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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uma nave de loucos

Afinal, fica tudo explicado. Para o Bloco, o género "é uma orientação que deriva da cultura e não da biologia". Ponto final.
Uma nave de loucos, que nega a natureza e quer domá-la aos seus objectivos ideológicos.
Dois excelentes artigos, um bom artigo de Francisco José Viegas, via Porta da Loja. 
E outro, de Cristina Miranda, no Blasfémias 
Adenda: Contra a natureza, também houve uns loucos, armados em espertos, que quiseram alimentar as vacas com rações de carne. Saíram as vacas loucas. Há blocos de pensamento, armados também em espertos, que andam pelo mesmo caminho
  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O género mutável

O Bloco de Esquerda quer que, a partir dos 16 anos, os menores de idade  possam livremente mudar de sexo, podendo processar os pais ou encarregados de educação caso estes não lhes concedam a permissão para a desejada mudança.
Ora, como tudo pode ser reversível, e o mundo é composto de mudança, até nas questões de género, lastimável é que o Bloco não diga quantas vezes tal mudança é permitida. Não vá haver arrependimento e o género ficar prisioneiro da decisão tomada aos 16 anos.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Era uma vez um governante que quis mostrar que existe...

Para o Secretário de Estado do Desporto e para a Secretária-Geral Adjunta de António Costa no PS, parece que o futebol  é o causador da cada vez mais elevada abstenção eleitoral. E o Secretário de Estado, procurando fazer prova de existência,  anunciou mesmo que o governo ia proibir futebol em dia de eleições. Proibição que a Ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, veio de imediato desmentir, anunciando que o governo apenas iria ponderar a medida.   
Óbvio que só aquelas cabecinhas não pensantes conseguem aliar a abstenção à realização de jogos de futebol. E óbvio também que cada membro do governo fala por si. Organizem-se, pois, já que organização pode suprir muitas falhas. Até de inteligência.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Era uma vez uma girl do PS que quis mostrar que existe...

Cavaco Silva fez um excelente discurso e apresentou factos, na comunicação que fez na Universidade de Verão da JSD.
Tanto bastou para uma girl do PS, agora vice-líder parlamentar, que tem feito toda a sua vida profissional ao abrigo do partido (o curriculum não mente...) aparecer a criticar a comunicação de Cavaco Silva, na base de um repositório de processos de intenção e sem rebater qualquer dos argumentos apresentados. Chega mesmo a dizer que a "aula" dada por Cavaco Silva  demonstra  o seu "desconforto com a política de devolver rendimentos e a repor às pessoas mais qualidade de vida, bem-estar, e coesão social" do atual governo. E, do alto da sua autoridade de girl emérita do PS, proclamou que Cavaco não tem sentido de estado.   
Pois é, demonstra-se assim que a senhora nunca passou de girl, não conseguindo ir além da cartilha rasteira e revelha de inventar e atribuir intenções, para depois as criticar.
Pobre PS que tão primários líderes vai criando.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Teatro da geringonça, em modo de pantomina

Vivemos numa democracia sem qualidade. No teatro parlamentar, a representação ultrapassou a normal divergência partidária e o palco tornou-se o lugar da mais insuportável e deseducativa violência verbal. Bons de um lado, maus do outro, numa linguagem de ódio, como se a coexistência de diferentes vias políticas não fosse a essência da democracia.
Mas neste grande teatro de uma democracia sem qualidade, é a geringonça que monta as grandes encenações. Modernizou a picareta falante transmigrada de um seu ilustre avatar, aumentou-lhe potência e cobertura e colocou-a a funcionar em vários canais estereofónicos que propagam, alto e longe, a voz e o grito da nova e vasta sorte de artistas ilusionistas, contorcionistas e prestidigitadores que ocuparam o palco, tomaram--no como seu e dele querem fazer modo de vida.
 Pedrógão foi tragédia bem real, mais de 60 pessoas queimadas vivas. Em vez de respeito e assunção de responsabilidades, repetem-se as encenações alternativas. A diretora de cena chorou publicamente no palco da tragédia, porventura como forma de melhor coordenação e comando do tablado. De onde, cercado de fogo, logo o encenador se afastou para férias, saindo de mansinho pela esquerda baixa...
(ler mais, meu artigo no i- Teatro político em modo de pantomina)  

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Fogo descontrolado, informação dominada

Ouço a porta-voz da Protecção Civil em Lisboa e os fogos estão dominados ou controlados. E que os reacendimentos dos fogos dominados ou controlados estão dominados ou controlados. E que os reacendimentos dos reacendimentos dos fogos dominados e controlados mais uma vez foram dominados e controlados. E também ouço que há meios aéreos a combater os fogos, porventura tão miniaturizados que alguns autarcas não conseguem ver.
Por mim, das duas, uma: 
-ou tanto domínio e controle acaba por espevitar o fogo  
-ou tanto domínio e controle acaba por espatifar a informação. Servindo-a, devidamente controlada e dominada, como aquela a que temos direito.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Visão do negócio

Por dentro, magníficas, cremosas e açucaradas Bolas de Berlim; por fora, publicidade a Clinica Dentária. Tratamento integrado, do estômago e da boca. E um empresário com visão do negócio.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mentir...a grande verdade da geringonça

No 1.º semestre de 2017... o investimento público evidenciou um grau de execução inferior verificado no mesmo período de 2016...sendo 5,1 pontos percentuais inferior ao registado no período homólogo.
Ora em 2016 o investimento público foi o mais baixo dos últimos anos, por forma a permitir o continuado crescimento dos gastos públicos com os funcionários e assim manter controlado o défice.
Para quem sacralizava (e sacraliza) o investimento público e invectivava (e invectiva) o défice não está nada mal...
Mas que nos andaram e continuam a andar a mentir a toda a hora, lá isso é a grande verdade da geringonça...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Um monumento de burocracia

À entrada de uma praia, um posto da Administração Regional de Saúde. Perguntei se mediam a tensão arterial. Que sim. Trabalho feito, com prontidão e qualidade, estou certo. 
-Quanto é que tenho a pagar?
-Agora, nada, vai receber uma factura em casa...e a senhora enfermeira logo tratou de saber os dados, nome, morada, nº contribuinte e do serviço nacional de saúde, um bastava, data do nascimento, entregando-me cópia. Preço, oitenta cêntimos.
-Bom, oitenta cêntimos, mais valia pagar já, assim com trabalho administrativo e portes de correio, o custo é maior que a receita...
-São as instruções que temos...
Pois é, só os selos de correio de envio da factura e, depois, do recibo, ultrapassam o valor cobrado. Juntando o custo do processamento de um e outro dos documentos, da contabilização, etc, etc, o esquema transforma-se num monumento à irracionalidade da máquina burocrática. 
Como alternativa ao pagamento imediato, naturalmente sujeito a fraudes, ficava bem mais barato fazer o serviço à borla. Mas assim se assegura o emprego a mais uns funcionários públicos. E é isso que conta para a verdadeira burocracia. Se não trata de si em primeiro lugar, nem tem direito a existir.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Anda tudo preocupado com o Trump...

Anda tudo preocupado com o Trump. Mas, que eu saiba, o Donald não ameaça os portugueses nos EUA, enquanto o camarada Maduro está a provocar o êxito deles... 
Bem sei que é para se defender da agressão dos yankees...
Lapidar e, com a devida vénea,  publico tal como recebi. Gostava era de ter sido o autor...  

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tsipras, o evolucionista

"Vão-se embora, Senhora Merkel, Senhor Schäuble, senhoras e senhores da nomenclatura da Europa!" 
Alexis Tsipras, em 2014.
"Tapas o nariz e tomas [o remédio]… Sabes que não há outro caminho… porque tentaste o resto para sobreviver.".
Alexis Tsipras, em 2017, em entrevista ao Guardian
Livrou-se do mestre Varoufakis, e é o que se vê.

terça-feira, 25 de julho de 2017

António Costa, o criativo, segundo César

"Quem está cansado é um desistente e não um combatente e um criativo como ele (António Costa), que colocou o problema que havia acontecido em Tancos no seu devido lugar...".
Carlos César, líder parlamentar do PS e empregador público de toda a família, em entrevista ao Expresso de 22.07.2017, pág. 9.
Ora aí está, por vezes até lhe foge a língua para a verdade. 
Mas eu até diria mais: além de criativo, um prestidigitador e ilusionista, que pôs os chefes militares a verem sucata no que antes afirmavam como material bélico.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Acesso proibido...

Ilha sagrada japonesa com acesso proibido a mulheres foi elevada a património da UNESCO. 
E ainda não vi, nem ouvi, as forças progressistas a manifestar-se contra esta forma de misogenia, discriminação, ódio e violência contra a mulher, por mais que a tradição o procure justificar, para usar as expressões da ordem.
Mas como se trata da UNESCO...

domingo, 23 de julho de 2017

Tomar a parte pelo todo

“...a informação devidamente organizada e estruturada é uma mais-valia para todos...”
António Costa, o 1º Ministro
Mais um que toma a parte pelo todo. Não é o único. Mas, ao ponto em que as coisas estão, já nem há vergonha de confessar.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Falha ou alibi?

Nesta época de calor, o SIRESP deu para falhar, primeiro em Pedrógão e agora em Alijó. O que é estranho, porque no tempo dos anteriores governos nunca se ouviu falar de de queda de comunicações. 
Se dantes nunca falhava, o que é que acontece agora: defeito do material ou alibi conveniente?

Estupor moral

Pelo que diariamente se vê nas fotografias dos jornais e nos relatos televisivos, Ronaldo continua a exibir despudoradamente os filhos sem mãe, acompanhados de toda a família nas férias em comum, no barco, ao redor da piscina, no restaurante, onde quer que seja.  E os media enaltecem o espírito de intensa união familiar.
Falta apenas a mãe aos miúdos, mas que interessa a esse "estupor moral" como, sem papas na língua, lhe chamou o insigne médico Prof. Gentil Martins, a infelicidade de as crianças não terem sequer o direito de ter mãe? 
Neste caso, Ronaldo e media, os mesmos estupores. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tancos: apenas uma golpada contra o governo

"Porque nós sabemos que esta solução que está a vigorar em Portugal é uma solução que representa uma esperança para muitos países na Europa e está sob fogo cerrado e é preciso abatê-la de qualquer maneira", afirmou Vasco Lorenço, ontem, na SIC.
Costa chegou e, com ele, a verdade oficial. 
Assim, e pela voz de Vasco Lourenço, Tancos terá sido apenas um facto político promovido pela direita para juntar à tragédia dos incêndios e desgastar a Governo.
Pela voz do Chefe do Estado-Maior, aquela coisa de Tancos não passou de um fait divers de desvio de material obsoleto, porventura até para poupar umas massas ao Orçamento nas despesas do abate. 
Costa chegou e ficou tudo em pratos limpos. As férias permitiram esclarecer tudo. Está revertida a situação. Afinal, Costa é mesmo um perito em reversões.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Afinal...um roubo virtuoso, e proveitoso para os contribuintes!...

Regressou o 1º Ministro e logo tudo se esclareceu. Aquilo de Tancos foi uma brincadeira de crianças. Segundo o Chefe do Estado-Maior General o material não valia mais que 34.000 euros e parte dele até estava inoperacional, a aguardar abate. E António Costa até foi mais afirmativo, generalizando a inoperacionalidade a todo o equipamento desviado.
Bom, por mim, perante as afirmações de tão circunspectas autoridades militares e políticas, só posso concluir que o alegado roubo foi uma acção  virtuosa, pelas simples razão de ter poupado ao governo e ao exército as despesas de se desfazer do material.
Asim, sim, um roubo honesto e proveitoso para os contribuintes e digno dos maiores elogios!...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Três arguidos activos...

Sabendo antecipadamente que seriam constituídos arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro2016, três secretários de Estado pediram ao Ministério Público a sua constituição como arguidos...arguidos activos, no caso. 
Pedir aquilo que já sabiam ter-lhes sido concedido é uma verdadeira maravilha do politicamente correcto e de um jeito pacóvio no seu máximo esplendor, mas daí não viria mal ao mundo. Mas, com isso, fazer crer que a iniciativa de se tornarem arguidos foi deles e não do Ministério Público é uma hipocrisia sem limites e forma grosseira de enganar os cidadãos. 
E, se creio que a aceitação das viagens a França não buliu com a sua honestidade, sendo apenas uma  manifestação de importância pessoal acompanhada de uma ligeireza política criticável, já não aceito que me queiram enganar assim de forma tão despudorada e rasteira. Pior do que ter ido a França, foi ter ficado todo este tempo em Portugal para decidir no último minuto da última hora o que outros já tinham decidido por eles. Por isso, e só por isso (e não por terem ido a França) não saem do governo com muita honra. Eu diria, com nenhuma. 

domingo, 9 de julho de 2017

Normal, muito normal, tudo normal, o 1º Ministro até está de férias...

No meio da terra e da vegetação calcinadas, e num golpe de vista de rara oportunidade, a PJ descobriu de imediato a árvore atingida pela trovoada seca que propagou o incêndio de Pedrógão e causou o tal efeito fulminante de dispersão das chamas cujo nome, em inglês, não recordo alguma vez ter ouvido, mas que percebi ser perfeitamente conhecido por todos os comentadores de televisões. Logo a seguir, o IPMA diz que o raio andava longe, e não poderia ter atingido o local.  Mas tudo bem, os serviços estavam vigilantes. E devidamente coordenados, como é de toda a evidência. 
No meio das mortes que já se conheciam, a Protecção Civil desobrigou-se de culpas, reponsabilizando o SIRESP pela falha de comunicações, ao não disponibilizar de imediato ligações satélite redundantes das antenas queimadas. Desculpou-se o SIRESP com o deficiente funcionamento da Secretaria Geral do MAI e esta Secretaria Geral com as insuficiências do contrato oportunamente assinado pelo governo, leia-se, António Costa. Também aqui os serviços se revelaram muito vigilantes e revelando uma óbvia e superior coordenação.
No meio da desgraça que a tantos atingiu, os Deputados da geringonça atribuíram as insuficiências do SIRESP à sua natureza de sociedade privada, e também a um pretérito governo do PSD que tinha iniciado as negociações do equipamento, esquecendo que foram os posteriores governos de Sócrates e de Costa que prosseguiram as negociações e assinaram os contratos. Deputados obviamente também muito bem coordenados, marionetes às ordens dos partidos. 
Portanto, não falhou coordenação. A Protecção Civil conseguiu a elevada proeza de colocar a PJ, o IPMA, o SIRESP, a Secretaria Geral do MAI, etc, etc, a funcionar em pleno, cada qual pelo seu lado.
Como comandante-chefe, a Ministra da Administração Interna Interna, ataviada a preceito,  comandou superiormente a coordenação, chorando.
Tudo foi feito, bem feito, disse alguém. António Costa dispensou-se de ir ao funeral das vítimas e zarpou para férias no estrangeiro. Por cá, está tudo coordenado, nada de anormal se passa. O assalto de Tancos? Tudo normal.