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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A visão sistémica de Centeno

"...precisamos de gerir activamente os riscos que existem nas nossas economias e essa é a agenda para os próximos meses"
Mário Centeno, em visita ao Ministro das Finanças alemão. 
"...antes de sequer se começar a falar sobre partilhar riscos, deve-se assegurar que os riscos são reduzidos"
Peter Altmaier, Ministro das Finanças alemão, em resposta.
E lá ficou Centeno em sentido, emendando a mão: "prefiro a palavra 'gestão' de risco porque se baseia numa visão mais sistémica...".
Pois é, visão sistémica...

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Crescimento, apesar do governo e da geringonça

O Programa do Partido Socialista, mais tarde algo reformulado pela geringonça, baseava os seus objectivos de crescimento económico, na parte que poderia dominar, no consumo privado e no investimento público. No consumo privado, através da reposição de rendimentos e do fim da austeridade, segundo dizia, e no investimento público que dinamizaria a actividade económica.
Claro que o crescimento através do consumo privado tornou-se impossível, já que a reposição de rendimentos, que abrangeu sobretudo os funcionários, foi absorvida por um colossal aumento dos impostos indirectos, mantendo-se, no essencial, a carga fiscal (aliás, até irá subir em 2018 relativamente a 2017, segundo o Quadro da Receita e da Despesa constante do OE). Adicionalmente, e na medida em que o consumo pudesse crescer, uma parte substancial seria dirigida a produtos importados, dinamizando a actividade económica de outros países e não a economia nacional. Basta olhar, não já para bens de consumo duradouro, mas para a origem estrangeira de muitos produtos de primeira necessidade expostos nos supermercados. 
Quanto ao investimento público, o grande crescimento foi na diminuição, atingindo sucessivos recordes negativos. A necessidade de conter o défice levou a cortes substanciais no investimento e no consumo público e a cativações e a engenharias orçamentais que afectaram de forma muito negativa o funcionamento dos serviços públicos.
E assim o crescimento que se tem verificado deve-se apenas a pressupostos e variáveis que o governo da geringonça não domina e que não beneficiaram de qualquer política pública de incentivo, as exportações e o turismo, bem como, num âmbito mais geral, a evolução positiva da economia europeia e mundial.
Por isso é perfeitamente grotesco vir o governo  apregoar que o crescimento se deve à política da geringonça. 
Não, se há crescimento, é apesar do governo e da geringonça.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Conversa fiada

O Governo da geringonça vem propagando a diminuição da dívida pública, dando como prova  os reembolsos antecipados ao FMI.
Acontece que tais reembolsos não se traduziram na diminuição da dívida, pois só foram possíveis por endividamento adicional equivalente no Banco de Portugal.O Banco de Portugal substituiu o FMI na dívida, beneficiando a geringonça do programa de compra alargado do Eurosistema. Com os reembolsos ao FMI, a dívida pública detida pelo banco central ascendeu a 26 mil milhões de euros.  
Aliás, a dívida nunca poderá diminuir enquanto houver défices orçamentais.
Afinal, e mais uma vez, gato escondido com rabo de fora e conversa fiada para enganar o povo. Área de negócio em que a geringonça revela a sua colossal competência.