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sábado, 16 de dezembro de 2017

Folgar a semana inteira...

Os sindicatos da Auto Europa afectos à Intersindical andam a brincar com o fogo.
Claro que a Wolkswagen, depois dos 700 milhões de euros investidos para fabricar o novo veículo em Palmela, não vai deixar a Auto Europa antes de amortizar o capital investido, obra de quatro ou cinco anos. Mas o fabrico pode ser continuado noutras fábricas da Auto Europa que continuam a disputar o modelo. Ou em fábricas novas, nomeadamente na República Checa e em Marrocos, sendo que este último país se tornou muito apetecível para a indústria automóvel. Aliás, o Ministro da Indústria de Marrocos acaba de anunciar a concretização de 26 projectos industriais no sector automóvel, representando um investimento de 1,23 mil milhões de euros. E notícias e factos vêm sugerindo que a Wolkswagen pensa seriamente neste país.
Com uma luta sem sentido, a não ser político, e por este andar, os trabalhadores da Auto Europa podem correr o sério risco de folgarem não apenas ao fim de semana, mas todos os dias da semana.
Oxalá venha imperar o bom senso, e em tempo útil. Mas muito do mal está feito. E não é esquecido.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada...

O debate do Orçamento para 2018 confirmou a minha opinião inicial de que se tratava de um Orçamento sem qualidade, um mero exercício de powerpoint em que tudo é milimetricamente ajustado para servir exclusivamente os interesses corporativos que sustentam a geringonça, mas promovido como imagem apelativa, todavia fictícia, de um Orçamento ao serviço do país.
Pior ainda, aconteceu que grandes bandeiras e promessas do governo consubstanciadas no estribilho da “palavra dada, palavra honrada” não tiveram acolhimento nas verbas orçamentais. Ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que se rebelou contra o criador e desonrou a palavra do governo.
Dada e mil vezes repetida foi a promessa da reposição de rendimentos. Todavia, é o próprio quadro-síntese das receitas e despesas da administração pública do relatório do OE que desmente a promessa, ao explicitar um aumento da receita do Estado, em termos absolutos e em relação ao PIB. Se a receita do Estado vem, ou veio, da economia, das empresas e das famílias, e se o Estado arrecada uma parcela maior, são as empresas e famílias que a suportam. E, se os portugueses suportam e pagam uma parcela maior do PIB e ficam com uma parcela menor, o Estado não repõe rendimentos, antes recolhe uma parcela adicional através, nomeadamente, da anestesiante tributação indireta.
Assim, das duas, uma: ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que imediatamente se rebelou e desonrou a palavra do governo.
Ler mais, artigo completo no i, no âmbito da série Por Uma Democracia de Qualidade: Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada

sábado, 9 de dezembro de 2017

É fartar...é fartar...

A Câmara de Lisboa vai ter 124 assessores e secretárias para apoiar 17 vereadores, e já começou a assinar contratos. Alguns dos assessores contratados são ex-candidatos autárquicos que não foram eleitos.
Os os Serviços da Câmara são incompetentes e não assessoram devidamente S. Excias os senhores Vereadores, ou os incompetentes são S. Excias os senhores Vereadores, que precisam de aulas suplementares para assimilar as complexas matérias camarárias.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Por vezes...uma coisa certa

Como já no tempo do Governo Passos Coelho, o Instituto de Gestão da Dívida Pública vai adequando o perfil da dívida ao sentimento e pulsar do mercado. Agora, vai trocar dívida com maturidades para 2019 e 2020 por dívida a prazo mais largo e presumivelmente a taxas mais baixas.  
Esta é a autêntica e necessária reestruturação da dívida, aquela que se vai fazendo aproveitando as oportunidades do mercado. Não aquela que os partidos da geringonça, apoiados por um grupo de artistas bem pensantes (incluindo deputados e membros do actual governo...), desejavam, e para quem reestruturação seria feita de um só jacto, sob pena de recusa de reembolsos, concordassem ou não os credores.Recusa que, segundo o actual Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, poria os alemães e franceses de joelhos a tremer...
Mas também não aquela reestruturação saída dos cérebros iluminados do grupo de trabalho dos deputados da geringonça que propuseram ao governo toda uma política de endividamento com base no curto prazo e no correspondente menor custo, descurando um prudente balanceamento da dívida e a inevitabilidade da subida a prazo das taxas de juro.
Ainda bem que o IGCP ignora as vozes tolas da geringonça e actua com responsabilidade e racionalidade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O minutinho do dragão

Limpinho, limpinho...referiu Jorge Jesus, então treinador do Benfica, em comentário ao jogo que ganhou ao Sporting em 2013, e em que os clamorosos erros do árbitro, certamente devidos a uma colossal infelicidade, interferiram directamente no resultado e levaram à derrota do Sporting. A arbitragem de então emparelhou com mérito nos primeiros lugares da asneira, onde Inocêncio Calabote tem o lugar de maior e merecido destaque. 
Maior ainda foi a infelicidade da equipa de arbitragem do jogo de anteontem do Porto com o Benfica, infelicidade agora até ampliada com a repetida falha de visão adicional do videoárbitro. 
Francamente, obrigar tais cavalheiros a exibir publicamente tanto azar é um atentado aos direitos humanos. Não se faz! E há que poupá-los, definitiva e irrevogavelmente.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Bolcheviques e mencheviques...

Os trabalhadores da Auto Europa rejeitaram mais uma vez o acordo sobre os horários de trabalho, nomeadamente ao sábado, negociado entre a Administração da empresa e a Comissão de Trabalhadores. 
A continuar assim, não será só ao sábado que poderão descansar. A memória é curta e parece que ninguém se lembra do que aconteceu com a deslocalização da OPEL da Azambuja.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um Primeiro-Ministro cata-ventos

Primeiro, o INFARMED passava para o Porto. E a mudança já estava prevista na candidatura do Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, palavra do 1º Ministro. Verificou-se que não.
Depois, eram apenas alguns serviços do INFARMED que passavam para o Porto.
Agora, a passagem do INFARMED para o Porto é apenas uma intenção.
Pior que uma geringonça ao sabor dos ventos, um 1º Ministro cata-ventos 
PS: Lisboa foi a cidade primeiramente escolhida para a candidatura à sede do AEM, por ser a que supostamente apresentava melhores condições, com base em estudos efectuados, segundo o Ministro Santos Silva. Parece que esses "estudos" nunca foram apresentados nem existiam. O Porto reivindicou e o Governo logo mudou de posição.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Convite-Apresentação do livro Reforma Política

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Respigo do convite: A sessão inclui o lançamento do livro "Reforma Política Urgente", incluindo o Manifesto Por uma Democracia de Qualidade e vários artigos da autoria de António Pinho Cardão, Clemente Pedro Nunes, Fernando Teixeira Mendes, Henrique Neto, João Luís Mota Campos, José António Girão, José Ribeiro e Castro, Luís Campos e Cunha e Luís Mira Amaral

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A rua manda, a geringonça acata

Em plena discussão do Orçamento de Estado no Parlamento, uma manifestação alterou por completo a anunciada e orçamentada política de descongelamento de carreiras dos professores.
Afinal, o poder está nos sindicatos e na rua. O grito comanda a governação. Quem não berra não mama. A rua manda, e geringonça e Parlamento acatam. 
Nota: Não está em causa julgar o congelamento ou o descongelamento, mas a completa subversão de poderes, e logo em pleno debate do OE.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Irresponsabilidade ou inimputabilidade?

Invocar, como fez o 1º Ministro, um despacho do anterior governo para justificar a autorização de cedência do Panteão para o jantar da Web Summit é um acto da mais refinada cobardia e hipocrisia política.  Porque esse Despacho, aliás respeitante a todos os monumentos nacionais,  salvaguardava a não autorização da cedência, tout court, e sobretudo para eventos que não respeitassem a dignidade do monumento, museu ou palácio. 
Lembra também o ziguezaguear cobarde de Centeno, quando alijou para António Domingues o ónus de não ter compreendido as condições em que aceitou ser administrador da Caixa Geral de Depósitos. 
Quando as coisas correm mal, o governo sacode a sujidade do capote, responsabilizando os outros pelo lixo que faz. 
Também a tragédia de Pedrógão foi devida ao downburst, o surto de legionella num hospital público  foi devido a falha técnica e os últimos incêndios em Coimbra,e Viseu ao aquecimento global. E Tancos nem existiu. 
Não sei se irresponsabilidade ou inimputabilidade. Talvez ambas. Escolha quem quiser. 

sábado, 11 de novembro de 2017

Gastos essenciais são os eleitorais...assim actua a geringonça

O governo recusou verbas para contratar meios de combate a incêndios pedidos pela protecção civil, titula na primeira página o Jornal de Notícias, na sua edição de ontem, 10 de Novembro. 
Tratava-se de reforços, justificados pelas previsões meteorológicas, para vigorar entre 1 e 15 de Outubro, incluindo meios terrestres e aéreos, neste caso mais 200 horas de voo. Os pedidos não foram aceites e os helis pedidos não puderam voar, diz o JN.
Pois é, depois vieram os dias 7 e 8 de Outubro, os grandes incêndios e 41 mortes. Para isso, não havia orçamento. Para conveniência eleitoral da geringonça, há...e à tripa forra. 
Nota: Deixo o link, que resume a notícia, mas o mesmo refere que a página não pôde ser encontrada. A notícia foi publicada na página 4 da edição de 10 de Novembro do Jornal de Notícias.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Simplesmente saúde

E se fosse um hospital privado a produzir e distribuir legionella aos utentes? Manifestações não faltariam em defesa da saúde pública e a pedir o encerramento, o Ministério da Saúde informava ser essa uma hipótese em estudo, os administradores já tinham sido chamados a prestar declarações. 
Esquecem-se que a saúde (como a educação)  não é pública, é de cada cidadão e que compete ao Estado (e aos governos) assegurar os melhores serviços no sector público e, com uma regulação exigente e bem cumprida, no privado. E, já agora, a opção por um ou por outro. 
Mas se o estado (e o governo, seu agente) nem cuida do que directamente  lhe pertence, que autoridade tem para cuidar do resto?  

terça-feira, 7 de novembro de 2017

E o diabo ainda não chegou...dizem eles...

É agora um hospital público a contaminar os seus próprios doentes, profissionais e visitantes com a legionella, tendo já provocado a morte a duas pessoas.
Alguma coisa correu mal, diz o Ministro da Saúde, afirmação perfeitamente inútil e redundante.
Claro que não houve "cortes" orçamentais que obstassem a uma eficaz manutenção, porventura algumas retençõezitas sem qualquer importância. Nem "cortes" nos procedimentos ou nos investimentos, porventura também alguma dilação nas encomendas. Os "cortes", perdão, as retenções nem correram mal...talvez um problema técnico é que foi o diabo...
...O diabo, uma força de expressão, pois se, depois dos incêndios e de um hospital a distribuir legionella pelos utentes, o diabo ainda não chegou, o que é que estará aí para vir?

sábado, 4 de novembro de 2017

A insegurança privada

Perante os acontecimentos, o Governo volta a legislar sobre as empresas e o exercício da segurança privada.
Acontece que a segurança privada prolifera pela simples razão de que falha a segurança pública. Uma boa segurança pública tornava a privada redundante. Faria então melhor o Governo legislar sobre segurança pública.
Entretanto, pagamos o que ainda há de segurança pública e, directa ou indirectamente, pagamos a segurança privada. O que é óptimo para o Governo: não gasta e ainda recebe os impostos que recolhe dessa actividade. A segurança dos cidadãos é coisa de terceira ordem. Mas legisla-se, para mostrar serviço. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Idiota útil e cobardolas

Depois de ter ateado um incêndio na Catalunha, o Senhor Puidgemont pôs-se a monte e fugiu para a Bélgica, acompanhado de alguns dos seus comparsas. Mais que um idiota político ao serviço dos movimentos extremistas que lideraram a luta pela "independência", um verdadeiro cobarde. 
Agora, outros que resolvam o problema que deixou.  

domingo, 29 de outubro de 2017

A política desprezível da geringonça

O Instituto Português de Oncologia não consegue utilizar a verba que lhe foi entregue pelo anterior Ministro Paulo Macedo para abrir mais um bloco operatório, por falta de autorização do Ministro Mário Centeno. Entretanto, cresce a fila de espera no IPO para intervenções oncológicas.
Ao contrário, tudo é desbloqueado para promoções de funcionários, progressões automáticas, aumentos salariais, admissão de precários sem concurso, bolseiros e estagiários. E para menos horas de trabalho. 
A geringonça dá prioridade a quem vem agitar as ruas e faz greves por tudo e por nada, e os doentes do IPO à espera de cirurgia não fazem greve. Por isso, nada contam para um governo que mercadeja o dinheiro público na manutenção do poder e na compra permanente dos seus alvos eleitorais.
Mário Centeno deveria ter um sentimento de desprezo por si próprio pelas prioridades que escolhe ou é obrigado a adoptar.
Nota: O post é baseado em notícia da edição do Expresso de ontem, 28 de Outubro (não se conseguiu o link), notícia aliás confirmada em entrevista ao Presidente do CA do IPO, antigo Secretário de Estado de um governo socialista.

sábado, 21 de outubro de 2017

Fogos fátuos

De duas em duas horas um ministro virá anunciar as medidas tomadas pelo Conselho de Ministros extraordinário convocado para tratar do problema dos incêndios. 
A Ministra da Justiça já veio falar sobre o primeiro ponto- indemnizações- e, mesmo conhecendo-se a vacuidade da geringonça, falou mas a montanha pariu um rato. Se é que pariu alguma coisa. É que, afinal, nesta matéria, o governo até agora não tinha feito NADA, absolutamente NADA. Tão nada, que só agora vai nomear uma Comissão para estudar os critérios e depois será o Provedor de Justiça a actuar.
De uma cajadada, a geringonça limpa daí as mãos. Prazos? Os que essas entidades conseguirem fazer... Dinheiro? Depende dos critérios...
Mas será tudo feito no mínimo tempo possível, diz...mas sem qualquer compromisso.
Entretanto, briefings de duas em duas horas, uma espécie de metas volantes para mostrar que se vai em primeiro lugar...

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Agora, até os tempos de espera o governo falseia!...

O Ministério da Saúde falseou os dados sobre os tempos de espera nos hospitais, eliminando  os pedidos com antiguidade elevada, de forma a melhorar os indicadores de desempenho, refere o Tribunal de Contas no seu Relatório sobre o Serviço Nacional de Saúde. Sob uma capa de uma mentirosa e demagógica aparente melhoria, piorou o acesso a consultas e cirurgias. 
Um governo de truques, incompetente e indigno, que só mostra o que lhe é favorável e falseia o que não lhe agrada. Pudesse esconder os incêndios, que certamente o faria.

sábado, 14 de outubro de 2017

O Orçamento do Estado Corporativo

Vai começar no parlamento o solene debate do Orçamento do Estado. Aliás, um debate pró-forma, já que, depois de aprovado, sofrerá tantos desvios, transferências e cativações, alterações ad hoc ao sabor dos interesses de ocasião, que a sua execução acabará num retrato em que ninguém reconhecerá o original. O que, aliás, não preocupa ninguém, muito menos a nomenklatura política, que considera a prestação de contas pelo governo, traduzida na apresentação da Conta Geral do Estado no Parlamento, como assunto irrelevante, despachado burocraticamente em sumaríssimo debate. As questões do género, essas sim, é que são importantes...
Entretanto, diversas corporações fazem-se ouvir no Ministério das Finanças, e a todas o ministro dando resposta, o Orçamento deixa de ser do Estado para ser o Orçamento do Estado Corporativo...
Ler mais em O Orçamento do Estado Corporativo, meu artigo no i.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Tudo vai bem, senhor 1º ministro!...

O crescimento de que a geringonça se pode verdadeiramente  orgulhar, já que foi a única responsável, é o da dívida pública, que ultrapassou em Agosto o valor de 250.000 milhões de euros, mais 24 mil milhões em relação a Dezembro de 2015, e mais 14 mil milhões em relação a Dezembro do ano passado. 
Tratando-se de valores que superam de forma colossal os menores défices orçamentais de sempre, resta perguntar  qual o destino de tal endividamento. Claro que há razões estruturais ( aquisição de activos, depósitos, etc) para explicar a diferença entre o acréscimo do endividamento e as necessidades de cobertura do défice. Mas acontece que tais razões nunca foram explicadas, situação que, face à verborreia propagandística da geringonça, deixa pressupor que há algo a esconder. Por exemplo, desorçamentações, despesa corrente que vai directamente à dívida, o que, para além de uma rasteira habilidade, configura uma imperdoável ilegalidade. 
Obviamente, e tal como nas empresas, mais tarde ou mais cedo, tudo vai dar à Tesouraria. Nas contas do Estado, e como se vê, nem é preciso esperar muito.
Entretanto, e como diz a canção, tout va bien, Madame la Marquise... 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Propaganda informativa, a verdade a que temos diteito

Ontem à noite, na apresentação dos resultados eleitorais, um jornalista mais atrevido comentou que "estas eleições são muito estranhas, os resultados eleitorais não costumam ser tão lentos a aparecer... "
A verdade é que a demora permitiu a António Costa fazer o discurso da grande vitória autárquica em Lisboa e da maior vitória de sempre. Os comentadores foram todos atrás, a falar da maioria absoluta do Medina. E, pelo teor da informação, todos dela teremos ficado convencidos.  
Só quando toda a gente estava a dormir e os jornais de hoje estavam fechados é que os resultados saíram. Entretanto os comentários dos jornais - que é o que fica - vieram confirmar a notícia da imensa vitória e reforço do PS em Lisboa, veiculada pelas televisões. 
Afinal, em Lisboa, o PS perdeu a maioria absoluta, perdeu 10% dos votos e perdeu 3 vereadores. A direita, no seu conjunto, subiu 4% em relação  há 4 anos e teve mais dois vereadores, passando de quatro para seis.
Caso também óbvio de propaganda rasteira é o do Porto, em que a esquerda teve 40% dos votos e a direita 60%. Mas o que ficou da informação foi uma grande derrota da direita, talvez porque porque os eleitores de Rui Moreira seriam certamente apoiantes do Bloco...
Propaganda sob as vestes de informação é a verdade socialista a que temos direito.

Uma grande vitória ou uma pequena "bitória"?.

Claro que o PS ganhou as Autárquicas e o PSD teve uma enorme derrota. Ponto final. 
Mas nem tudo é como parece ou como nos vem sendo repetido pelos eméritos comentadores de serviço. Vistas as coisas de outro modo, é assim: 
1. O PS passou de 151 câmaras para 157, mais seis. O PSD passou de 106 para 96, menos dez. 
O PSD perdeu tantas câmaras, tantas como o PCP, só que para o PCP tal perda significou um terço das câmaras, enquanto para o PSD a perda foi de 10%.
2. Em Lisboa, o PS perdeu a maioria absoluta, perdeu 10% dos votos e perdeu 3 vereadores. A direita, no seu conjunto, subiu 4% em relação  há 4 anos e teve mais dois vereadores, passando de quatro para seis.
Aconteceu apenas que o crescimento extraordinário do CDS e a derrota estrondosa do PSD foram a árvore que escondeu a floresta da forte derrota do PS, que perdeu a maioria absoluta e tem menos vereadores.
3. No Porto, o centro direita teve 65% dos votos. O erro do PSD foi ter apresentado um candidato depois de o Moreira ter escoiceado o PS da campanha para fora.
Tendo sido dito e repetido tudo se jogava nos grandes centros urbanos, expliquem-me lá outra vez o que é que o PS ganhou? Uma grande vitória ou uma pequena "bitória", carago?
(post retirado de mensagem recebida, não tendo verificado os números, mas acreditando que não distorcerão, de forma substancial, a realidade). 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uma nave de loucos

Afinal, fica tudo explicado. Para o Bloco, o género "é uma orientação que deriva da cultura e não da biologia". Ponto final.
Uma nave de loucos, que nega a natureza e quer domá-la aos seus objectivos ideológicos.
Dois excelentes artigos, um bom artigo de Francisco José Viegas, via Porta da Loja. 
E outro, de Cristina Miranda, no Blasfémias 
Adenda: Contra a natureza, também houve uns loucos, armados em espertos, que quiseram alimentar as vacas com rações de carne. Saíram as vacas loucas. Há blocos de pensamento, armados também em espertos, que andam pelo mesmo caminho
  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O género mutável

O Bloco de Esquerda quer que, a partir dos 16 anos, os menores de idade  possam livremente mudar de sexo, podendo processar os pais ou encarregados de educação caso estes não lhes concedam a permissão para a desejada mudança.
Ora, como tudo pode ser reversível, e o mundo é composto de mudança, até nas questões de género, lastimável é que o Bloco não diga quantas vezes tal mudança é permitida. Não vá haver arrependimento e o género ficar prisioneiro da decisão tomada aos 16 anos.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Era uma vez um governante que quis mostrar que existe...

Para o Secretário de Estado do Desporto e para a Secretária-Geral Adjunta de António Costa no PS, parece que o futebol  é o causador da cada vez mais elevada abstenção eleitoral. E o Secretário de Estado, procurando fazer prova de existência,  anunciou mesmo que o governo ia proibir futebol em dia de eleições. Proibição que a Ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, veio de imediato desmentir, anunciando que o governo apenas iria ponderar a medida.   
Óbvio que só aquelas cabecinhas não pensantes conseguem aliar a abstenção à realização de jogos de futebol. E óbvio também que cada membro do governo fala por si. Organizem-se, pois, já que organização pode suprir muitas falhas. Até de inteligência.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Era uma vez uma girl do PS que quis mostrar que existe...

Cavaco Silva fez um excelente discurso e apresentou factos, na comunicação que fez na Universidade de Verão da JSD.
Tanto bastou para uma girl do PS, agora vice-líder parlamentar, que tem feito toda a sua vida profissional ao abrigo do partido (o curriculum não mente...) aparecer a criticar a comunicação de Cavaco Silva, na base de um repositório de processos de intenção e sem rebater qualquer dos argumentos apresentados. Chega mesmo a dizer que a "aula" dada por Cavaco Silva  demonstra  o seu "desconforto com a política de devolver rendimentos e a repor às pessoas mais qualidade de vida, bem-estar, e coesão social" do atual governo. E, do alto da sua autoridade de girl emérita do PS, proclamou que Cavaco não tem sentido de estado.   
Pois é, demonstra-se assim que a senhora nunca passou de girl, não conseguindo ir além da cartilha rasteira e revelha de inventar e atribuir intenções, para depois as criticar.
Pobre PS que tão primários líderes vai criando.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Teatro da geringonça, em modo de pantomina

Vivemos numa democracia sem qualidade. No teatro parlamentar, a representação ultrapassou a normal divergência partidária e o palco tornou-se o lugar da mais insuportável e deseducativa violência verbal. Bons de um lado, maus do outro, numa linguagem de ódio, como se a coexistência de diferentes vias políticas não fosse a essência da democracia.
Mas neste grande teatro de uma democracia sem qualidade, é a geringonça que monta as grandes encenações. Modernizou a picareta falante transmigrada de um seu ilustre avatar, aumentou-lhe potência e cobertura e colocou-a a funcionar em vários canais estereofónicos que propagam, alto e longe, a voz e o grito da nova e vasta sorte de artistas ilusionistas, contorcionistas e prestidigitadores que ocuparam o palco, tomaram--no como seu e dele querem fazer modo de vida.
 Pedrógão foi tragédia bem real, mais de 60 pessoas queimadas vivas. Em vez de respeito e assunção de responsabilidades, repetem-se as encenações alternativas. A diretora de cena chorou publicamente no palco da tragédia, porventura como forma de melhor coordenação e comando do tablado. De onde, cercado de fogo, logo o encenador se afastou para férias, saindo de mansinho pela esquerda baixa...
(ler mais, meu artigo no i- Teatro político em modo de pantomina)  

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Fogo descontrolado, informação dominada

Ouço a porta-voz da Protecção Civil em Lisboa e os fogos estão dominados ou controlados. E que os reacendimentos dos fogos dominados ou controlados estão dominados ou controlados. E que os reacendimentos dos reacendimentos dos fogos dominados e controlados mais uma vez foram dominados e controlados. E também ouço que há meios aéreos a combater os fogos, porventura tão miniaturizados que alguns autarcas não conseguem ver.
Por mim, das duas, uma: 
-ou tanto domínio e controle acaba por espevitar o fogo  
-ou tanto domínio e controle acaba por espatifar a informação. Servindo-a, devidamente controlada e dominada, como aquela a que temos direito.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Visão do negócio

Por dentro, magníficas, cremosas e açucaradas Bolas de Berlim; por fora, publicidade a Clinica Dentária. Tratamento integrado, do estômago e da boca. E um empresário com visão do negócio.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mentir...a grande verdade da geringonça

No 1.º semestre de 2017... o investimento público evidenciou um grau de execução inferior verificado no mesmo período de 2016...sendo 5,1 pontos percentuais inferior ao registado no período homólogo.
Ora em 2016 o investimento público foi o mais baixo dos últimos anos, por forma a permitir o continuado crescimento dos gastos públicos com os funcionários e assim manter controlado o défice.
Para quem sacralizava (e sacraliza) o investimento público e invectivava (e invectiva) o défice não está nada mal...
Mas que nos andaram e continuam a andar a mentir a toda a hora, lá isso é a grande verdade da geringonça...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Um monumento de burocracia

À entrada de uma praia, um posto da Administração Regional de Saúde. Perguntei se mediam a tensão arterial. Que sim. Trabalho feito, com prontidão e qualidade, estou certo. 
-Quanto é que tenho a pagar?
-Agora, nada, vai receber uma factura em casa...e a senhora enfermeira logo tratou de saber os dados, nome, morada, nº contribuinte e do serviço nacional de saúde, um bastava, data do nascimento, entregando-me cópia. Preço, oitenta cêntimos.
-Bom, oitenta cêntimos, mais valia pagar já, assim com trabalho administrativo e portes de correio, o custo é maior que a receita...
-São as instruções que temos...
Pois é, só os selos de correio de envio da factura e, depois, do recibo, ultrapassam o valor cobrado. Juntando o custo do processamento de um e outro dos documentos, da contabilização, etc, etc, o esquema transforma-se num monumento à irracionalidade da máquina burocrática. 
Como alternativa ao pagamento imediato, naturalmente sujeito a fraudes, ficava bem mais barato fazer o serviço à borla. Mas assim se assegura o emprego a mais uns funcionários públicos. E é isso que conta para a verdadeira burocracia. Se não trata de si em primeiro lugar, nem tem direito a existir.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Anda tudo preocupado com o Trump...

Anda tudo preocupado com o Trump. Mas, que eu saiba, o Donald não ameaça os portugueses nos EUA, enquanto o camarada Maduro está a provocar o êxito deles... 
Bem sei que é para se defender da agressão dos yankees...
Lapidar e, com a devida vénea,  publico tal como recebi. Gostava era de ter sido o autor...