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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bragança, a nova rota da cultura.



A revista nº 13 de Artes&Leilões dedica um vasto artigo a Bragança, cidade que, no dizer de Miguel Torga, está "no cimo de Portugal, como os ninhos...".
Chamam-me as origens a partilhar com a 4R a estratégia de desenvolvimento cultural que, nos últimos quatro anos, esta cidade adoptou.

Aos seus já velhos museus, Militar e do Abade de Baçal, vêm agora somar-se o Centro Cultural com a biblioteca e o conservatório de música, uma galeria de exposições e um espaço de memória da cidade; o Centro de Ciência Viva que integra um Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, construído na antiga central hidroeléctrica; a Casa da Seda, a funcionar num antigo moinho reconstruído, onde se recorda todo o ciclo da seda e a importância desta indústria, em Trás-os-Montes, na passagem do século XVIII para o século XIX; o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, projecto de partilha entre Bragança e Zamora, dedicado aos antigos rituais que são as Festas de Inverno em Trás-os-Montes e Alto Douro e Las Mascaradas de Invierno, do outro lado da fronteira e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, cuja fachada é a de um solar setecentista acrescentado nas traseiras por uma espécie de "cubo" branco (na imagem), obra onde Souto Moura conseguiu tão bem fundir o passado com o presente.
A par destas novas mostras culturais, surge também o Teatro Municipal, inaugurado em 2004, a nova Sé de Bragança e um Mercado Municipal com uma qualidade que ninguém espera encontrar em terra tão longínqua...e que faz justiça á gastronomia da região!
Claro que da Cidadela e do seu pelourinho, da Domus Municipalis e do Castelo com a sua torre de menagem, única no País, não falo...porque são uma "novidade" do início do século XV!
As serras de Nogueira e de Montezinho (com o seu parque natural) são a moldura com que a Natureza decidiu envolver Bragança...

Será que consegui convencer os meus amigos a visitar esta nova rota da cultura? Oxalá!