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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Uma geringonça ao sabor do vento

A UTAO, organismo criado pela Assembleia da República como Unidade Técnica de Apoio ao Orçamento, considera que o Programa de Estabilidade não prevê nenhuma medida de consolidação permanente significativa. O que significa que, sem a queda esperada nos juros, o resultado trará um agravamento nas contas.
Nenhuma medida estrutural, pois. Mudando o vento favorável, novamente as finanças públicas à deriva. E a economia, por arrasto, a ter que pagar mais impostos. Que, pelo sim, pelo não, o Programa de Estabilidade já prevê. Indirectos, para disfarçar que existem, como é apanágio da geringonça.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

A bem da nação, da geringonça, claro está!

Tantas palavras, tanta dedicação aos serviços públicos por parte da geringonça e do governo socialista e, no fim, nunca maior terá sido a degradação dos serviços de saúde. Atrasos nos pagamentos, que dificultam ou impossibilitam aquisições necessárias, cortes e cativações orçamentais (para que serve o orçamento?), listas de espera crescentes, desigualdade de horários, uns com 35 horas e outros com 40 horas semanais, indignidade na acomodação dos doentes, adiamento de investimentos urgentes, contestação permanente de diversas classes profissionais, nomeadamente médicos e enfermeiros. 
O Ministro da Saúde, impotente, já passou a pasta ao camarada das Finanças. E este diz, disse ontem no Parlamento, que a culpa era do anterior governo. Assunto arrumado. Nada, pois, a fazer. Até porque, mesmo para a geringonça, o dinheiro não chega para tudo, e há que respeitar prioridades.   Entre redução de horários de trabalho, descongelamentos e progressões, admissão por grosso de precários e, logo, mais funcionários agradecidos e votantes, satisfação de interesses corporativos de amigos,  e atendimento hospitalar condigno a escolha é óbvia. É que a geringonça é mesmo muito boa a fazer o balanço entre o que lhe convém para se manter no poder e o que são as necessidades da população. 
Tudo, pois, a bem da nação. Da nação da geringonça, claro está.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A maior carga fiscal dos últimos 22 anos

Os impostos não cessaram de aumentar pela mão do actual governo da geringonça, ao ponto de terem sobrecarregado os cidadãos, em 2017, com a maior carga fiscal dos últimos 22 anos. No entanto, António Costa, Centeno e toda a geringonça continuam a criticar o anterior governo por ter aumentado os impostos e, pior, a dizer que agora os diminuíram, tendo restituído dinheiro aos portugueses. Uma atitude cobarde, por não assumir responsabilidades, e uma atitude indigna da ideia de democracia.  Mas, pelos vistos, bem própria de uma geringonça, que a tudo recorre para enganar o povo. 
Agora, é o economista do PS Paulo Trigo Pereira e mais 3 economistas de esquerda que não negam as estatísticas ( o que até é um feito assinalável nestes tempos geringôncicos)  e afirmam mesmo que até 2021 a carga fiscal dificilmente poderá diminuir. É caso para dizer: volta, Vítor Gaspar, estás perdoado. Pelo menos, não eras cobarde nem enganavas o povo, quando anunciavas um "colossal" aumento de impostos. Que este governo ainda vai aumentando, embora tenha o descaramento de o negar.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Resultados de uma política mentirosa

E este governo da geringonça conseguiu a proeza de atingir um novo máximo da dívida pública, record absoluto. Simultaneamente com um máximo da carga fiscal. É obra!
É mesmo obra de uma política lesa-população e lesa-economia, de uma política enganosa que vai camuflando défices, como se eles não se viessem a evidenciar na dívida e nos impostos.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Fogo-de-vista, fogo-de-lágrimas: ala moço, que se faz tarde!...

E cá vamos andando, nesta democracia sem qualidade.
Porventura com a memória do Dia de Trabalho para a Nação, decretado por Vasco Gonçalves, estabeleceu o primeiro-ministro dois dias de mobilização nacional para a causa da floresta, convidando cidadãos, deputados e partidos a juntarem-se nas ações de limpeza. Seis minutos e 47 segundos foi a contribuição direta do primeiro-ministro para a defesa da floresta. Mais do que isso levou certamente a vestir a armadura para a sua defesa pessoal: botas resistentes, proteção para as pernas, óculos e viseira, protetor dos ouvidos, casaco e capacete garbosamente amarelos. Uma alegoria perfeita: devidamente couraçado, seis minutos de roçadora na mão e ala, moço, que se faz tarde, é preciso ir ver roçar a outra banda, mas inculcada ficou a ideia de que o seu trabalho ficou feito e de que a responsabilidade que resta é toda dos proprietários. E os ministros sapadores, não do mato mas do microfone, ampliaram a mensagem.
A mensagem do primeiro-ministro estaria certa se ao fogo real que matou mais de uma centena de portugueses tivesse respondido o governo com legislação entendível e medidas praticáveis, em vez de um fogo-fátuo de propaganda de ações mal-amanhadas que deixam o cidadão e pequeno proprietário do minifúndio desprotegido e cada vez mais confuso. Claro que o ilustrado cidadão urbano, a leste dessas pindéricas e provincianas questões, é o primeiro a aplaudir a ação decidida do governo. E a votar em conformidade.
Uma lei que é “exemplo de leis mal feitas, sem base técnica ou científica”, no dizer da Comissão Independente...
Caso leitor esteja interessado em saber o porquê, artigo completo no jornal i.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A informação a que temos direito

Há pouco, um dos telejornais transmitiu uma reportagem sobre as próximas eleições italianas, na qual se previa a vitória da Forza Italia de Berlusconi e dos partidos seus aliados. Curiosamente, nas entrevistas de rua, o jornalista só conseguiu encontrar votantes nos partidos de esquerda...
E esta, hem?

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Uma mentira pegada

“Se o Fundo de Resolução não tiver os meios financeiros (para recapitalizar o Novo Banco em 2018, face aos prejuízos de 2017), recorrendo a todos os meios que tem disponíveis, então poderá, ao abrigo do acordo-quadro, pedir um financiamento ao tesouro”.
Disse ainda o governante que, caso venha a ser necessária a intervenção do Estado, “não deverá haver nenhum impacto adicional” na dívida pública.
 Duas frases eufemísticas que definem o propósito de enganar do governo e da geringonça. 
Claro que o Secretário de Estado sabe bem que o Fundo de Resolução não tem esses meios. Até porque, por força de apoios anteriores, o Tesouro já teve que emprestar meios ao Fundo de Resolução. 
E claro que o Secretário de Estado também sabe bem que, se tiver que dispor desses meios adicionais terá que aumentar a dívida, ao contrário do que refere. 
De eufemismo em eufemismo, uma mentira pegada.
 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

E há quem goste!...

Há mais precários agora que no tempo da Troyca, diz o DN, com base em dados acabados de publicar pelo Instituto Nacional de Estatística. 
Pois é, a geringonça é farta em palavras, mas parca na acção. Também faz orçamentos mirabolantes, dizendo que vende lebre, mas depois de cortes e cativações, acaba por servir gato.Mas há quem goste. 
Até...

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Assim vai o país da geringonça...

Ao mesmo tempo que os trabalhadores da Ricon tudo fazem para defender os seus postos de trabalho, os trabalhadores da AutoEuropa tudo fazem para deixar de trabalhar.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Pois é, o rosto da austeridade!...

Para os alemães o ministro português é o rosto do sucesso da austeridade...
Nada de espantar: a carga fiscal vai aumentando, o investimento público no mínimo histórico, cortes e cativações a torto e a direito, serviços de saúde em degradação, défice a diminuir drasticamente...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A visão sistémica de Centeno

"...precisamos de gerir activamente os riscos que existem nas nossas economias e essa é a agenda para os próximos meses"
Mário Centeno, em visita ao Ministro das Finanças alemão. 
"...antes de sequer se começar a falar sobre partilhar riscos, deve-se assegurar que os riscos são reduzidos"
Peter Altmaier, Ministro das Finanças alemão, em resposta.
E lá ficou Centeno em sentido, emendando a mão: "prefiro a palavra 'gestão' de risco porque se baseia numa visão mais sistémica...".
Pois é, visão sistémica...

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Crescimento, apesar do governo e da geringonça

O Programa do Partido Socialista, mais tarde algo reformulado pela geringonça, baseava os seus objectivos de crescimento económico, na parte que poderia dominar, no consumo privado e no investimento público. No consumo privado, através da reposição de rendimentos e do fim da austeridade, segundo dizia, e no investimento público que dinamizaria a actividade económica.
Claro que o crescimento através do consumo privado tornou-se impossível, já que a reposição de rendimentos, que abrangeu sobretudo os funcionários, foi absorvida por um colossal aumento dos impostos indirectos, mantendo-se, no essencial, a carga fiscal (aliás, até irá subir em 2018 relativamente a 2017, segundo o Quadro da Receita e da Despesa constante do OE). Adicionalmente, e na medida em que o consumo pudesse crescer, uma parte substancial seria dirigida a produtos importados, dinamizando a actividade económica de outros países e não a economia nacional. Basta olhar, não já para bens de consumo duradouro, mas para a origem estrangeira de muitos produtos de primeira necessidade expostos nos supermercados. 
Quanto ao investimento público, o grande crescimento foi na diminuição, atingindo sucessivos recordes negativos. A necessidade de conter o défice levou a cortes substanciais no investimento e no consumo público e a cativações e a engenharias orçamentais que afectaram de forma muito negativa o funcionamento dos serviços públicos.
E assim o crescimento que se tem verificado deve-se apenas a pressupostos e variáveis que o governo da geringonça não domina e que não beneficiaram de qualquer política pública de incentivo, as exportações e o turismo, bem como, num âmbito mais geral, a evolução positiva da economia europeia e mundial.
Por isso é perfeitamente grotesco vir o governo  apregoar que o crescimento se deve à política da geringonça. 
Não, se há crescimento, é apesar do governo e da geringonça.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Conversa fiada

O Governo da geringonça vem propagando a diminuição da dívida pública, dando como prova  os reembolsos antecipados ao FMI.
Acontece que tais reembolsos não se traduziram na diminuição da dívida, pois só foram possíveis por endividamento adicional equivalente no Banco de Portugal.O Banco de Portugal substituiu o FMI na dívida, beneficiando a geringonça do programa de compra alargado do Eurosistema. Com os reembolsos ao FMI, a dívida pública detida pelo banco central ascendeu a 26 mil milhões de euros.  
Aliás, a dívida nunca poderá diminuir enquanto houver défices orçamentais.
Afinal, e mais uma vez, gato escondido com rabo de fora e conversa fiada para enganar o povo. Área de negócio em que a geringonça revela a sua colossal competência.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Liderança de malucos

O reinado da geringonça é um achado de extravagâncias e de achados verdadeiramente mirabolantes.
Logo, a ideia de querer pôr a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a investir 200 milhões de euros, digo 200 milhões de euros, por 10% do Banco Montepio Geral. Uma ideia fantástica que pressupunha que o Montepio fosse mais valioso que o BPI, já nem digo que o Novo Banco!...
Depois, essas aparições recentes de António Costa nos locais dos grandes incêndios do Verão, quando alguma obra vai aparecendo, e esse discurso de Natal, cheio de sentimento e afecto, quando na altura da primeira tragédia mais não fez do que pirar-se para férias, deixando o povo à sua sorte...
Seguiu-se essa lei ignóbil do financiamento e da isenção de IVA dos partidos políticos, logo quando em 2018 a carga fiscal sobre os portugueses aumenta em 2018, os quadros do OE o confirmam, contra aquilo que a geringonça mentirosamente, com ar matreiro, vai dizendo. 
E, cereja no topo do bolo, perante o despropósito da lei e o alarido geral, alguns dos partidos que na véspera aprovaram a lei, vêm no dia seguinte dizer que a mesma “não espelha a posição de fundo sobre esta matéria”...
E é nesta liderança de malucos que temos que ir vivendo...

sábado, 23 de dezembro de 2017

Feliz Natal


Quando na rádio já mal se ouve uma música de Natal e até o Stille Nacht, que enterneceu milhões, é silenciado...
...Quando os cartões de Boas Festas já apagaram todas e quaisquer imagens de um Menino no berço que justificou a sua existência...
...Quando a comemoração do Natal já vai acabando para se transformar num mero feriado igual a outros tantos...
...Quando os preconceitos das minorias se sobrepõem ao sentimento das maiorias e o Natal começa a ser banido do espaço público...
...Quando o acontecimento fundador do Natal é transformado em percentagens de vendas a mais ou a menos...
...E o seu simbolismo tende a desaparecer...
...Eu quero enviar a todos, Autores, Leitores e Comentadores do 4R um verdadeiro postal de Natal.
Votos amigos de Boas Festas e de um Feliz Natal

Assim, qualquer habilidoso governa...

E António Costa prometia solenemente o milagre de reembolsar os lesados do BES sem custos para o contribuinte, criticando asperamente o governo anterior, que não tinha esse gene milagreiro. Através do Banco de Portugal, da Banca em geral, ou de um qualquer ignoto Fundo, a coisa havia de se arranjar.
Ontem, e como quem não quer a coisa, o Ministro das Finanças anunciou que o reembolso aos lesados será efectuado com um empréstimo do Estado, 145 milhões como primeira prestação do pagamento. Porque pôr o contribuinte a pagar era a solução mais barata...
Depois...é uma questão de fé, Centeno diz que espera recuperar o dinheiro, só não sabe quais os prazos em que tal poderá ocorrer. Ah, e para pagar a segunda e terceira prestações, ainda não sabe como serão obtidos os montantes necessários. Todavia, face ao precedente, não custará muito adivinhar...
Bom, mas tudo bem, ninguém irá falar nisso. O problema ficou resolvido, ficando tudo por resolver. Mais uma habilidade do 1º Ministro. Mas assim qualquer habilidoso pode fazer que governa.
 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Folgar a semana inteira...

Os sindicatos da Auto Europa afectos à Intersindical andam a brincar com o fogo.
Claro que a Wolkswagen, depois dos 700 milhões de euros investidos para fabricar o novo veículo em Palmela, não vai deixar a Auto Europa antes de amortizar o capital investido, obra de quatro ou cinco anos. Mas o fabrico pode ser continuado noutras fábricas da Auto Europa que continuam a disputar o modelo. Ou em fábricas novas, nomeadamente na República Checa e em Marrocos, sendo que este último país se tornou muito apetecível para a indústria automóvel. Aliás, o Ministro da Indústria de Marrocos acaba de anunciar a concretização de 26 projectos industriais no sector automóvel, representando um investimento de 1,23 mil milhões de euros. E notícias e factos vêm sugerindo que a Wolkswagen pensa seriamente neste país.
Com uma luta sem sentido, a não ser político, e por este andar, os trabalhadores da Auto Europa podem correr o sério risco de folgarem não apenas ao fim de semana, mas todos os dias da semana.
Oxalá venha imperar o bom senso, e em tempo útil. Mas muito do mal está feito. E não é esquecido.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada...

O debate do Orçamento para 2018 confirmou a minha opinião inicial de que se tratava de um Orçamento sem qualidade, um mero exercício de powerpoint em que tudo é milimetricamente ajustado para servir exclusivamente os interesses corporativos que sustentam a geringonça, mas promovido como imagem apelativa, todavia fictícia, de um Orçamento ao serviço do país.
Pior ainda, aconteceu que grandes bandeiras e promessas do governo consubstanciadas no estribilho da “palavra dada, palavra honrada” não tiveram acolhimento nas verbas orçamentais. Ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que se rebelou contra o criador e desonrou a palavra do governo.
Dada e mil vezes repetida foi a promessa da reposição de rendimentos. Todavia, é o próprio quadro-síntese das receitas e despesas da administração pública do relatório do OE que desmente a promessa, ao explicitar um aumento da receita do Estado, em termos absolutos e em relação ao PIB. Se a receita do Estado vem, ou veio, da economia, das empresas e das famílias, e se o Estado arrecada uma parcela maior, são as empresas e famílias que a suportam. E, se os portugueses suportam e pagam uma parcela maior do PIB e ficam com uma parcela menor, o Estado não repõe rendimentos, antes recolhe uma parcela adicional através, nomeadamente, da anestesiante tributação indireta.
Assim, das duas, uma: ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que imediatamente se rebelou e desonrou a palavra do governo.
Ler mais, artigo completo no i, no âmbito da série Por Uma Democracia de Qualidade: Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada

sábado, 9 de dezembro de 2017

É fartar...é fartar...

A Câmara de Lisboa vai ter 124 assessores e secretárias para apoiar 17 vereadores, e já começou a assinar contratos. Alguns dos assessores contratados são ex-candidatos autárquicos que não foram eleitos.
Os os Serviços da Câmara são incompetentes e não assessoram devidamente S. Excias os senhores Vereadores, ou os incompetentes são S. Excias os senhores Vereadores, que precisam de aulas suplementares para assimilar as complexas matérias camarárias.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Por vezes...uma coisa certa

Como já no tempo do Governo Passos Coelho, o Instituto de Gestão da Dívida Pública vai adequando o perfil da dívida ao sentimento e pulsar do mercado. Agora, vai trocar dívida com maturidades para 2019 e 2020 por dívida a prazo mais largo e presumivelmente a taxas mais baixas.  
Esta é a autêntica e necessária reestruturação da dívida, aquela que se vai fazendo aproveitando as oportunidades do mercado. Não aquela que os partidos da geringonça, apoiados por um grupo de artistas bem pensantes (incluindo deputados e membros do actual governo...), desejavam, e para quem reestruturação seria feita de um só jacto, sob pena de recusa de reembolsos, concordassem ou não os credores.Recusa que, segundo o actual Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, poria os alemães e franceses de joelhos a tremer...
Mas também não aquela reestruturação saída dos cérebros iluminados do grupo de trabalho dos deputados da geringonça que propuseram ao governo toda uma política de endividamento com base no curto prazo e no correspondente menor custo, descurando um prudente balanceamento da dívida e a inevitabilidade da subida a prazo das taxas de juro.
Ainda bem que o IGCP ignora as vozes tolas da geringonça e actua com responsabilidade e racionalidade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O minutinho do dragão

Limpinho, limpinho...referiu Jorge Jesus, então treinador do Benfica, em comentário ao jogo que ganhou ao Sporting em 2013, e em que os clamorosos erros do árbitro, certamente devidos a uma colossal infelicidade, interferiram directamente no resultado e levaram à derrota do Sporting. A arbitragem de então emparelhou com mérito nos primeiros lugares da asneira, onde Inocêncio Calabote tem o lugar de maior e merecido destaque. 
Maior ainda foi a infelicidade da equipa de arbitragem do jogo de anteontem do Porto com o Benfica, infelicidade agora até ampliada com a repetida falha de visão adicional do videoárbitro. 
Francamente, obrigar tais cavalheiros a exibir publicamente tanto azar é um atentado aos direitos humanos. Não se faz! E há que poupá-los, definitiva e irrevogavelmente.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Bolcheviques e mencheviques...

Os trabalhadores da Auto Europa rejeitaram mais uma vez o acordo sobre os horários de trabalho, nomeadamente ao sábado, negociado entre a Administração da empresa e a Comissão de Trabalhadores. 
A continuar assim, não será só ao sábado que poderão descansar. A memória é curta e parece que ninguém se lembra do que aconteceu com a deslocalização da OPEL da Azambuja.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um Primeiro-Ministro cata-ventos

Primeiro, o INFARMED passava para o Porto. E a mudança já estava prevista na candidatura do Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, palavra do 1º Ministro. Verificou-se que não.
Depois, eram apenas alguns serviços do INFARMED que passavam para o Porto.
Agora, a passagem do INFARMED para o Porto é apenas uma intenção.
Pior que uma geringonça ao sabor dos ventos, um 1º Ministro cata-ventos 
PS: Lisboa foi a cidade primeiramente escolhida para a candidatura à sede do AEM, por ser a que supostamente apresentava melhores condições, com base em estudos efectuados, segundo o Ministro Santos Silva. Parece que esses "estudos" nunca foram apresentados nem existiam. O Porto reivindicou e o Governo logo mudou de posição.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Convite-Apresentação do livro Reforma Política

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Respigo do convite: A sessão inclui o lançamento do livro "Reforma Política Urgente", incluindo o Manifesto Por uma Democracia de Qualidade e vários artigos da autoria de António Pinho Cardão, Clemente Pedro Nunes, Fernando Teixeira Mendes, Henrique Neto, João Luís Mota Campos, José António Girão, José Ribeiro e Castro, Luís Campos e Cunha e Luís Mira Amaral

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A rua manda, a geringonça acata

Em plena discussão do Orçamento de Estado no Parlamento, uma manifestação alterou por completo a anunciada e orçamentada política de descongelamento de carreiras dos professores.
Afinal, o poder está nos sindicatos e na rua. O grito comanda a governação. Quem não berra não mama. A rua manda, e geringonça e Parlamento acatam. 
Nota: Não está em causa julgar o congelamento ou o descongelamento, mas a completa subversão de poderes, e logo em pleno debate do OE.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Irresponsabilidade ou inimputabilidade?

Invocar, como fez o 1º Ministro, um despacho do anterior governo para justificar a autorização de cedência do Panteão para o jantar da Web Summit é um acto da mais refinada cobardia e hipocrisia política.  Porque esse Despacho, aliás respeitante a todos os monumentos nacionais,  salvaguardava a não autorização da cedência, tout court, e sobretudo para eventos que não respeitassem a dignidade do monumento, museu ou palácio. 
Lembra também o ziguezaguear cobarde de Centeno, quando alijou para António Domingues o ónus de não ter compreendido as condições em que aceitou ser administrador da Caixa Geral de Depósitos. 
Quando as coisas correm mal, o governo sacode a sujidade do capote, responsabilizando os outros pelo lixo que faz. 
Também a tragédia de Pedrógão foi devida ao downburst, o surto de legionella num hospital público  foi devido a falha técnica e os últimos incêndios em Coimbra,e Viseu ao aquecimento global. E Tancos nem existiu. 
Não sei se irresponsabilidade ou inimputabilidade. Talvez ambas. Escolha quem quiser. 

sábado, 11 de novembro de 2017

Gastos essenciais são os eleitorais...assim actua a geringonça

O governo recusou verbas para contratar meios de combate a incêndios pedidos pela protecção civil, titula na primeira página o Jornal de Notícias, na sua edição de ontem, 10 de Novembro. 
Tratava-se de reforços, justificados pelas previsões meteorológicas, para vigorar entre 1 e 15 de Outubro, incluindo meios terrestres e aéreos, neste caso mais 200 horas de voo. Os pedidos não foram aceites e os helis pedidos não puderam voar, diz o JN.
Pois é, depois vieram os dias 7 e 8 de Outubro, os grandes incêndios e 41 mortes. Para isso, não havia orçamento. Para conveniência eleitoral da geringonça, há...e à tripa forra. 
Nota: Deixo o link, que resume a notícia, mas o mesmo refere que a página não pôde ser encontrada. A notícia foi publicada na página 4 da edição de 10 de Novembro do Jornal de Notícias.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Simplesmente saúde

E se fosse um hospital privado a produzir e distribuir legionella aos utentes? Manifestações não faltariam em defesa da saúde pública e a pedir o encerramento, o Ministério da Saúde informava ser essa uma hipótese em estudo, os administradores já tinham sido chamados a prestar declarações. 
Esquecem-se que a saúde (como a educação)  não é pública, é de cada cidadão e que compete ao Estado (e aos governos) assegurar os melhores serviços no sector público e, com uma regulação exigente e bem cumprida, no privado. E, já agora, a opção por um ou por outro. 
Mas se o estado (e o governo, seu agente) nem cuida do que directamente  lhe pertence, que autoridade tem para cuidar do resto?  

terça-feira, 7 de novembro de 2017

E o diabo ainda não chegou...dizem eles...

É agora um hospital público a contaminar os seus próprios doentes, profissionais e visitantes com a legionella, tendo já provocado a morte a duas pessoas.
Alguma coisa correu mal, diz o Ministro da Saúde, afirmação perfeitamente inútil e redundante.
Claro que não houve "cortes" orçamentais que obstassem a uma eficaz manutenção, porventura algumas retençõezitas sem qualquer importância. Nem "cortes" nos procedimentos ou nos investimentos, porventura também alguma dilação nas encomendas. Os "cortes", perdão, as retenções nem correram mal...talvez um problema técnico é que foi o diabo...
...O diabo, uma força de expressão, pois se, depois dos incêndios e de um hospital a distribuir legionella pelos utentes, o diabo ainda não chegou, o que é que estará aí para vir?

sábado, 4 de novembro de 2017

A insegurança privada

Perante os acontecimentos, o Governo volta a legislar sobre as empresas e o exercício da segurança privada.
Acontece que a segurança privada prolifera pela simples razão de que falha a segurança pública. Uma boa segurança pública tornava a privada redundante. Faria então melhor o Governo legislar sobre segurança pública.
Entretanto, pagamos o que ainda há de segurança pública e, directa ou indirectamente, pagamos a segurança privada. O que é óptimo para o Governo: não gasta e ainda recebe os impostos que recolhe dessa actividade. A segurança dos cidadãos é coisa de terceira ordem. Mas legisla-se, para mostrar serviço. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Idiota útil e cobardolas

Depois de ter ateado um incêndio na Catalunha, o Senhor Puidgemont pôs-se a monte e fugiu para a Bélgica, acompanhado de alguns dos seus comparsas. Mais que um idiota político ao serviço dos movimentos extremistas que lideraram a luta pela "independência", um verdadeiro cobarde. 
Agora, outros que resolvam o problema que deixou.