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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Uma geringonça voraz

Agora, o Rio Douro vai ter portagens
A voracidade da geringonça não tem limites e nada lhe escapa. Diz agora que o rio é uma auto-estrada.   
Não tarda e teremos portagens no Tejo, Vouga, Mondego e Guadiana, nas pontes e viadutos e à entrada das localidades. Há que bater recordes, e aumentar ainda mais a carga fiscal, já a maior da União Europeia.

13 comentários:

Carlos Sério disse...

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou que a carga fiscal aumentou 0,3 pontos percentuais em Portugal em 2015 face a 2014, atingindo os 34,5% do PIB, o que coloca o país na 16.ª posição.

Carlos Sério disse...

“já a maior da União Europeia”

Comparando com os restantes países da OCDE, verifica-se que Portugal é o 16.º país com uma carga fiscal mais elevada, acima de Espanha (33,8%) e da Irlanda (23,6%), mas abaixo da Grécia (36,8%) e da Itália (43,3%).

Bartolomeu disse...

Já em anteriores governos se registou o mesmo género de "esperteza".
Deixam que as coisas se estabeleçam e depois aplicam-lhe com a taxa.
Por outro lado, há de convir que o negócio dos passeios no rio Douro cresceu imenso - há uns meses atrás estive em Barca De Alva e contei 5 barcos-hotel atracados ao cais. É justo, em minha opinião que os operadores turísticos paguem uma taxa por utilização dos cais e das eclusas.
Esta notícia deixou-me apreensivo, duplamente apreensivo, devo confessar; porque raio pararam o escalonamento das portagens em 2020? Porque a partir deste ano os aumentos previstos serão de tal forma escandalosos que foi melhor omiti-los? Porque até lá as previsões climatéricas são de tal forma caóticas que deixará de ser possível navegar no Douro?

Bartolomeu disse...

Ah!
Quero deixar um recado, um recado não, uma sugestão à sô dona Raquel Maia; já que vai mandar fazer a tal auto-estrada que não se esqueça de instalar a via verde e as áreas de serviço para o reabastecimento e o xixizinho.

Zuricher disse...

Caro Bartolomeu, já há muitos anos que se paga a taxa de circulação, devida em cada eclusa pela qual os navios passarem. Nos cais não sei como funciona mas duvido muito que a sua utilização seja gratuita.

Bartolomeu disse...

Caro Zuricher,
Nos cais, diz a notícia que o caro Dr. Pinho Cardão assinala, não há lugar a pagamento.

Pinho Cardão disse...

Em matéria de carga fiscal comparada com outros países o que interessa é medi-la em termos de poder de compra.
A Holanda é um dos países com carga fiscal mais elevada, 46,6% do PIB, enquanto em Portugal é 34,5%. Segundo o FMI, em termos de PIB per capite em termos de poder de compra da Holanda é de 49.166 dólares, enquanto o português é de 27.835 dólares. Aplicando as respectivas taxas de imposto, o rendimento disponível médio de um holandês é de 26.255 dólares, enquanto o do português é de 18.510 dólares, isto é, mais cerca de 42%. Em termos de paridade de poder de compra.
A Holanda não tem serviços públicos inferiores aos nossos, pelo contrário, nem uma dívida pública comparável. Até por aqui se vê a ineficiência do nosso Estado e que tantos pretendem tornar maior e, porventura, mais fossilizado.
Em termos de paridade de poder de compra, Portugal é dos países com carga fiscal mais elevada. E sem contrapartida no funcionamento dos serviços públicos.

Pinho Cardão disse...

Corrijo o português do terceiro período do anterior comentário:
Segundo o FMI, o PIB per capite em termos de poder de compra da Holanda é de 49.166 dólares, enquanto o português é de 27.835 dólares.

Carlos Sério disse...


Sobre a carga fiscal, a questão não é "o que interessa é medi-la em termos de poder de compra", mas o que foi dito - "aumentar ainda mais a carga fiscal, já a maior da União Europeia".

Pinho Cardão disse...

Tecnicamente, o que é correcto e importante (e, assim, interessa), é medi-la em termos de paridade de poder de compra.
Politicamente, para muitos, o que interessa é aumentar ainda mais a carga fiscal, já a maior da União Europeia.

Carlos Sério disse...

Melhor que a argumentação do Pinho Cardão só mesmo a do Nuno Espírito Santo.

Alberto Sampaio disse...

Os 3 da governaçao criticavam abundantemente a carga fiscal aplicada pelo governo anterior. Agora fazem o mesmo. Atençao, que agora é para nosso bem e para justiça social, claro, só podia ser. Aldraboes.

Alberto Sampaio disse...

Especificamente sobre as portagens no Rio Douro as justificaçoes no jornal sao dúbias pelo que nao fiquei esclarecido.