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quarta-feira, 8 de março de 2017

Para reflectir no Dia Internacional da Mulher

Unadjusted gender pay gap, 2015 (difference between average gross hourly earnings of male and female employees as % of male gross earnings)

Uma mulher em Portugal para ter o mesmo ordenado do que um homem tem de trabalhar mais 61 dias no ano, ou seja, mais dois meses. É como se a mulher deixasse de receber os vencimentos relativos aos meses de Novembro e Dezembro e o homem recebesse o ano por inteiro. A situação agrava-se nas profissões mais qualificadas. Um outro dado peculiar é que embora em Portugal as mulheres detenham mais qualificações (licenciatura, mestrado, doutoramento) e, consequentemente, a qualificação adequada para o exercício de cargos de chefia e de topo, continuam a ser os homens a ocupar predominantemente tais cargos. Esta opção “corresponde em muito à inadequada e teimosia persistência do estereótipo socialmente enraizado: mulher/cuidadora da família vs homem/provedor do agregado familiar”.
A situação descrita não é um exclusivo de Portugal, atravessa toda a União Europeia. Há muito trabalho a fazer para mudar mentalidades, especialmente para que as sociedades tomem consciência e desejem tirar partido dos benefícios da diversidade do género. 

2 comentários:

Vasco Ja foste disse...

ahh, esse feminismo...

Estas estatísticas estão erradas para qualquer mortal que trabalha com mulheres sabe que estas estatísticas estão erradas.

A liberdade que as mulheres tem de escolher a vida que querem depende apenas delas.

Depende das escolhas que fazem.
Depende do que querem para serem felizes.

Estas estatísticas é a origem do discurso de: "coitadinhas que as mulheres são"
Este discurso é o mais baixo que se pode ter para com uma mulher.

As mulheres são tão capazes como os homens!

Ou será que não?

A minha filha questionou-me sobre as profissões, que podia ser ou não!

Eu disse-lhe que poderia ser o que quisesse, mas... que há profissões que podes ganhar mais ou menos. e que há profissões que são adequadas para os homens, como trolha.

Eu gosto muito da minha filha e faço tudo para ela ser feminina. posso afirmar que sou feminista.

Gosto de mulheres femininas.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Vasco Ja Foste
Sobre a desigualdade salarial do género aconselho a leitura desta notícia:

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-03-08-Islandia-vai-ser-primeiro-pais-a-exigir-prova-de-igualdade-salarial-as-empresas