 10%.
2. Em Lisboa, o PS perdeu a maioria absoluta, perdeu 10% dos votos e perdeu 3 vereadores. A direita, no seu conjunto, subiu 4% em relação  há 4 anos e teve mais dois vereadores, passando de quatro para seis.
Aconteceu apenas que o crescimento extraordinário do CDS e a derrota estrondosa do PSD foram a árvore que escondeu a floresta da forte derrota do PS, que perdeu a maioria absoluta e tem menos vereadores.
3. No Porto, o centro direita teve 65% dos votos. O erro do PSD foi ter apresentado um candidato depois de o Moreira ter escoiceado o PS da campanha para fora.
Tendo sido dito e repetido tudo se jogava nos grandes centros urbanos, expliquem-me lá outra vez o que é que o PS ganhou? Uma grande vitória ou uma pequena "bitória", carago?
(post retirado de mensagem recebida, não tendo verificado os números, mas acreditando que não distorcerão, de forma substancial, a realidade).