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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Bolcheviques e mencheviques...

Os trabalhadores da Auto Europa rejeitaram mais uma vez o acordo sobre os horários de trabalho, nomeadamente ao sábado, negociado entre a Administração da empresa e a Comissão de Trabalhadores. 
A continuar assim, não será só ao sábado que poderão descansar. A memória é curta e parece que ninguém se lembra do que aconteceu com a deslocalização da OPEL da Azambuja.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um Primeiro-Ministro cata-ventos

Primeiro, o INFARMED passava para o Porto. E a mudança já estava prevista na candidatura do Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, palavra do 1º Ministro. Verificou-se que não.
Depois, eram apenas alguns serviços do INFARMED que passavam para o Porto.
Agora, a passagem do INFARMED para o Porto é apenas uma intenção.
Pior que uma geringonça ao sabor dos ventos, um 1º Ministro cata-ventos 
PS: Lisboa foi a cidade primeiramente escolhida para a candidatura à sede do AEM, por ser a que supostamente apresentava melhores condições, com base em estudos efectuados, segundo o Ministro Santos Silva. Parece que esses "estudos" nunca foram apresentados nem existiam. O Porto reivindicou e o Governo logo mudou de posição.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Convite-Apresentação do livro Reforma Política

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Respigo do convite: A sessão inclui o lançamento do livro "Reforma Política Urgente", incluindo o Manifesto Por uma Democracia de Qualidade e vários artigos da autoria de António Pinho Cardão, Clemente Pedro Nunes, Fernando Teixeira Mendes, Henrique Neto, João Luís Mota Campos, José António Girão, José Ribeiro e Castro, Luís Campos e Cunha e Luís Mira Amaral

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A rua manda, a geringonça acata

Em plena discussão do Orçamento de Estado no Parlamento, uma manifestação alterou por completo a anunciada e orçamentada política de descongelamento de carreiras dos professores.
Afinal, o poder está nos sindicatos e na rua. O grito comanda a governação. Quem não berra não mama. A rua manda, e geringonça e Parlamento acatam. 
Nota: Não está em causa julgar o congelamento ou o descongelamento, mas a completa subversão de poderes, e logo em pleno debate do OE.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Irresponsabilidade ou inimputabilidade?

Invocar, como fez o 1º Ministro, um despacho do anterior governo para justificar a autorização de cedência do Panteão para o jantar da Web Summit é um acto da mais refinada cobardia e hipocrisia política.  Porque esse Despacho, aliás respeitante a todos os monumentos nacionais,  salvaguardava a não autorização da cedência, tout court, e sobretudo para eventos que não respeitassem a dignidade do monumento, museu ou palácio. 
Lembra também o ziguezaguear cobarde de Centeno, quando alijou para António Domingues o ónus de não ter compreendido as condições em que aceitou ser administrador da Caixa Geral de Depósitos. 
Quando as coisas correm mal, o governo sacode a sujidade do capote, responsabilizando os outros pelo lixo que faz. 
Também a tragédia de Pedrógão foi devida ao downburst, o surto de legionella num hospital público  foi devido a falha técnica e os últimos incêndios em Coimbra,e Viseu ao aquecimento global. E Tancos nem existiu. 
Não sei se irresponsabilidade ou inimputabilidade. Talvez ambas. Escolha quem quiser. 

sábado, 11 de novembro de 2017

Gastos essenciais são os eleitorais...assim actua a geringonça

O governo recusou verbas para contratar meios de combate a incêndios pedidos pela protecção civil, titula na primeira página o Jornal de Notícias, na sua edição de ontem, 10 de Novembro. 
Tratava-se de reforços, justificados pelas previsões meteorológicas, para vigorar entre 1 e 15 de Outubro, incluindo meios terrestres e aéreos, neste caso mais 200 horas de voo. Os pedidos não foram aceites e os helis pedidos não puderam voar, diz o JN.
Pois é, depois vieram os dias 7 e 8 de Outubro, os grandes incêndios e 41 mortes. Para isso, não havia orçamento. Para conveniência eleitoral da geringonça, há...e à tripa forra. 
Nota: Deixo o link, que resume a notícia, mas o mesmo refere que a página não pôde ser encontrada. A notícia foi publicada na página 4 da edição de 10 de Novembro do Jornal de Notícias.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Simplesmente saúde

E se fosse um hospital privado a produzir e distribuir legionella aos utentes? Manifestações não faltariam em defesa da saúde pública e a pedir o encerramento, o Ministério da Saúde informava ser essa uma hipótese em estudo, os administradores já tinham sido chamados a prestar declarações. 
Esquecem-se que a saúde (como a educação)  não é pública, é de cada cidadão e que compete ao Estado (e aos governos) assegurar os melhores serviços no sector público e, com uma regulação exigente e bem cumprida, no privado. E, já agora, a opção por um ou por outro. 
Mas se o estado (e o governo, seu agente) nem cuida do que directamente  lhe pertence, que autoridade tem para cuidar do resto?  

terça-feira, 7 de novembro de 2017

E o diabo ainda não chegou...dizem eles...

É agora um hospital público a contaminar os seus próprios doentes, profissionais e visitantes com a legionella, tendo já provocado a morte a duas pessoas.
Alguma coisa correu mal, diz o Ministro da Saúde, afirmação perfeitamente inútil e redundante.
Claro que não houve "cortes" orçamentais que obstassem a uma eficaz manutenção, porventura algumas retençõezitas sem qualquer importância. Nem "cortes" nos procedimentos ou nos investimentos, porventura também alguma dilação nas encomendas. Os "cortes", perdão, as retenções nem correram mal...talvez um problema técnico é que foi o diabo...
...O diabo, uma força de expressão, pois se, depois dos incêndios e de um hospital a distribuir legionella pelos utentes, o diabo ainda não chegou, o que é que estará aí para vir?

sábado, 4 de novembro de 2017

A insegurança privada

Perante os acontecimentos, o Governo volta a legislar sobre as empresas e o exercício da segurança privada.
Acontece que a segurança privada prolifera pela simples razão de que falha a segurança pública. Uma boa segurança pública tornava a privada redundante. Faria então melhor o Governo legislar sobre segurança pública.
Entretanto, pagamos o que ainda há de segurança pública e, directa ou indirectamente, pagamos a segurança privada. O que é óptimo para o Governo: não gasta e ainda recebe os impostos que recolhe dessa actividade. A segurança dos cidadãos é coisa de terceira ordem. Mas legisla-se, para mostrar serviço.