A expressão “Seja o que Deus quiser” é frequentemente utilizada quando somos confrontados com a incerteza do futuro. De facto, o porvir pode agraciar-nos com alegrias e martirizar-nos com infelicidades. Não sabemos quais os critérios que presidem a este tipo de sorteio. Mas que existe, existe! Se é por vontade de Deus ou por uma mera questão probabilística, cujas finalidades desconhecemos, é de somenos importância. Na prática, as pessoas, temerosas do que lhes pode vir a acontecer, lançam para a vontade divina os seus destinos.
Quando uma mulher engravida, desejamos as maiores felicidades para que tudo corra bem e que a criança a nascer seja sã e escorreita. Mas, às vezes, o infortúnio, e a infelicidade, batem à porta dos pais. Ansiosos por acolher no seu seio o supremo fruto da existência humana, deparam-se com um ser doente ou malformado, não compreendendo porque é que a vida os traiu. Apesar de não diminuir a intensidade do amor, muito pelo contrário, devotam-se de alma e coração ao ser com dificuldades e limitações, o sofrimento está sempre presente, despertado amiúde por pequenos gestos ou actos quotidianos. Mergulham, frequentemente, numa tristeza domesticada, emergindo para respirar forças que os mantenham vivos, e lhes permitam cuidar dos seus filhos.
Hoje, graças às conquistas da medicina, é possível prevenir, diagnosticar, impedir e até tratar muitos males e malformações que a natureza, ou quem a supervisiona, produz com alguma finalidade, capricho ou intenção desconhecida. O que é certo é que muitos são alvos de atenções que bem dispensavam. Confrontados com a realidade dolorosa pedem ajuda e, até, milagres. Quanto a estes, quase me convenço –no caso de existirem, claro está-, de verdadeira discriminação divina e de selectividade duvidosa. Face à atitude divina, seja qual for o Deus, o homem procura substitui-Lo, propiciando os “milagres” para muitos males. Lentamente, mas de um a forma cada vez mais consistente, vai conseguindo maravilhas. Tocar num embrião, fruto da conjugação de dois gâmetas, para saber se é ou não portador de uma grave anomalia genética, evitando desta forma que o novo ser sofra uma grave doença, é um feito notável e digno de admiração. À atitude descrita, selecção de um embrião normal, é possível que o novo ser seleccionado possa, ainda, ajudar um outro, neste caso um irmão sofredor que espera desesperado por células compatíveis com o seu corpo para obter a cura. Graças ao diagnóstico genético pré-implantatório é possível resolver casos muito graves. Foi o que aconteceu, na Andaluzia, com o nascimento de Xavier. Criança normal, seleccionado de forma a ser compatível com o seu irmãozito que sofre de uma grave anomalia sanguínea. Os pais devem estar muito felizes por terem tido um filho normal que irá solucionar o grave problema do mais velho. É difícil imaginar a alegria da família.
Este caso, que não é o primeiro, levanta, em muitas individualidades, preocupações sobre os limites da intervenção humana. Há quem considere que estamos perante “excessos” perigosos de manipulação genética, eticamente não muito recomendável. Podem apresentar muitos argumentos, disso não tenho quaisquer dúvidas, balizados em princípios e orientações bem estruturados. De qualquer modo, as conquistas médicas são extraordinárias e conseguem fazer aquilo que Deus não faz, por esquecimento, por excesso de trabalho ou com intenções que só Ele sabe. Quem sabe se um dia, a frase “Seja o que Deus quiser” não correrá o risco de ser substituída por uma em que a vontade desça dos Céus para a Terra.
Quando uma mulher engravida, desejamos as maiores felicidades para que tudo corra bem e que a criança a nascer seja sã e escorreita. Mas, às vezes, o infortúnio, e a infelicidade, batem à porta dos pais. Ansiosos por acolher no seu seio o supremo fruto da existência humana, deparam-se com um ser doente ou malformado, não compreendendo porque é que a vida os traiu. Apesar de não diminuir a intensidade do amor, muito pelo contrário, devotam-se de alma e coração ao ser com dificuldades e limitações, o sofrimento está sempre presente, despertado amiúde por pequenos gestos ou actos quotidianos. Mergulham, frequentemente, numa tristeza domesticada, emergindo para respirar forças que os mantenham vivos, e lhes permitam cuidar dos seus filhos.
Hoje, graças às conquistas da medicina, é possível prevenir, diagnosticar, impedir e até tratar muitos males e malformações que a natureza, ou quem a supervisiona, produz com alguma finalidade, capricho ou intenção desconhecida. O que é certo é que muitos são alvos de atenções que bem dispensavam. Confrontados com a realidade dolorosa pedem ajuda e, até, milagres. Quanto a estes, quase me convenço –no caso de existirem, claro está-, de verdadeira discriminação divina e de selectividade duvidosa. Face à atitude divina, seja qual for o Deus, o homem procura substitui-Lo, propiciando os “milagres” para muitos males. Lentamente, mas de um a forma cada vez mais consistente, vai conseguindo maravilhas. Tocar num embrião, fruto da conjugação de dois gâmetas, para saber se é ou não portador de uma grave anomalia genética, evitando desta forma que o novo ser sofra uma grave doença, é um feito notável e digno de admiração. À atitude descrita, selecção de um embrião normal, é possível que o novo ser seleccionado possa, ainda, ajudar um outro, neste caso um irmão sofredor que espera desesperado por células compatíveis com o seu corpo para obter a cura. Graças ao diagnóstico genético pré-implantatório é possível resolver casos muito graves. Foi o que aconteceu, na Andaluzia, com o nascimento de Xavier. Criança normal, seleccionado de forma a ser compatível com o seu irmãozito que sofre de uma grave anomalia sanguínea. Os pais devem estar muito felizes por terem tido um filho normal que irá solucionar o grave problema do mais velho. É difícil imaginar a alegria da família.
Este caso, que não é o primeiro, levanta, em muitas individualidades, preocupações sobre os limites da intervenção humana. Há quem considere que estamos perante “excessos” perigosos de manipulação genética, eticamente não muito recomendável. Podem apresentar muitos argumentos, disso não tenho quaisquer dúvidas, balizados em princípios e orientações bem estruturados. De qualquer modo, as conquistas médicas são extraordinárias e conseguem fazer aquilo que Deus não faz, por esquecimento, por excesso de trabalho ou com intenções que só Ele sabe. Quem sabe se um dia, a frase “Seja o que Deus quiser” não correrá o risco de ser substituída por uma em que a vontade desça dos Céus para a Terra.