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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Falha ou alibi?

Nesta época de calor, o SIRESP deu para falhar, primeiro em Pedrógão e agora em Alijó. O que é estranho, porque no tempo dos anteriores governos nunca se ouviu falar de de queda de comunicações. 
Se dantes nunca falhava, o que é que acontece agora: defeito do material ou alibi conveniente?

6 comentários:

José Domingos disse...

Mais um truque que o perdedorcosta está a usar, mais um bode expiatório.
A rede teve sempre problemas, foi mal dimensionada, estruturada e não deve aguentar uma investigação mais profunda. A partidocracia está atolada nesta rede, como em muitos mais casos, portanto o melhor é não levantar ondas.
Não acredito que o sistema de comunicações militar, não consiga por um rede de emergência a funcionar e serem os responsáveis por ela, este tipo de rede, não pode estar entregue a privados.
À tentativa do to chamuca, de responsabilizar a pt, é a ver se consegue um veto político na renda da tvi, ou dos comissários políticos da erc ou da inquisição das boas maneiras.
Não dava jeito aos donos da democracia e afilhados terem uma voz do contra agora.
É que os acólitos do ponto de suza estão lá todos e com tiques, tipo maduro.
Aguardemos

Gaudêncio Figueira disse...

Estas questões de incêndios roubo de armas e até os mortos e feridos ocorridos no futebol tem causas bem mais profundas que a dialéctica PàF versus geringonça. Chega de retórica, é tempo de pensarem que nem todos têm filiação partidária usufruindo das mordomias inerentes a essa condição.
A realidade do País é esta:
http://paraisoehades.blogspot.pt/2017/07/partidarite-mais-incomoda-ha-35-anos.html

Rui Fonseca disse...


"Se dantes nunca falhava ..."

Caríssimo: Estás certo disso?

As falhas do Siresp não justificam o descalabro que, com maior ou menor intensidade, se observa por esta altura do ano. Provavelmente, se não tivessem ocorrido aquelas mortes, as falhas do Siresp teriam continuado geralmente desconhecidas da opinião pública.

Houve muitas falhas e há vários culpados. Tantos que, o mais provável, é o assunto ser esquecido, soterrado por outros escândalos aqui e lá fora.

Vêm aí as eleições autárquicas, as rotundas e a esquinas de Portugal enchem-se de outdoors com as fronhas dos candidatos e mensagens curtas e vazias.
Vai começar o circo. Lá para o Natal já ninguém sabe onde fica Pedrogão grande salvo os que lá moram ou moram perto.

E, para o ano, há mais. As televisões lambem-se com o espectáculo e agora protestam os comandantes dos bombeiros por lhe retirarem a oportunidade de aparecerem à frente das câmaras.
Serão substituídos no palco, ouvi dizer, pelos presidentes das câmaras municipais.
Sem palhaços não há espectáculo que preste.

Pinho Cardão disse...

Caros José Domingos e Gaudêncio Figueira:
Pois também creio que só uma classe política diferente, com outra liderança, interessada no bem comum, longe de ideias ultrapassadas e do politicamente correcto, com ideia de serviço público poderá fazer avançar Portugal no bom caminho.

Caro Rui:
Como, por certo, bem compreendeste, o "nunca falhava" queria dizer que nunca houve notícia que falhasse. Todavia, nos governos socialistas, falhas destas são o quotidiano das notícias, como forma de esconder a falha principal.
E, quanto aos bombeiros, estás a ser profundamente injusto. Se, a par dos populares, há quem corra, sue, trabalhe a apagar fogos são os bombeiros. Os da protecção civil, serviço meramente burocrático, exibem-se nas suas imaculadas fardetas pretas e boina aprumada, debitando nº de bombeiros e de meios aéreos no local. Vi uns e outros o ano passado no grande incêndio Arouca/S. Pedro do Sul. Coordenação, zero. Conhecimento do local, nulo, e até afastavam que conhecia. Todos catitas, nas suas fatiotas, quase todas com o dístico comando, carros com o mesmo dístico, frequentando hoteis de 4 estrelas com o ar mais sossegado deste mundo.

Rui Fonseca disse...


Caríssimo,

Não desvalorizei o trabalho dos bombeiros ainda que tenha a convicção de que se encontram geralmente mal preparados.

Há tempos, no programa Prós e Contras perguntou Fátima Campos Ferreira ao Secretário de Estado das Florestas se havia exercícios de simulação no terreno para preparação do combate a incêndios. O Secretario de Estado fez uma cara de quem tinha ouvido a pergunta mais disparatada deste mundo. Deduzi que não há.

O que eu disse é que os comandantes estão amuados por lhe retirarem a oportunidade de aparecerem nas televisões.
Televisões que se lambem por incêndios ... A prova disto são as imagens repetidas ad nauseam das labaredas e dos ardidos.

Pinho Cardão disse...

Caro Rui:
Entre os operacionais bombeiros que falam do concreto e da realidade que vivem e sofrem e os burocratas da protecção civil que debitam estatísticas para mostrar serviço prefiro mil vezes ouvir os bombeiros