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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Propaganda rasca III-Fim da austeridade a 30 e 53 cêntimos por mês

Pondo fim à austeridade, o Governo aprovou a atualização do escalão 3 do abono de família.em 53 cêntimos por mês. O escalão 2 terá um aumento de 70 cêntimos  e o escalao 1 terá um aumento de 1,2 euros por mês.
Já no que se refere à pensões, quem ganhava 299,90 euros vai ter um aumento de 30 cêntimos, quem ganhava 505,5 euros vai ter um aumento de 50 cêntimos. Por mês!...
No fim, a propaganda rasca do governo continua a proclamar o fim da austeridade. E a achincalhar despudoradamente os beneficiários, dizendo que os aumentou. A ética socialista em movimento. 

23 comentários:

Bartolomeu disse...

Há muito tempo, conheci o enfermeiro que prestava serviço permanente num Orgão do Estado.
Acontecia, por "desconhecidos" motivos, que variadíssismas funcionárias do dito Orgão, procuravam os serviços deste profissional, alegando profundo mau-estar, chegando a atingir o desmaio.
O enfermeiro, corretíssimo no seu desempenho profissional, aplicava-lhes injeções de água.
O facto é que as achacadas donzelas recuperavam milagrosamente, enaltecendo por todos os serviços, a sabedoria daquele enfermeiro, em nada inferior à de um verdadeiro Doutor.
Quando o conheci, estava a dois dias de entrar para a reforma. E um dia, enquanto almoçávamos, confidenciou-me o "truque" que usava, cognominando-o de "efeito placebo".
Quem sabe se estes cêntimos causarão o mesmo efeito e façam com que este país comece a deixar de sentir-se a desmaiar...

Luis Franco disse...

Com tanto dinheiro vai ser uma fartação de viagens, cruzeiro, safaris e jantaradas!

João Pires da Cruz disse...

- Para os pensionistas com pensões de invalidez e velhice inferiores ao salário mínimo MAIS DE !.5 MILHÕES DE PESSOAS, o sujeito vai subir a despesa pública em 9 milhões de euros para que estas passem a receber mais 50 cts no fim do mês.
- Para os funcionários públicos, cerca de 720 mil pessoas, cujo vencimento médio é de 1600 euros por mês, o sujeito vai subir a despesa pública em 316 milhões de euros.

Vale mesmo a pena ter uma república independente. E temos que louvar o presidente da república por ter montado este esquema.

Pinho Cardão disse...

Csaro João Pires da Cruz:
Eis o socialismo no seu esplendor!...

Bartolomeu disse...

Caro Pires da Cruz,
quando refere esse valor de vencimento médio para os funcionários públicos, está a pensar na Alemanha, não?!

João Pires da Cruz disse...

Não, é Portugal. Acredite, é Portugal. Achava o quê, que isto falia por azar?

João Pires da Cruz disse...

Não, é Portugal. Acredite, é Portugal. Achava o quê, que isto falia por azar?

Bartolomeu disse...

Caraças!!!
Mas porque é que nunca vivi nesse Portugal, enquanto fui funcionário público?!
Isso não será ficção, caro Cruz?

Carlos Sério disse...

Depois de quatro anos de uma política de cortes generalizados levados a cabo pelo governo Coelho/Portas em que os postadores do IV Republica sempre louvaram, aparece agora um novo governo que começa a reverter tais cortes.
Nas pensões, nos subsídios de solidariedade para idosos, nos subsídios de inserção social, nos subsídios de solidariedade para idosos, no subsídio de doença, no aumento do abono de família, etc, etc.
E torna-se deveras curioso assistir à gritaria que tais amantes da austeridade revelam agora.
Ora se manifestam quanto à pequenez dos aumentos ora se manifestam contra a despesa que tal política de reversão acarreta aos cofres do estado.
Afinal em que ficamos? Tenham senso.

Alberto Sampaio disse...

Qualquer pessoa no seu perfeito juízo é a favor da melhoria das suas condições de vida. Qualquer pessoa responsável sabe que não deve viver acima das suas possibilidades. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que o ps tem no seu curriculum 3 bancarrotas. Qualquer pessoa honesta sabe que uma grande parte dos actuais governantes fizeram parte da última bancarrota. Qualquer pessoa de esquerda honesta ficará satisfeita pelo governo anterior ter deixado as contas públicas num estado que aparentemente permitem ao governo actual reverter as políticas de austeridade. Reconheço que o governo anterior cometeu vários erros, mas também reconheço que foi único que fez um esforço sério para melhorar a situação das contas públicas. Qualquer pessoa honesta tem receio de medidas populistas e de crescimento do estado que acabam comprovadamente em miséria. Qualquer pessoa sabe que os actuais dirigentes do ps são em geral uma cambada de mentirosos.

Carlos Sério disse...

EM BANCARROTA?

Quando em 2010 a dívida pública era de 93% do PIB e agora é de 130% do PIB!
Quando a dívida externa líquida em 2010 era de 82,7% e agora é de 104,5% do PIB!
Quando a produção nacional em 2010 valia 180.000 milhões de euros e agora vale apenas 173.000 milhões de euros!
Quando em 2010 pagávamos anualmente em juros de dívida pública 4.896 milhões de euros quando agora pagamos mais de 8.500!
Quando o Investimento ascendia em 2010 a 36.938 milhões de euros e hoje não ultrapassa os 25.200 milhões de euros!
Quando em 2011 tínhamos 4.740 mil empregos e hoje recuámos para apenas 4.500!
Quando a taxa de incumprimento de créditos à banca das famílias, estão em máximos históricos!
Quando a o número de pessoas que emigram todos os anos é maior do que na década de 1960!
Quando aumentou a pobreza e a desigualdade social neste período de governação da coligação PSD/CDS!
Depois de olhar-mos para estes indicadores e dados económicos resultantes da governação Coelho/Portas, como é possível alguém hoje vir falar de que a situação económica, social e financeira do país está bem e muito diferente da situação de “bancarrota” em que o país se encontrava em 2011?
É preciso estra na verdade muito fora da realidade.
A única coisa que está melhor são os valores dos juros da dívida em mercado secundário. Mas isso nem sequer é obra do governo. Deve-se à nova política do BCE e da União Europeia entretanto ensaiada.

Carlos Sério disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Sério disse...

ESFORÇO SÉRIO?

Quem aumentou mais a Dívida Pública? A Governação Sócrates ou a de Coelho/Portas?
A resposta é simples analisando os valores da dívida. Comparando, temos que a média anual do aumento da dívida na governação Sócrates (2005,2006,2007,2008,2009,2010) foi de 11.750 milhões de euros/ano enquanto na governação de extrema-direita Coelho/Portas (2011,2012,2013,2014) a média anual foi de 12,195 milhões.

Quem mais aumentou o Défice Público? A governação Sócrates ou a de Coelho/Portas?
A média do défice público nos seis anos de governação Sócrates foi de -6,30 p.p.do PIB e nos quatro anos de Coelho/Portas foi de -6,25 p.p.
Só que no primeiro não houve as receitas extraordinárias, quer pelas privatizações (mais de 9.000 milhões de euros) quer pelo colossal aumento de impostos (só em IRS mais de 3.200 milhões de euros) quer pelos cortes nos salários e pensões que houve no da coligação PSD/CDS e que retirou do rendimento dos portugueses, retirou da economia, tudo somado nestes quatro últimos anos, qualquer coisa como mais de 50.000 milhões de euros.

Pinho Cardão disse...

Caro Carlos Sério:
Independentemente da colossal poluição imbebida no comentário, e na qual, por uma questão de higienee, nem me quero envolver, apenas refiro que pensava que o custo do tratamento só vinha depois de o vírus ter feito o seu caminho e se ter manifestado...
Afinal, quem dissemina o vírus é um herói. Sinal dos tempos.

Carlos Miguel Praxedes disse...

Caro Dr. Pinho Cardão,

Gostava eu, e talvez não seja o único de ver rebatidos os argumentos do Sr. Carlos Sério.

Mas, de uma forma igualmente séria, claro.

Zuricher disse...

Caro Carlos Praxedes, sem, em absoluto, querer substituir-me ao nosso ilustre e estimado Pinho Cardão que, certamente, poderá dar uma resposta muito mais completa e detalhada, os argumentos de Carlos Sério eivam, por um lado de propaganda básica facilmente desmontavel e, por outro, dum grande desconhecimento sobre o que são os ajustes económicos e os seus efeitos na economia no curto prazo... e nos médio e longo.

No que toca ao aumento da dívida pública, bem, essa é simples. Se o deficit não é zero, então isso significa que a dívida pública em valor absoluto continuará a aumentar dado o deficit orçamental ser coberto com emissão de dívida. Em termos de % do PIB, se o deficit é superior ao aumento do PIB então é normal que a dívida pública também aumente em percentagem do PIB. Acredite, caro Carlos Praxedes, não quereria ver os efeitos de ter-se passado dos deficits existentes no Portugal de há uns anos para um deficit 0 da noite para o dia. Não seria bonito de ver. Por outro lado houve a inclusão no perímetro orçamental duma série de entidades que anteriormente não contavam para ele. Isto levou a que dívida que estava numa série de entidades públicas passasse a ser considerada para efeitos de dívida pública. Acabou-se a brincadeira das desorçamentações, objectivo para o qual muitas tinham sido criadas. Pode ver aqui - https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjE0_2rmO3JAhXJ2BoKHUDAAA0QFgg0MAM&url=https%3A%2F%2Fwww.ine.pt%2Fngt_server%2Fattachfileu.jsp%3Flook_parentBoui%3D215688808%26att_display%3Dn%26att_download%3Dy&usg=AFQjCNE_K47ajITifHsTBPBe8uHrsqmQMg - a lista completa das entidades públicas reclassificadas. Tudo isto passou a contar para a dívida pública o que não acontecia anteriormente. O Eurostat obrigou - e muito bem - a que se acabassem as brincadeiras contabilisticas de esperteza saloia.

Quanto ao abrandamento na actividade económica, é algo que sempre e em todo o lado desde o império Romano aconteceu aquando da necessidade de ajustamentos económicos. Dois grandes exemplos existem em Espanha. O primeiro, as bancarrotas de finais do século XVI que foram as causas para a perda de influência mundial de Espanha ao longo do século XVII que por fim redundaram na perda do Império. Um outro caso mais recente, o plano de estabilização económica de 1959, o normalmente chamado Plan Ullastres, que, entre outras coisas levou o desemprego até cerca de 20% em poucos meses quando anteriormente estava na casa dos 5%. Mas foi precisamente esse plano que permitiu pôr em ordem as contas públicas da Espanha desses tempos e, em última análise, permitiu o milagre económico da década de '60. Claro que com moeda própria estas coisas são mais faceis dado um dos passos ser sempre a desvalorização da moeda e isso no contexto do Euro não pode ser feito o que torna necessária a desvalorização interna, algo que os cidadãos sentem muito mais por não haver o efeito placebo da ilusão monetária.

Embora tendo metido a foice em seara alheia gostava em todo o caso de ler maiores e mais profundas explicações do nosso apreciado blogger Pinho Cardão.

Carlos Sério disse...

Caro Miguel Praxedes

Ao contrário do que afirma o caro Zuricher aqui: “os argumentos de Carlos Sério eivam, por um lado de propaganda básica facilmente desmontável”, o certo é que no seu comentário não se vislumbra onde é que foram “desmontados” qualquer dos dados que foram apresentados (e não argumentos).
As suas explicações são simplesmente não explicações despossuídas de qualquer lógica ou razão factual. E não poderia contradizer o que quer que fosse porque se tratam de dados retirados dos Relatórios do BP e do Pordata.
E quando não há argumentos apenas se insinuam coisas e loisas para fugir à discussão dos dados objectivos. Afirma o Zuricher ser “propaganda básica facilmente desmontável”, só que o homem esqueceu-se de a desmontar, como qualquer um observa pela leitura do seu comentário.

Sabe caro Miguel Praxedes, os amantes da austeridade são dogmáticos. Acreditam na austeridade como solução única e radical de desenvolvimento, qualquer coisa como este absurdo “para sair da austeridade é preciso manter a austeridade” e colocando a austeridade como um fim em si mesmo.
O enxerto da “explicação” sobre o défice é simplesmente ridícula.
O certo é que o governo Coelho/ Portas dobrou a austeridade imposta no memorando, dobrou o valor das privatizações impostas no memorando, provocando uma recessão dupla da que seria expectável e não cumpriu em qualquer dos anos em que tivemos sob ajustamento qualquer das metas do défice e da dívida inscritas no memorando. São dados não são argumentos.

Alberto Sampaio disse...

Caro Carlos Sério,

O caro Zuricher já respondeu em grande parte. Pena é que não se dê ao trabalho de perceber. Depois pensava que se pediam 78mil milhões e já está? Não os ficávamos a dever? E o défice todos os anos? Quem deixou o défice descontrolado foi o ps! Com o défice vem mais dívida, naturalmente. Por isso importava reduzir o défice de forma a ser pagável, pelo menos os juros da mesma. Isto é tudo muito óbvio. Queria que se pagasse a dívida com conversa fiada. Muitas destas coisas já aqui foram explicadas ao longo de vários artigos e já lhe disse anteriormente isso. E naturalmente que nunca ouviu aqui dizer que o governo anterior tinha sido perfeito, longe disso. Portanto, está de má fé. Não seja desonesto. Já estou cansado das suas manhas e artimanhas sistemáticas. Começa a perceber-se que foi aqui plantado pelos aldrabões dos actuais dirigentes do ps. Sim, aldrabões. 3 bancarrotas falam por eles.

Alberto Sampaio disse...

Caro Miguel Praxes,

O caro Pinho Cardão deu grande parte da resposta na metáfora.

Pinho Cardão disse...

Caro Carlos Miguel Praxedes:

Ser-me-ia fácil contestar quer os números, quer o enquadramento que o Carlos Sério apresenta. Mas não o vou fazer, e por duas razões, a primeira, porque o Zuricher e o Alberto Sampaio já responderam ao essencial e a segunda, porque o teor da argumentação usada pelo C.Sério não me motiva nada a replicar.
E, já agora, por uma terceira razão, a de que o invocado argumento baseado no pressuposto de que há "amantes da austeridade" ou de que os políticos do anterior governo quiseram a "austeridade pela austeridade" atenta contra contra o mais elementar bom senso e atribui a quem ouve ou lê um grau de inteligência abaixo do zero absoluto. Deixo então o nosso amigo Carlos Sério com o monopólio da inteligência destas coisas.

Carlos Sério disse...

Insisto.
O certo é que o governo Coelho/ Portas dobrou a austeridade imposta no memorando, dobrou o valor das privatizações impostas no memorando, o que provocou uma recessão dupla da que seria expectável e não cumpriu em qualquer dos anos em que tivemos sob ajustamento qualquer das metas do défice e da dívida inscritas no memorando.
São dados não são argumentos.

Entretanto, o Miguel Praxedes é que continua sem respostas.

Pinho Cardão disse...

Caro Carlos Sério:
Tive agora a prova real, irrefutável e absoluta do que já sabia e é que não necessita de qualquer resposta minhaa´: as ideias do meu amigo são definitivas, estão solidifucadas, diria melhor, petrificadas.
No meio disto tudo, é Natal. Os melhores votos de Boas Festas para o meu amigo e todos os que estima. E, não vá eu estar excluído destes, também para todos os que não estima...
Abraço natalício

dudet robert disse...

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