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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Não são os fogos, a preocupação é a popularidade, pá!...

No meio da desgraça, o que é mesmo urgente e se sobrepõe a tudo é a preocupação do 1º Ministro com a sua popularidade. 
Não há mesmo palavras.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Mistérios da política do BCE...


1.     Curioso das políticas do BCE e suas razões, já aqui escrevi (em Janeiro último) sobre a intrigante combinação de uma política de compras maciças de dívida pública (chamada QE), que têm induzido forte redução dos respectivos custos (yields), e da insistência do BCE na necessidade de os governos da zona Euro promoverem reformas estruturais…

2.       …quando parece evidente, ao facilitar o endividamento dos Estados, que o BCE reduz, fortemente, o incentivo para a realização de reformas estruturais (cujos custos políticos são conhecidos).

3.      Outra política que me tem suscitado grandes dúvidas é a do proclamado apoio á economia - à actividade económica - através de uma política de juros muito baixos, supostamente facilitando o acesso dos agentes económicos ao crédito bancário.

4.      Pois bem, as estatísticas do BdeP mostram que, desde o final de 2012 até Abril do corrente ano, o saldo do crédito bancário às empresas não-financeiras (a chamada economia real) tem vindo sempre a cair, de € 105.361 milhões para € 74.715 milhões, ou seja “apenas” 29%...

5.      No mesmo período, o saldo do crédito bancário à compra de habitação por particulares, caiu sempre,de € 109.673 milhões para € 94.014 milhões, ou seja 14,3%.

6.     Ainda no mesmo período, apenas o crédito bancário ao consumo de particulares subiu, ligeiramente, de € 13.371 milhões para € 13.813 milhões, ou seja 3,3%.

7.     Será que esta evolução do crédito à economia serve para demonstrar a eficácia da política de incentivo do BCE à actividade económica? Se não serve, então que indicadores poderão servir?

8.     Bem sei que empresas como a EDP, REN e BRISA, com acesso directo ao mercado de capitais, têm beneficiado bastante da política do BCE, conseguindo colocar dívida no mercado a taxas (cupões) bastante baixas e a prazos confortáveis.

9.    Todavia, a esmagadora maioria das empresas – e obviamente os particulares – não têm acesso ao mercado de capitais e, para essas, os “benefícios” da política do BCE são ilustrados pelos dados supra, pontos 4 a 6.

10.   Mas quem sou eu para colocar em dúvida a bondade das políticas do BCE…que atrevimento!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Miguel Beleza

Foi hoje o funeral de Miguel Beleza. Uma mente brilhante, um enorme sentido de humor e de ironia, um economista de excelência, uma pessoa desprendida. Nunca se colocava à frente de quem quer que fosse, mas nunca andava atrás de ninguém. Um pensamento próprio.
A doença dos últimos anos impediu que o país beneficiasse em pleno do contributo de uma opinião fundamentada e inteligente, como era a sua. 
Um bom amigo, uma companhia sempre agradável. 
Faz muita falta. Aos amigos, à economia e ao país.
Mas estou certo de que, lá onde se encontra, já espalhou risos bem dispostos com o sentido de humor que seguramente não perdeu.

O aproveitamento político

Esqueceram-se as falhas do SIRESP e da Protecção Civil, esqueceu-se o desaparecimento do Estado em Pedrógão durante quase uma tarde, esqueceu-se mesmo a tragédia de 64 mortos, porque o que é relevante é Passos Coelho ter afirmado, com base no testemunho do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande que alguém se teria suicidado por falta de apoio subsequente à tragédia. Testemunho logo assumido pelo próprio Provedor, com pedido de desculpas ao país e a Passos Coelho, por se revelar falso. 
Não importam os mais de 60 portugueses queimados vivos, importa sim a utilização desenfreada e cobarde de uma afirmação que de imediato foi corrigida e, corrigida, logo divulgada ao país.
Ao fim e ao cabo, um país virado ao contrário. Políticos e comunicação social, em lamentável conluio, a aproveitar-se de  um incidente para tapar as responsabilidades por uma enorme tragédia.
Uma comunicação social que noticiou durante horas, sem qualquer confirmação, a queda de um avião que não se deu; e um 1º Ministro que se pôs acima e fora da tragédia, dizendo que não tem pontos de vista sobre a mesma!...

domingo, 25 de junho de 2017

Incêndio sem eucaliptos

O ‘curioso’ do incêndio no Parque Doñana na Andaluzia- Espanha é que ali, naquele parque natural, não há eucaliptos!...
(tal como me enviaram...)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Portanto...tudo se resolve com mais uma leis. Urgentes.

Portanto, e ao que ouço, a culpa é do ordenamento do território, dos pinheiros e dos eucaliptos, dos proprietários das matas, dos madeireiros e fogueteiros e até do raio da trovoada seca. Podíamos ir mesmo até ao D. Dinis, que criminosamente mandou plantar o pinhal de Leiria, os até aos navegadores portugueses que, chegados a Malaca, facilitaram o caminho para a Austrália e, com ele,  a vinda dos pérfidos eucaliptos.
Portanto, e a ser assim, como nos dizem todos os responsáveis, Estado, Governo, Protecção Civil não podem ser responsabilizados pelos danos patrimoniais e pessoais causados pelos fogos, já que conceberam todo um aparato pronto a actuar em defesa de pessoas e bens, desde que em território naturalmente limpo de  pinheiros e eucaliptos e mesmo de vegetação rasteira, e sendo as planeadas matas remanescentes imunes a toda essa cáfila de gente que vive à custa da floresta e, como dela vive, se diverte a lançar-lhe fogo.
Pensar que a protecção civil devia ser pensada para cobrir a situação que existe é não compreender as cabeças brilhantes que a concebem para actuar nas situações que definiram como ideais de ordenamento territorial, precisamente aquelas para a quais a protecção civil nunca seria necessária.
Estão pois desresponsabilizados. Tudo foi feito. Nada mais há a fazer, a não ser mais umas leis que reforcem as irresponsabilidades de quem nos vem governando.
PS: Claro que são precisas medidas preventivas; mas a falta delas ou o seu não cumprimento não eliminam a responsabilidades por falta ou deficiência de acção das entidades públicas. Nada de confusões, como parece ser o que se pretende para alijar responsabilidades.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Imagem, imagem, tudo imagem

Concordo que a presença do Ministro da Administração Interna (sei bem que é uma senhora, mas os membros do governo são ministros, assim como uma senhora em funções de presidência é presidente) no posto de comando dos incêndios pode ser útil, para desbloquear burocracias e facilitar a resolução de impasses e problemas de toda a ordem que naturalmente surgem no teatro das operações. Esse seria o seu valor acrescentado.
Mas o que se viu foi um aviltamento completo da função de Ministro, ao exibir-se, por vontade própria, ou ser convidado a exibir-se apenas para dar estatísticas de mortes, apresentar o  número de operacionais ou de carros e de meios aéreos presentes ou informar do evoluir do processo de identificação dos corpos, repetindo aquilo que outros já haviam dito e já era conhecido à saciedade. 
Desconhecendo o que mais o Ministro fez, por ninguém o referir, e se todas as declarações se resumiram a estatísticas e estados de alma, como repetidamente se viu, a presença do Ministro foi um verdadeiro conjunto vazio. Imagem, só imagem, sem conteúdo.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ontem, entre as 14 e as 19 horas, em Pedrógão, o Estado português desapareceu...

Publico, tal como recebi, este grito de revolta:
Ontem, entre as 14 e as 19 horas, no coração de Portugal, em Pedrógão, Castanheira de Pêra e Figueiró, o Estado Português desapareceu!...
Desde que os primeiros avisos foram dados às 14 horas, por telemóvel, de que a situação estava gravíssima, até às 19 horas ninguém mobilizou recursos suficientes para combater está calamidade.
Neste tipo de situações, que eu conheço bem, a rapidez na mobilização de recursos é absolutamente essencial . E aqui os responsáveis estiveram todos completamente distraídos e ausentes e só a partir das 21h30m é que esses pseudo responsáveis se aperceberam pela primeira vez que a situação era grave. A essa hora já 19 pessoas tinham sido queimadas vivas na IC8 que é a maior via rápida de todo o Pinhal Interior. E depois foi um circo mediático com Marcelo, Costa e a Ministra a falarem à TV, enquanto a essa mesma hora esses nossos concidadãos mulheres, crianças eram queimadas vivas em estradas nacionais ( !!! ) sem que ninguém os socorresse !!! 
O que aconteceu numa zona que eu conheço muito bem foi um crime nacional, um crime nacional de incompetência e negligência de dimensões inconcebíveis 
Abraço revoltado e enlutado".

Seis notas à tragédia de Pedrógão

1.Primeiro que tudo, a minhas condolências, e as do Quarta República, pelas vítimas da tragédia de Pedrógão, engolidas pelas chamas de um inferno dantesco. 
2. Depois, a minha homenagem a quem, com poucos meios, mas suprema coragem e abnegação, com risco da própria vida, combateu os fogos, impedindo o alastramento e salvando pessoas e bens.
3. Também uma palavra de apreço para os partidos políticos, nomeadamente os da oposição, que se abstiveram de criticar e culpar o governo, ao contrário das barragens de críticas em que o PS, PC e Bloco são useiros e vezeiros em situações menos dramáticas, sempre que o PSD está no Governo. Lembro-me perfeitamente da vergonhosa gritaria nos grandes fogos de 2003 ou 2004.
4. Muitos membros dos órgãos de soberania acorreram a Pedrógão, passeando-se pelos écrans das televisões sem nada dizerem, repetindo-se uns aos outros e repetindo o que os jornalistas já haviam dito e reafirmavam depois, replicando o que mesmo antes acabara de ser referido. Também vimos uma ministra cujo objectivo da deslocação parece ter sido o de informar sobre os pontos de acolhimento e confirmar ou ir actualizando o número de vítimas, infelizmente já por demais conhecido.
5. Comentando a enorme tragédia, e como sempre acontece, as televisões descobriram um enorme corpo de iluminados que tudo sabem sobre fogos e a maneira de os evitar e combater. Em termos de power-points, presumo, face ao que pude ouvir. 
6. Por fim, há notícias de que o Comando da Protecção Civil terá demorado 5 horas a responder aos angustiantes apelos vindos de Pedrógão. Verdade ou mentira, é algo que deve ser investigado até à última gota. Até para que a responsabilidade não se fique pela trovoada seca que se abateu sobre um pinheiro, logo miraculosamente encontrado, ou mesmo seja atribuída aos eucaliptos.

domingo, 18 de junho de 2017

O eterno renascimento dos ídolos

Se um empresário, um gestor, um político, grande, médio ou pequeno, faz optimização fiscal dos seus rendimentos (e optimização fiscal não é fuga ao fisco, mas uma actuação legal dos contribuintes,  através da utilização das diferentes alternativas fiscais permitidas, de modo a não pagarem mais imposto do que aquele efetivamente é devido), aqui del-rei que é criminoso, foge ao fisco, utliza off-shores, cadeia com ele, nem julgamento é preciso. Os media fazem a propaganda do delito, julgam e condenam e a turba aplaude e exige castigo maior. 
Mas se é um desportista afamado, ídolo das multidões, a coisa muda de figura. Aí, nem há sequer suspeita de optimização, muito menos de ocultação de rendimentos, o ídolo está inocente, o criminoso é o fisco, e a acusação só pode ser um acto de xenofobia, racismo ou perseguição pessoal. 
Sempre foi assim, a humanidade é isto mesmo: vai criando ídolos, novos deuses, que venera e adora e a quem não reconhece sombra de pecado.
Nada de essencial mudou no homem: no fundo, no fundo, permanece como de há dez mil anos, três mil anos ou trezentos anos a esta parte. Os deuses mudam, o homem permanece o mesmo. Mesmo que revestido da mais actualizada tecnologia.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Um fisco indecente

Hoje um amigo mostrou-me uma notificação de penhora de vencimentos emanada das finanças, obrigando a reter e a entregar ao fisco um sexto do vencimento de uma empregada doméstica, sob pena de, não o fazendo, ver o seu próprio ordenado penhorado. 
Acontece que a citada empregada, uma boa senhora, já morreu vai para 3 anos. 
Eficiente este fisco, o que não cobra em vida quer cobrar depois dela acabada.

domingo, 11 de junho de 2017

Oh, La Gauche, mon Dieu!...

Aquela que ia resolver os problemas da Europa... A tal lufada de ar fresco de que falavam os socialistas portugueses, depois da vitória de Hollande...A tal que apostava no crescimento, como se o crescimento fosse um jogo de casino...
...Mas uma televisão já disse que o PS francês acabou por ficar aquém das piores expectativas. Já temos, pois, vencedor.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A nova Troyca geringôncica

Os hospitais foram obrigados a reduzir em 35% a contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, de acordo com um decreto-lei do Governo que já entrou em vigor. Com tal medida, diz a SIC, algumas unidade de saúde já terão começado a cancelar cirurgias, antecipando a falta de médicos.
Claro que a contratação de muitos desses profissionais se destinava a colmatar a diminuição dos horários de trabalho para as 35 horas semanais.
Pois é, diminui-se o tempo de trabalho e repõem-se vencimentos, a benefício dos profissionais, e aumenta-se o tempo de espera, a prejuízo dos doentes.
Não há dúvida que a nova troyca geringôncica vai muito além da antiga troyca. Só que os cortes de verbas da antiga eram um atentado contra o Serviço Nacional de Saúde, enquanto os ainda maiores cortes da nova são para o proteger...
Milagres do novo tempo...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Gato escondido...com rabo de fora

Dívida pública em 31 de Agosto de 2014:      216.697 milhões de euros
Dívida pública em 31 de Dezembro de 2015: 226.383 milhões de euros
Dívida pública em 30 de Abril de 2017:          244.020 milhões de euros
Em 16 meses, com défices ditos pequeninos, os menores de sempre, a geringonça aumentou a dívida em 17.637 mil milhões de euros. Nos últimos 16 meses do anterior governo, a dívida aumentou 9.686 milhões de euros, apenas cerca de metade.
Diminui o défice, cresce a dívida, venham lá os sábios da geringonça explicar o fenómeno.
Mas que aqui há gato, lá isso há: gato escondido com um grande rabo de fora. Precisamente aquele apêndice que somaria ao défice se as contas fossem autênticas. 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Das técnicas de venda e publicidade

Aqui há uns meses o conceituado jornal A Bola citou um jornal inglês que noticiava que  determinado jogador do Benfica iria ser transferido para um clube de Inglaterra. 
Na sequência, um outro jornal português despropositadamente abelhudo questionou o periódico inglês sobre os fundamentos e a fonte da notícia, tendo obtido como resposta que a fonte tinha sido um jornalista de A Bola.
Agora, e coincidentemente com o retomar da notícia de uma eventual transferêncisa de Centeno para o Eurogrupo, há uma publicação que escreve que Schauble afirmou que Centeno é o Ronaldo da Ecofin. 
Acreditando que não há um resquício, mínimo que seja, de inverdade no facto de a afirmação ter sido feita, estou perfeitamente seguro de que uma busca à fonte da notícia nunca se traduziria em qualquer semelhança com a fonte de A Bola. Embora, e tratando-se em ambos os casos de transferências, haja que publicitar o produto. Enquanto é tempo.

Políticos sem futuro...

Jean-Claude Juncker, Presidente da União Europeia, não tem filhos.
Macron, o novo Presidente francês, não tem filhos.
Angela  Merkel, Chanceler da Alemanha, não tem filhos.
Theresa May, 1º Ministro do Reino Unido, não tem filhos.
Paolo Gentiloni, 1º Ministro da Itália, não tem filhos.
Os 1ºs Ministros da Holanda, Mark Rutte, da Suécia, Stefan Löfven, do Luxemburgo, Xavier Bettel, e da Escócia, Nicola Sturgeon, não têm filhos. 
Notava alguém "o desproporcionado número de responsáveis políticos que tomam decisões sobre o futuro da Europa, mas que não têm participação pessoal nesse futuro..."
De facto, dá que pensar...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mitos e Obstáculos

O país tem vivido de mitos, de tal modo assimilados que já são tomados como realidade. Eles servem a classe político--burocrática instalada que os sustenta e dinamiza, pois lhe trazem retorno eleitoral assegurado.
Mito é pensar-se que o Ministério das Finanças é o Ministério das Finanças do país quando geralmente tem sido apenas o Ministério das Finanças das administrações públicas, ou até só de algumas, ou unicamente do setor público estatal. Para melhor servir tal objetivo, o Ministério das Finanças tornou-se tentacular, comandando ou influenciando decisivamente cada vez mais áreas e organismos, acentuando a prevalência do Estado na esfera económica e tornando clara a subordinação da economia real à lógica das administrações públicas e do calendário eleitoral. Prova é a política fiscal, concebida ao exclusivo serviço do Estado e ao arrepio da economia, ou a política orçamental, ao serviço dos interesses das burocracias instaladas e dos partidos do poder. O Ministério das Finanças, salvo honrosas exceções ou mercê de imposição externa, tem-se constituído como o grande patrono dos interesses burocráticos e partidários, prodigalizando-lhes o dinheiro que retira à economia, ao investimento, à formação e reorganização empresariais, e, assim, à produtividade e inovação...
(se interessar, continuar a ler, meu artigo no jornal i)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Em prol da educação dos vindouros do século XXII

"É importante que na OCDE, no âmbito da educação 2030, projetada para pensar... como será a educação do próximo século...se identifique também que os estudantes têm de ser ouvidos... ", afirmou hoje, em Lisboa, o Ministro da Educação,Tiago Brandão Rodrigues, discursando em evento da OCDE
Pensar, aqui e agora, a educação do próximo século? Isto sim, é de Ministro que se leva muito a sério. Não sei é se, a brincar, a brincar com tanta seriedade nos quis tomar a todos por parvos. E sobretudo, os vindouros do século XXII.
PS: Creio que desta vez, para brilhar na OCDE, o insigne Ministro foi bastante além do que lhe dita o Mário Nogueira...

Direito e Justiça

A preparar pronúncia sobre ato judicial, lembrei-me de em tempos ter lido de Fukuyama (no seu fundamental The Origins of Political Order) uma reflexão marcante sobre o primado do Direito na perspetiva das suas origens na Europa. Revisitando-o, relembrei uma das mais simples mas ao mesmo tempo mais ricas definições de Direito que conheço: Direito é o conjunto de regras abstratas de Justiça que une uma sociedade. Regressado aos papéis que os órgãos da Justiça produzem, é incontornável constatar que o nível de abstração a que chegou o Direito o transforma tantas vezes na impossibilidade de chegar à Justiça...

sábado, 13 de maio de 2017

Uma ideia de jogo que ajudou o Benfica a ser campeão



A minha alma azul e branca, dorida, não me impede de dar os parabéns pela conquista do Campeonato ao Benfica e ao seu treinador. E aos seus simpatizantes. 
Isto sem prejuízo da larga comparticipação do treinador do meu clube, cuja ideia de jogo é bem o caos que o desenho mostra.
Uma ideia de jogo que levou à eliminação pelo Chaves da Taça de Portugal, e que não conseguiu mais que o empate com Feirense, Belenenses e derrota com Moreirense para a Taça da Liga, e a consequente eliminação, não merecia ganhar o Campeonato.
 Caos pior que tal ideia de jogo não me lembro de nenhum, nem o apresentado pelo Quinito, há tempos quase imemoriais. Mas esse durou pouco tempo no dragão. Este ainda lá está.  E insiste na ideia.