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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Irresponsabilidade ou inimputabilidade?

Invocar, como fez o 1º Ministro, um despacho do anterior governo para justificar a autorização de cedência do Panteão para o jantar da Web Summit é um acto da mais refinada cobardia e hipocrisia política.  Porque esse Despacho, aliás respeitante a todos os monumentos nacionais,  salvaguardava a não autorização da cedência, tout court, e sobretudo para eventos que não respeitassem a dignidade do monumento, museu ou palácio. 
Lembra também o ziguezaguear cobarde de Centeno, quando alijou para António Domingues o ónus de não ter compreendido as condições em que aceitou ser administrador da Caixa Geral de Depósitos. 
Quando as coisas correm mal, o governo sacode a sujidade do capote, responsabilizando os outros pelo lixo que faz. 
Também a tragédia de Pedrógão foi devida ao downburst, o surto de legionella num hospital público  foi devido a falha técnica e os últimos incêndios em Coimbra,e Viseu ao aquecimento global. E Tancos nem existiu. 
Não sei se irresponsabilidade ou inimputabilidade. Talvez ambas. Escolha quem quiser. 

5 comentários:

Pelorigor disse...

Caso Tecnoforma - Bruxelas contraria Ministério Público e diz que houve fraude.
Alegada ajuda de Miguel Relvas a Passos Coelho foi arquivada em Portugal • Gabinete anti-fraude da Comissão Europeia diz que houve fraude • Investigadores defendem que Tecnoforma tem de devolver seis milhões Investigação de José António Cerejo, Destaque, 2 a 6, in jornal Público, 13/11/17.

Este Cerejo foi o jornalista que desmascarou o safado - o que vivia à custa do amigo da Covilhã - será que também irá desmascarar este imbróglio da Tecnoforma?
Nós já tivemos corruptores alemães condenados na Alemanha por corrupção no negócio dos submarinos, sem os correspondentes corrompidos em Portugal.
Portanto, o mais certo é ficar tudo em águas de bacalhau.
Somos mesmo um país de brandos costumes.

Oscar Maximo disse...

Caso Tecnoforma - Ministério Público contraria Bruxelas contraria e diz que não houve fraude.
Senhor pelo rigor, há que respeitar a cronologia !

Pelorigor disse...

Senhor Oscar Máximo:
Pois, pois.
Veremos se não houve fraude se a UE não obrigar à reposição dos milhões brilhantemente gastos em formação aeronáutica pelos especalistas Relvas, Passos Coelho e companhia..
Já no caso dos submarinos, em Portugal não houve corrompidos, mas na Alemanha os corruptores foram condenados.
Como todos sabemos, a investigação do MP português e a Justiça portuguesa são exemplos mundiais de eficácia.
A UE tem muito a prender connosco quando acusa assim, levianamente, duas pessoas acima de qualquer suspeita.
Os antolhos partidários são um adereço muito incómodo, retire-os quanto antes.
E pense no que o senhor diria aqui se, em vez destes dois figurões, estivessem os dois pulhas Sócrates e Vara.
Aposto que diria o mesmo que disse agora.
Não era?

Tiro ao Alvo disse...

"Como todos sabemos, a investigação do MP português e a Justiça portuguesa são exemplos mundiais de eficácia".
Aguardemos pelo julgamento do Sócrates. Pode ser que o MP português não fique assim tão mal classificado. Aguardemos, pois. E quem tem telhados de vidro faz bem em acautelar-se.






Pinho Cardão disse...

Mesmo numa leitura sem qualquer rigor, entendia-se que o meu post era sobre a hipocrisia do comunicado do governo quanto à utilização do Panteão para eventos festivos, atribuída a um despacho do anterior governo. Entendimento que seria reforçado, se preciso fosse, por uma leitura feita ao abrigo de qualquer lema pelo rigor.
Todavia, há quem não tenha entendido rigorosamente nada.