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segunda-feira, 13 de junho de 2005
Adeus
Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade, 1923 - 2005, hoje.
domingo, 12 de junho de 2005
Convém não esquecer que existe...
Convém não esquecer que existe.
Uma das mais vergonhosas práticas que compromete o futuro de muitas centenas de milhões de crianças. Uma em cada seis é vítima.
O lugar da criança é na escola.
O “arrastão” de Carcavelos
Nos últimos anos, o início da época balnear na Costa do Sol tem vindo a ser marcado por acontecimentos de violência em grupo, cujos protagonistas tendem a ser sempre os mesmos: autênticos bandos informais de jovens negros, residentes em bairros degradados da periferia de Lisboa. Começou na Praia do Tamariz há poucos anos, passou pelos comboios da Linha do Estoril, foi a vez de Carcavelos concretizar o que há muito já se temia.
Poderão os sociólogos de serviço lançarem sobre a opinião pública as teses da exclusão social e da pobreza, vitimizando quem é agressor; poderão as autoridades queixar-se da falta de policiamento, mas há algo que não pode ser calado: não pode haver compreensão nem tolerância para este tipo de actos de incivilidade. Se a pobreza, a exclusão social ou a falta de forças de segurança fossem razões atendíveis, Portugal era um imenso arrastão o que felizmente não acontece.
Mas há um outro facto que convém recordar: ao fim de 12 anos após o lançamento do Programa Especial de Realojamento (PER), há concelhos da Área Metropolitana de Lisboa que estão longe de concluir e de concretizar as suas promessas e compromissos. A Amadora é um deles, talvez o pior. Por isso não temos que nos chocar com Covas da Moura, Azinhagas e “arrastões” em Carcavelos ou na Costa da Caparica.
sábado, 11 de junho de 2005
Reapareceu o Pica- Pau Bico-de-Marfim!
"O PPM morreu!" Morreu? Ainda há dois em São Bento!
Num artigo do Expresso podemos ler que "o PPM não passa de um pequeno grupelho politico, de exígua expressão eleitoral e com total falta de relevância na vida nacional". Representou nas últimas eleições cerca de 12.000 votos.
Nunca consegui compreender as razões por que é que o PSD incorporou nas suas listas dois PPM's castiços! Custa-me a acreditar que fosse para dar um certo toque aristocrático ou para ajudar a divertir os deputados em certos momentos tais como "Viva a Republica"!
A meu ver, e que me perdoem os monárquicos, estamos perante uma fantochada. Melhor seria que em vez do fadista e do simpático barbudo estivessem presentes social-democratas que representassem, efectivamente, os eleitores do PSD. Tenho muitas dúvidas se conseguiriam alguma vez serem eleitos para uma junta de freguesia quanto mais para a AR. Mas, não deixa de ser caricato “obrigarem” o PSD a fazer declarações de voto de obediência à República!
Quanto ao artigo de António de Sousa-Cardoso "O PPM morreu!”, afinal ainda se podem observar dois exemplares em São Bento. Agora não digam que o PSD não tem preocupações com as espécies em vias de extinção. E ainda por cima recrutou mais dois elementos do Partido da Terra. É só ecologia...
quinta-feira, 9 de junho de 2005
Luso-lenocínio
A terceira notícia passou na TV onde foi dado um particular destaque ao aumento da prostituição e redes de tráfego de mulheres, nas quais Portugal está, infelizmente, fortemente associado.
Semanalmente, o meu trajecto habitual entre Coimbra e Santa Comba Dão é feito pelo IP3. Hoje, deu-me na veneta para ir pela Mealhada e Luso, para recordar outros tempos e ver as alterações. O calor apertava. Antes de chegar à Mealhada comecei a ver aninhadas na berma da estrada, uma, duas, três prostitutas. O calor apertava. Entro na estrada em direcção ao Luso e vejo, não uma, mas mais três ou quatro. O calor apertava. A cabeça começa a analisar as leituras matinais e as alterações paisagísticas. Antes de chegar a Santa Comba, perto da ponte sobre o rio Criz, vejo uma jovem loura numa postura inconfundível. O quê! Aqui também?
Não há dúvida que este fenómeno está a grassar e, logo aquele iluminado vem a público defender a legalização do lenocínio! Ah! Claro que estava a esquecer de um pormenor importante. Segundo o causídico a legalização exigia que nunca houvesse violência. Não sei até onde vai o seu conceito de violência. Mas, desconfio que, nestes meios, não haja, sempre, ou quase sempre, uma forma qualquer de violência. Pelo menos violência contra a dignidade da mulher.
A notícia da noite revela a necessidade de cooperação internacional no combate ao tráfego das mulheres. O ministro sueco fez uma pequena resenha dos procedimentos em vigor no seu país. A Suécia tem uma das taxas mais baixas de prostituição. Neste país, as prostitutas são consideradas como vítimas e os "consumidores" como criminosos, arriscando-se a multas e mesmo prisão.
Sendo assim, pelo menos na Suécia, não há o risco de ocorrerem paradas de proxenetas. Em Portugal, se a tese do senhor advogado, baseada, segundo parece, no parecer do professor penalista, viesse a vingar, seria o bom e o bonito face aos cadernos reivindicativos dos chulos lusitanos. Ainda éramos capazes de os ver a descer a Avenida da Liberdade comandados por uma qualquer alcoviteira de andarilho!
Afinal o calor apertava, mas não era devido a avaria do ar condicionado. Era o calor de um cérebro que recusa certos factos e opiniões...
Más contas nacionais

É melhor desconfiar dos chineses!
A invasão do Iraque pela coligação ocidental, e chefiada por Bush, teve como justificação proceder à destruição de armas químicas que poderiam por em causa a segurança internacional. Os acontecimentos são conhecidos. Invasão, guerra, queda de um tirano e tentativa de uma nova ordem social. No entanto, as famosas armas químicas nunca apareceram.
Desde há muitos anos que temos a “certeza” de que, mais dia, menos dia, irá surgir uma pandemia de gripe altamente letal, à semelhança da que ocorreu em 1918, e que matou mais do que muitas guerras.
Há alguns anos, a Natureza começou a ensaiar no “laboratório natural” do Oriente a produção de um novo vírus. O H5N1 surgiu em força e atingiu as aves, obrigando ao abate de muitos milhões. A gripe das aves tem vindo a preocupar as autoridades de saúde, na medida em que pode transmitir-se aos seres humanos. Já ocorreram muitos casos letais. Falta apenas um pequeno passo que é a possibilidade da transmissão inter-humanos. Quando acontecer, será muito difícil travar a propagação à escala mundial, com todas as consequências. Mesmo com uma taxa de mortalidade, eventualmente, baixa, não deixará de causar muitas dezenas de milhões de mortos, devido ao elevado efectivo de doentes.
Foi notificado que, na China, começaram a ocorrer casos de gripe das aves em seres humanos, mais concretamente na província de Qinghai. As autoridades chinesas negam, veementemente, quaisquer casos. A O.M.S. é obrigada a acreditar. Mas podemos confiar nos chineses? A resposta é simples: Não! Se recordarmos o que aconteceu há alguns anos com a pneumonia atípica, é fácil de compreender que os dirigentes de olhos em bico não são pessoas de boa fé. Durante muito tempo não deram informações e nem tomaram as medidas adequadas pondo em causa a segurança biológica do planeta.
É bom relembrar que é muito mais fácil descobrir a presença de agentes deste jaez, à solta nos arrozais ou nos aviários, do que encontrar agentes químicos armazenados em alguma cave, ou bunker.
Invade-se um país à procura de agentes químicos, mas não se consegue penetrar (pacificamente) num outro, em que a possibilidade de estar a ocorrer algo de grave não é de descartar, pondo em causa a segurança de muitos milhões de pessoas.
Afinal o que andam a fazer os dirigentes mundiais? Invadem alguns países sob os mais diferentes pretextos, aplicam sanções a outros, estabelecem regras comerciais, acordam em inúmeras convenções e não conseguem mostrar autoridade quando se trata de algo que não respeita fronteiras nem ninguém?
quarta-feira, 8 de junho de 2005
A diminuição da calota ártica
Exploração

bébé
No lançamento da campanha de Manuel Maria Carrilho para a Câmara de Lisboa, foi exibido um vídeo em que a sua mulher, sentada no sofá, dizia para o filho qualquer coisa como “ queremos o papá Presidente, queremos o papá Presidente…”, ao que o miúdo respondia: “papá, papá, papá!...”.
Já começa a querer viver à custa da criança!...
“Junk food, junk policy”
A ingestão das gorduras trans começa a ser responsabilizada por alterações a nível de vários órgãos, sobretudo o cérebro, interferindo com múltiplas funções. Esta toxicidade cerebral dificulta a aprendizagem, sendo os jovens os mais vulneráveis. Há como que uma “obstrução” mental. O cérebro pode sofrer lesões permanentes.
Por analogia podemos também falar de “junk policy”. Para garantir a sobrevivência de alguns políticos, utilizam-se as equivalentes “gorduras” de qualidade duvidosa, hidrogenando-as. São fáceis de obter e mais baratas. À semelhança dos efeitos das gorduras ditas trans, também provocam “lesões” nos nossos cérebros. Muitos deixam de aprender coisas novas e outros ficam mesmo embrutecidos.
Alguns produtores alimentares, McVities, Masterfood e a Nestlé, começaram a dar atenção à necessidade em substituir as gorduras perigosas, removendo-as dos seus produtos. Mesmo assim, em caso de suspeita, o melhor é evitá-los. Resta saber se o que comemos ao longo dos tempos não terá contribuído para uma “obstrução” dos nossos cérebros. Em termos de “junk policy” não tenho quaisquer dúvidas, mas ainda acredito na reversibilidade das lesões, através de uma “política saudável e mais natural”…
"Mensalão"
A democracia também se vende…
Austeridade sim, fora do meu Ministério
O sindicato dos autarcas
olhar e ver
(Maria Montessori, pedagoga italiana)
terça-feira, 7 de junho de 2005
Monumento a Luís Vaz de Camões transformado em urinol
A primeira diz respeito ao mau trato que tem sofrido o monumento a Luís Vaz de Camões, ali nas traseiras da Faculdade de Ciências, ao cimo da Couraça de Lisboa. Utilizado como urinol, é um pivete sempre que se passa pelo local. Jovens prostáticos funcionais vertem, candidamente, as águas sobre o poeta da pátria lusa e não são multados…
A segunda diz respeito à proposta do candidato socialista à Câmara Municipal de Coimbra que propõe um monumento ao estudante na Praça da República. Não sei qual o projecto que o candidato tem na cabeça, mas, eu sugeria que construísse um urinol ultramoderno, sofisticado, com raios laser, por exemplo.
A necessidade em deslocar o Templo de Camões para um local mais aberto e condigno, de forma a evitar a sua profanação, é imperioso. Transfiram-no para a Praça da República. Resolveriam o problema dos atentados ao monumento e ficava resolvido o monumento ao estudante. Querem melhor símbolo de estudante do que Luís Vaz de Camões?
Condecorações
O que significa que o recrutamento dos condecoráveis se faz sobretudo em função da contagem do número de aparições nos media.
Ora há muita gente que é um exemplo de vida, familiar, profissional, empresarial, e a quem o país efectivamente deve, que nunca tiveram oportunidade de aparecer, não querem aparecer ou não têm tempo para aparecer na comunicação social.
Há muitos empresários que arriscam, investem, inovam, produzem valor acrescentado, motivam os trabalhadores e são capazes de sentir os seus problemas, empresários que dão um contributo real ao país, que deveriam ser apresentados como exemplo, mas, não frequentando os media, não existem para a Presidência.
Não existindo, não podem, efectivamente ser condecorados…
Até parece que, para a Presidência, os bons empresários e, em geral, os cidadãos que, pelo seu trabalho, se destacam entre os demais, são os que pagam a assessores de imagem que os trazem diariamente na comunicação social.
A probabilidade de terem uma condecoração é enorme.
Como a que assiste aos amigos e a colegas de escritório.
A dos outros é ínfima, é excepção, servindo para justificar a dos primeiros.









