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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada...

O debate do Orçamento para 2018 confirmou a minha opinião inicial de que se tratava de um Orçamento sem qualidade, um mero exercício de powerpoint em que tudo é milimetricamente ajustado para servir exclusivamente os interesses corporativos que sustentam a geringonça, mas promovido como imagem apelativa, todavia fictícia, de um Orçamento ao serviço do país.
Pior ainda, aconteceu que grandes bandeiras e promessas do governo consubstanciadas no estribilho da “palavra dada, palavra honrada” não tiveram acolhimento nas verbas orçamentais. Ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que se rebelou contra o criador e desonrou a palavra do governo.
Dada e mil vezes repetida foi a promessa da reposição de rendimentos. Todavia, é o próprio quadro-síntese das receitas e despesas da administração pública do relatório do OE que desmente a promessa, ao explicitar um aumento da receita do Estado, em termos absolutos e em relação ao PIB. Se a receita do Estado vem, ou veio, da economia, das empresas e das famílias, e se o Estado arrecada uma parcela maior, são as empresas e famílias que a suportam. E, se os portugueses suportam e pagam uma parcela maior do PIB e ficam com uma parcela menor, o Estado não repõe rendimentos, antes recolhe uma parcela adicional através, nomeadamente, da anestesiante tributação indireta.
Assim, das duas, uma: ou o governo não honrou a sua palavra no Orçamento ou foi o Orçamento que imediatamente se rebelou e desonrou a palavra do governo.
Ler mais, artigo completo no i, no âmbito da série Por Uma Democracia de Qualidade: Da palavra dada à verba orçamentada, uma distância nada honrada

6 comentários:

Pelorigor disse...

Portugal fará reembolso de 1.000 milhões ao FMI até final do ano
Alberto Teixeira, in ECO-online
O IGCP pretende devolver mais 1.000 milhões de euros ao FMI nas próximas três semanas, aproveitando a baixa dos juros, elevando para dez mil milhões o total reembolsado em 2017.

osátiro disse...

pelorigor
mesmo com a troika.....o governo PPC não utilizou a última tranche do empréstimo de 78 mil milhões...

portanto, a poupança não é destes..

se compararmos a taxa de juro atual com a dos empréstimos Sócrates........quando foi obrigado a pedir a troika andavam á volta de 10%..!!!! conclui-se que a geringonça não está a fazer nada de especial......até podia fazer mais....

osátiro disse...

aquilo que o ministro vieira da silva faz/fez com a RARÍSSIMAS é grave......agora deitou as culpas para os serviços que dependem dele...


só tem um caminho: DEMISSÃO
esta demissão sim, vale a pena ser pedida pela oposição

a Constança não fazia nada, mesmo nada, vazio fútil.....mas servia de BIOMBO ao kosta..

o vieira é peso pesado......veremos se a oposição tem ESTATUTO DE ESTADISTA

Pelorigor disse...

Carlos Costa mais otimista que António Costa para 2018. Vê economia a crescer 2,3%
A expansão da economia portuguesa está subjacente num crescimento "mais sustentável". A opinião é do Banco de Portugal que está mais otimista que o Governo no que toca à variação do PIB para 2018.
“A expansão projetada para a economia portuguesa tem subjacente uma recomposição da procura global orientada para um crescimento mais sustentável, assente no dinamismo das exportações e do investimento e num enquadramento internacional favorável”, considera o Banco de Portugal no comunicado que acompanha o Boletim Económico publicado esta sexta-feira. A contribuir para uma subida do PIB de 2,3% em 2018 — o mesmo valor projetado pelo BCE para a Zona Euro — estará a procura interna e as exportações, ambos com um contributo de 1,2 pontos percentuais.
Ao nível da procura interna, a Formação Bruta de Capital Fixo (FCBF), a principal componente do investimento, continuará a ser um dos principais motores da economia portuguesa no próximo ano, tal como aconteceu em 2017. O Banco de Portugal projeta um aumento de 6% da FBCF em 2018, principalmente graças ao investimento empresarial, mas também tendo em conta o aumento do investimento público
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Portugal já é menos arriscado que Itália para os investidores
No dia em que a Fitch deverá retirar Portugal do nível "lixo", as obrigações portuguesas já negoceiam a uma taxa inferior àquela que é exigida pelo mercado para comprar obrigações italianas.
Adívida portuguesa já comporta menor risco para os investidores do que a dívida italiana, com o bom momento de Portugal nos mercados a ser influenciado pelas expectativas de que a agência Fitch vai retirar o país do “lixo” esta sexta-feira.
Juros a três anos também já estão abaixo de zero
Isto acontece depois de as obrigações portuguesas a dez anos terem passado a negociar a uma taxa inferior àquela que é exigida pelos investidores para comprar obrigações italianas no mesmo prazo, algo que o mercado já não observava desde o final de 2009, altura em que Portugal passou para os holofotes internacionais com a instabilidade das dívidas soberanas na Zona Euro.
A yield implícita na dívida portuguesa a dez anos cai esta sexta-feira mais de quatro pontos base para 1,774%. Compara com a taxa de 1,781% da dívida italiana. A diferença entre as duas taxas é agora favorável a Portugal, o que quer dizer que Portugal já é menos arriscado que Itália para o mercado.
In jornal ECO-online

Pelorigor disse...

Outra má notícia:
A agência de notação financeira Fitch retirou Portugal do ‘lixo’ melhorando em dois patamares o rating atribuído à dívida pública portuguesa, de BB+ para BBB, o segundo nível da categoria de investimento, com perspectiva estável.

Pinho Cardão disse...

Caro osátiro:
Com um governo digno desse nome, que desenvolvesse políticas públicas correctas, onde já estaria este país...
O crescimento económico está a verificar-se não devido à acção do governo, mas apesar da acção do governo.