Número total de visualizações de páginas

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

“Vinismo”

As virtudes do vinho têm sido, nos últimos anos, divulgadas à exaustão. Não há dia que não surja uma notícia sobre os efeitos benéficos na saúde, apontando como responsáveis, entre outras, substâncias como os polifenóis e o resveratrol.

As doenças cardiovasculares são a principal atracção desta campanha, a que não devem ser alheios muitos produtores e industriais. Quanto mais venderem, mais lucram, além de oferecerem à população um meio profiláctico de preservar a saúde e prolongar a vida! Enriquecem as economias nacionais e evitam doenças. Nada mau.

Mas não se pense que esta ideia de o vinho fazer bem à saúde é de agora. Qual quê! Já tem muitos anos.

A este propósito, não queria deixar de comentar um interessante ensaio sobre “O Vinho na Medicina” da autoria de um português, Fernando de Castro Pires de Lima, incluída na obra, “Ensaios”, publicada em 1943.

O autor, que era médico, dedicava-se à etnografia, facto que o levou a escrever um ensaio com o objectivo de demonstrar que o vinho é um importante elemento terapêutico em diversas doenças, chegando ao ponto de considerar esta hipótese como “revolucionária”.

Descreve exemplos curiosos, sobretudo das pessoas do Minho, que usavam, segundo o Padre António Vieira, “aquele cordeal simples, medicado pela natureza para alegrar o coração humano”. “As cefaleias desaparecem com um bom copo de vinho verde” (Dói-me tanto a cabeça, Que me quer cair ao chão, Dai-me mais uma pinguinha, Ou ela me caia ou não…). Dores de ouvidos? Lançar um pouco de vinho morno no ouvido doente! E eu que levei com leite de mulher! Laringites e faringites? Nada melhor do que meia dúzia de copos de vinho verde com açúcar. O indivíduo está fraco? Uma tigela de vinho tinto com sopas de boroa fortalece-o rapidamente. Espinhela caída? Pão-de-ló embebido em excelente vinho verde! Aqui fiquei furioso! Quando era pequeno, talvez porque devia andar meio enfezado, fizeram-me o diagnóstico popular de que devia ter a espinhela caída. Chamaram uma mulher, meia trombuda e seca, lá das bandas do Rossio, para me levantar a espinhela. Foi um tormento. Entre rezas, lamparinas e movimentos bruscos, fui sujeito a uma besuntada, nos bracitos, nos punhos e no peito, com azeite. Não suportava aquela gordura e muito menos o cheiro que me fazia lembrar o azeiteiro que cheirava a ranço que tresandava. Se tivesse tido conhecimento desta medida exigiria de imediato que me dessem pão-de-ló embebido em vinho em vez daquele ritual assustador. Se não houvesse vinho verde sempre havia tinto!

O ensaísta continua na sua longa lista de efeitos benéficos. Para aumentar a diurese, vinho verde e muito! Para tratar as diarreias e a obstipação, vinho. Para combater as dores do tubo digestivo, vinho. Para curar furúnculos e feridas exteriores, vinho. Em certos tipos de doenças cardíacas, nalgumas doenças infecciosas, incluindo blenorragias e enterites (!), nas bronquites e nas anginas, e sei lá que mais, vinho. Não há praticamente doença nenhuma que, na perspectiva de antanho, não possa ser tratada com vinho, excepto, talvez, as úlceras gastro-duodenais e o cancro do estômago, afirma o autor. No entanto, até nas úlceras, se o vinho for fraco ou traçado com água, os efeitos benéficos manifestam-se quase de imediato.

A apologia ao vinho é de facto extraordinária. O autor recomenda que toda a gente devia beber vinho, inclusive até as crianças. Deveria ser um imperativo nacional! Obviamente que descreve alguns cuidados a ter com a ingestão que deve ser moderada e adequada a cada caso e a cada tipo particular de afecção. Muitas vezes preconiza o uso de vinho fraco ou então misturado com água, em proporções adequadas.

A este propósito, vinho misturado com água, recordo que, em miúdo, nos decursos das brincadeiras com os meus amigos, ficar, naturalmente, com muita sede. Batia à primeira porta e pedia um copo de água. – Água? Nem pensar nisso meu menino! Espera um pouco que eu faço-te um refresco. Passados alguns minutos, era presenteado com uma generosa caneca de barro cheiinha de uma mistura de água e vinho a que juntavam um pouco de açúcar. Vinha mesmo a matar. Sabia tão bem! Noutras casas não me davam este tipo de refresco, mas sim um à base de groselha ou de capilé. Pessoalmente preferia o outro, mais saboroso e mais energético…

Daqui a alguns anos, quando os seres humanos andarem cheios de próteses, de fios, de mecanismos nanotecnológicos, implantes e órgãos artificiais, é provável que apareçam artigos, e as correspondentes notícias, a afirmarem que está provado, cientificamente, que as próteses duram mais, os fios não fazem curto-circuitos, os dispositivos nanotecnológicos são muito mais eficientes, enfim, que os doentes, para não falar dos sãos, viverão muito mais anos, caso bebam vinho! Espero que não digam: - Mas só do tinto!

Também fiquei a saber que o famoso professor Portman, que presidiu ao “Primeiro Congresso do Comité Internacional para a propaganda do vinho” (Lausanne, 1935), citou, na abertura do congresso, a seguinte frase de Mussolini: “O homem doente que bebe vinho chega a mais velho que o médico que lhe proíbe”. Nem mais. Não sei se o dito bebia vinho! Pelo menos não evita mortes violentas! Deve ser por isso que, ainda hoje, depois de muitos conselhos dietéticos, higiénicos e farmacológicos, lá vem, no final da consulta, a pergunta sacramental: “Senhor doutor, eu posso beber um copito de vinho?”. Ou não fôssemos portugueses e…portuguesas!

Vinismo – termo utilizado no Estado Novo em contraponto ao alcoolismo: “vício benigno e salutar”!!!...

Os prazos e o segredo de justiça


O Expresso de amanhã vai tratar a questão da redução dos prazos do segredo de justiça prevista nos Códigos Penal e do P. Penal e das críticas que essa redução tem concitado. Uma das críticas é a do Sr. Procurador-Geral da República, que se queixa de que a redução dos prazos prejudica as investigações. Não creio que tenha razão. O prazo é um constrangimento em todos os sectores de actividade. Pelo prazo se ganham ou se perdem contratos, pelo prazo se ganham ou se perdem encomendas, pelo prazo se prestam ou se perdem serviços. São as organizações que têm que se adaptar a esse constrangimento e não o constrangimento às organizações. Também tem que ser esse o lema dos serviços públicos, sob pena de não servirem ou servirem mal os cidadãos.
Os Códigos Penal e do Processo Penal estabeleceram prazos, equilibrando o interesse público e os direitos dos cidadãos. As Polícias e o Ministério Público ficaram a saber com o que contam, conhecem os objectivos e têm é que pensar em cumpri-los. Recrutando pessoal habilitado, formando agentes qualificados, organizando os serviços e as equipas, gerindo prioridades. Aumentar os prazos do segredo de justiça mais não faz do que submeter os direitos dos cidadãos aos tempos, caprichos e “dolce fare niente” das burocracias.
O Procurador-Geral parece-me pessoa confiável, íntegra, homem de boa vontade. Mas não é, nem se pode tornar num mero mais um do Ministério Público. Se se comporta como tal, deixa de o dirigir e passa a ser dirigido. Em vez de o transformar, passa a ser assimilado. A ser o seu Delegado. Neste caso dos prazos é o que parece estar a acontecer. Oxalá me engane e o Procurador-Geral não esteja já a ser tragado pela organização.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Do Presidente, à atenção de V. Ex.cias

Claro que a questão que motivou a comunicação ao País por parte do senhor Presidente da República não é politicamente dispicienda. E nem o excesso na forma como quis anunciar o veto político ao novo Estatuto Politico-Administrativo da RA dos Açores num aspecto onde o Tribunal Constitucional não viu desconformidade com a Lei Fundamental, lhe retira importância. Trata-se, afinal, da delicada questão dos poderes dos órgãos de soberania, que não podem ver-se diminuidos no entender presidencial (mesmo que em pequena escala, como é o caso) a pretexto da revisão de uma lei infra-constitucional, como é o Estatuto.
O Presidente falou alto para o país político ouvir. O País político ouviu, e agirá venerando e obrigado, encontrando com facilidade o consenso parlamentar que além de expurgar as inconstitucionalidades em que a Assembleia da República unanimemente decaiu, evite o conflito institucional com a presidência da República.
O assunto objecto da comunicação urbi et orbe do Presidente vai exaurir-se, pois, em breve. Iniciada nova sessão parlamentar, apressar-se-ão os deputados a reconhecer que com este Presidente da República não vale a pena ensaiar qualquer tentativa de redução, ainda que simbólica, do estatuto presidencial. E tratarão, sem grande discussão, de regressar à fórmula em vigor. Finito.
Mas para mim o significado político mais relevante desta inesperada intervenção presidencial, não é, manifestamente, o que atrás anotei.
Foi enorme a expectativa com que durante todo o dia os portugueses aguardaram que o Presidente lhes falasse. Estou em crer que tendo falado o Presidente, a larguíssima maioria achou que foi um mero rato o que saiu do ventre da montanha. Encolheu os ombros à preocupação do Presidente que está longe de ser a preocupação das famílias, e voltou-se para a telenovela. E, no entanto, a expectativa tensa que hoje se sentiu por todo o País, significa que os portugueses acham que o Presidente da República tem razões para falar áqueles que representa. E que todos desejam, intensamente, ouvi-lo.
Isto sim, é politicamente muito significativo.

O pretexto dos Açores

Não creio que Cavaco tenha falado sobre os Açores. Ou melhor, até falou dos Açores. Como mero pretexto para outras mensagens.
A primeira, para deixar bem entendido que já tinha chamado a atenção, a quem de direito, para o facto e não foi ouvido. Para o facto e para outros factos.
A segunda, para deixar bem entendido que a Assembleia da República não pode vogar ao sabor do oportunismo de ocasião, já que o Presidente acabou de promulgar disposições agora contrariadas no diploma em apreço.
A terceira, para deixar bem entendido que o apoio institucional e até a colaboração activa que vem mantendo com o Governo exige reciprocidade.
Cavaco, pretextando falar sobre os Açores, falou da actuação do Governo e do futuro, para deixar bem entendido que as suas opiniões sobre as opções governativas têm que ser levadas em séria linha de conta. Falou com solenidade e ritual, para melhor se fazer perceber.
Como se esperaria, e pelo que já ouvi, comentadores houve que nada entenderam. Ou, tão enfeudados ao Governo, que nada quiseram perceber.
Nada de estranho; por isso é que são comentadores oficiais!...

Descer o IVA sim, descer os preços é que não!

O exemplo deve vir de cima, já alguém dizia. Mas nem sempre é assim. Quando justamente se esperava que viesse, foi quando justamente não veio. Vem isto a propósito da recente descida da taxa do IVA de 21% para 20%.
Ouvi hoje no Rádio Clube que a EMEL não desceu os preços do parqueamento em Lisboa. Segundo a notícia:
A Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) não baixou os preços do estacionamento em Lisboa com a descida do IVA. Os argumentos da empresa de estacionamento da capital são iguais à empresa de estacionamento de Évora, que ficou ontem com os parquímetros bloqueados pela ASAE, por não cumprir a lei.
A EMEL garante que desceu o IVA para 20%, mas que a mudança não altera o valor final cobrado aos utentes. Pois a questão é justamente essa. Baixou o imposto, o que aliás não podia deixar de ser, mas não reflectiu ou partilhou a redução com os utentes. O preço final a pagar não sofreu qualquer alteração. Ficou tudo na mesma!
Certamente que não temos que nos admirar com estas práticas empresariais. É o mercado a funcionar ou por falta dele a não funcionar. Mas sendo a EMEL uma empresa pública municipal seria de esperar que desse o exemplo. Seria de esperar uma descida dos preços dos parquímetros em razão da descida do IVA. Constituiria uma sinalização correcta do efeito esperado da medida fiscal, ou seja, a redução dos preços finais dos bens e serviços sujeitos à taxa normal do IVA.
Talvez porque a amplitude da descida (1%) é materialmente pouco significativa na factura mensal das famílias e sem efeitos expressivos no seu bolso os consumidores optaram pelo silêncio em lugar de questionar a eficácia da medida. Estão talvez cansados e desanimados em relação aos benefícios recorrentemente anunciados pelo governo. Uma reacção que tem contornos de anemia e que se não for convenientemente tratada pode acabar muito mal…

O computador técnico!...

Portugal é cada vez mais um país de inventores. Não daqueles pífios produtos que podem ser produzidos e comercializados, que geram emprego e riqueza, isso seria desperdiçar tempo, mas sim daquelas coisas mirabolantes, género criar, no prazo recorde de um ano, os melhores alunos de matemática do mundo.
Ouvi ontem que também inventámos o primeiro computador para a criançada dos 6 aos 10 anos e até me parece que vi Sócrates, como lídimo representante da classe e seu primeiro utilizador, a tranquilizar os desconfiados, afiançando a categoria do artigo. Claro que, a partir de agora, o progresso na matemática será imparável e avassalador. Não há tabuada nem problema ou, sobretudo, exame que resistam à poderosa e animada máquina.
Certamente já como resultado do computador infantil, há muito em testes e em voga no Ministério da Educação, também inventámos a fórmula matemática que tornou os alunos de português os mais qualificados do mundo; de facto, diz o Ministério, é difícil encontrar chinês, coreano, esquimó ou índio que consiga escrever português com menos erros em cada palavra. Lamentavelmente, nesta matéria, nem todos estão de acordo. Por exemplo, muitos Professores, encabeçados pela recalcitrante Maria do Carmo Vieira, que disse que nunca ensinaria a gramática do TLEBS, e ganhou, vieram agora propalar uma invenção verdadeiramente malévola. Inventaram que há alunos do 9º ano que demoram um tempão a encontrar o significado de palavras no dicionário, porque não sabem o alfabeto de cor!...
Mas de que tempo é a senhora? Saber de cor o alfabeto, neste tempo de computadores técnicos? Escreve-se a palavra e vem logo o significado. E se a palavra é mal escrita e não há significado? Faz-se um up-grade do computador, de forma a abarcar todas as combinações de letras, possíveis e imaginárias!...
Nada de importante, pois, digo eu. Não foi sem saber ler nem escrever que Sócrates, o inventor-mor, inventou 150.000 empregos?
P.S. Confesso que a notícia da invenção do computador infantil me deixou naturalmente satisfeito. Mas, depois de ouvir Sócrates a dizer que era um computador igual aos outros...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Até onde pode chegar a depravação?

Sempre houve em todos os tempos da existência humana comportamentos moralmente reprováveis, demonstrativos de depravação da mente humana.
Também sabemos que a depravação não tem limites e que por isso mesmo nunca nos cansamos de nos surpreender.
A história contada pelo DN que envolve um condenado, um gato fugido, um vizinho prestável e uma vizinha desprevenida, uma tentativa de homicídio em torno de uma hilariante dita sodomização de um gato por um dito homossexual está de facto para lá dos limites imagináveis do que pode ser a depravação.
No final, cinco anos e seis meses de prisão efectiva para o dono do gato e pelo meio um gato resgatado e uma vizinha sobrevivente, atingida pelos disparos de uma pistola e submetida a uma intervenção cirúrgica. Felizmente salvou-se.
Foi assim que o juiz resumiu esta história de depravação: "Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações homossexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado homossexual, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida". É realmente repugnante!
Na verdade, a depravação introduz problemas de perigosidade na vida das pessoas e causa outros tantos problemas na inserção social de quem dela padece. A questão está em saber como tratar o desprezo pela vida e pelo ser humano algures "escondido" na mente, tantas vezes "descoberto", tarde de mais, na prática de actos tresloucados e não raras vezes praticados por pessoas aparentemente normais e pacíficas e que vivem perto de nós, no bairro ou do outro lado da rua. Enfim, um problema para o qual não parece haver, à primeira vista, uma resposta!

“Ruas para bêbados!”...

Presumo que uma vez por outra já tenha sentido uma sensação de incómodo misturado com raiva ao pretender ultrapassar um bêbado. A mim já me aconteceu e mais do que uma vez. Em determinadas ruas, sobretudo nas mais estreitas, ao pretender contornar, por exemplo, pela direita, o individuo até parece que nos adivinha a intenção colocando-se de imediato à nossa frente num equilíbrio ameaçador. Subitamente vem à cabeça a solução: acelero e ultrapassa-o pela esquerda. Mas, mais uma vez, o bêbado traça uma diagonal a um ponto imaginário à esquerda impedindo, novamente, a possibilidade de sair da situação. Mesmo parado e cambaleante consegue travar as nossas intenções. Um desespero.
Lá para as minhas bandas, agora, no Verão, desfruto algumas noites na varanda que dá para o largo onde vai desaguar uma rua íngreme em curva. De repente, aí, pelas onze, onze e meia, começo a ouvir os sons característicos desta fauna das tabernas. Monólogos estranhos, algumas vezes insultuosos, outras vezes políticos, muitas vezes sem nexo a preceder a entrada triunfal no largo. Sendo um pouco íngreme procuro ver se algum caí de costas, mas qual quê, dançam, param, tiram azimutes a tudo o que lhe aparece pela frente, as pernas dificilmente obedecem ao comando central, auto interrogam-se, alto e em bom som, por que razão as mulas das pernas não obedecem, porque é que cada uma quer fazer o que lhe apetece, e continuam assim até desaparecerem na rua contígua. Um só é suficiente para travar o passo de um não bêbado. Também já se deu o caso de um par de amantes de Baco se transformarem em verdadeiros siameses. Um deles apontou para a esquerda e o outro para o lado direito. Quando quiseram regressar ao ponto inicial, fizeram-no de tal forma que ficaram encostados ombro com ombro. Não disseram nada e, de repente, arrancaram juntos como um compasso bem aberto. Não mais se desviaram, galgando com uma rapidez nunca vista, para bêbados, a subida do largo. Uma boa solução, sobretudo para os que vêm atrás.
Esta abordagem foi despertada pelo facto de ter sido estudado pela primeira vez os movimentos de populações embriagadas, com vista a serem desenhadas ruas que permitam ajudar este pessoal a chegar à cama sem grandes problemas e sem provocar raiva nas pessoas sóbrias, já que podem originar conflitos violentos.
Investigadores da Universidade de Cardiff deslocaram-se ao centro da cidade para monitorizar a conduta destas pessoas nas Sextas-feiras e Sábados à noite. Cerca de 25% dos que consumiam bebidas alcoólicas apresentavam dificuldades na marcha.
Os modelos matemáticos criados permitiram estudar o fluxo de pessoas que, indo no mesmo sentido, são precedidos pelos “felizes” do álcool, revelando, quando um quinto vai a “dançar”, uma lentificação de 9% e de 38% quando todo o pessoal vai grosso! Estes modelos também estão a ser desenvolvidos para as grandes multidões, sobretudo em época de peregrinações.
Os autores propõem que, no futuro, as ruas sejam desenhadas de forma a facilitar os fluxos, sobretudo em determinadas zonas das cidades, assim como o reordenamento do denominado mobiliário urbano, de forma a facilitar a vida de todos.
Face a esta última sugestão, os autores do trabalho deveriam ter acesso ao velho filme português, “O Pátio das Cantigas”, de 1943, para saberem que nós, por cá, há muito que nos preocupamos com o mobiliário urbano. Naquela hilariante passagem, em que Vasco Santana, bêbado que nem um cacho, pede lume ao candeeiro e, a partir daí, a entrada em jogo do candeeiro móvel que o vai atraindo para a porta de entrada, até o levar para a cama, está bem demonstrada uma solução de mobiliário urbano móvel.
Aguardamos a apresentação das soluções para as novas ruas e mobiliário.
Já estou a ver alguns autarcas e outros políticos a exigirem medidas de protecção para as minorias abusadoras do álcool. Sim! Porque têm direitos. Não podem correr riscos de caírem, esbarrarem contra um poste ou torcer um pé no passeio.
O pior é se não forem considerados como uma minoria...

“Geraldine e os loiros”...

Adquiri há dias vários livros num alfarrabista em Lisboa. Um deles, um pequeno texto de Jacob Ri-sonos, “Os gatinhos”, publicado em Coimbra, em 1902 (Livraria Portugueza), continha uma crónica intitulada “Geraldine e os loiros”. Não resisto à tentação de transcrever grande parte, por motivos óbvios, conforme poderão concluir.
“...A partida da Geraldine foi por uma tarde, calma e fria. A formosíssima ginasta vestia um casaco comprido, claro, chapéu largo de plumas e luvas justas de inverno. Tinha o seu belo ar, perfeito e correcto, de estátua pagã - e sorria vagamente, docemente, para o Ferreira d´Almeida. Este ilustre e loiro galã guardava uma aparência discreta, triste: e nos seus olhos havia uma suave resignação de saudade e de sentimento. O Choupal era triste, o Mondego era sereno, a riba silenciosa e a viração subtil: a Geraldine, à janela da carruagem, sorria o rosto ameno, no Céu inteira a paz, no Ferreira d´Almeida uma grandessíssima lágrima...
Mas antes que a ilustre e bela ginasta nos deixasse para sempre, nós quisemos conhecer as impressões que o seu coração e o seu espírito levavam de Coimbra. Já lhe tínhamos mandado pedir ao hotel uma entrevista. Fomos ao meio-dia: a divindade estava-se a pentear, voltamos às quatro horas: a divindade estava a sorrir para o Ferreira d´Almeida: - depois eram horas de jantar e nós não queríamos fazer positivamente a nossa interview à sobremesa. Voltámos no dia seguinte...
No teatro foi impossível falar-lhe... o Ferreira d´Almeida estendia na mão um cartuchinho de rebuçados e o Lopes d´Oliveira bramia, na sombra, que aquela mulher era a Revolução social!
... Logo que entrámos na gare, dirigimo-nos à deidade:
- Donnez-vous permission, mam´zelle Geraldine?
- Oh! Yes! (O que em português quer dizer: ora essa!...)
- Nous desirons connaitre les impressions de votre esprit...
A divindade não nos deixou continuar o nosso nobilíssimo francês: interrompeu-nos logo, dizendo: - Ah! je sais!
A divindade já sabia! A divindade já sabia ao que nós íamos! Começámos então a interrogá-la. Geraldine tinha a cada pergunta nossa um leve sorriso, delicado, fino, sorriso de graça e de bondade: o seu sorriso!...
Começámos, é claro, por lhe falar da Universidade. Geraldine teve um instante o ar de quem procura recordar-se, avivar impressões: depois disse gravemente, com uma gravidade atenciosa: - Trés carèques les docteurs!... Esperámos uma outra frase de impressão. A miss sorriu apenas e volveu lentamente: “Trés carèques, les docteurs!”
Eram as impressões que a graciosíssima beldade trazia: tiram-lhe parecido muito carecas, os doutores! Explicámos-lhe então que o “pensamento não é trabalho que nos dê saúde... nem cabelo!” ((João de Deus: Carta) E ela repetia ainda: “Trés carèques! All right
Falámos-lhe então da Biblioteca. – Une jolie paysage! Uma lindíssima paisagem: a Biblioteca tinha-lhe parecido uma lindíssima paisagem... de livros!
Nisto, ao lado, o Ferreira d´Almeida mexeu-se. Ela olhou com solicitude e disse-nos, sorrindo, que achava aquele rapaz muito lindo e muito loiro! A divindade perguntou logo se havia muitos loiros na Universidade. Nós esclarecemos que na Universidade era o que mais havia era loiros... de borla: que ela já tinha visto as coroas... de capelo! Geraldine então teve uma deliciosa confidência: que era doida por loiros – une folie, une tentation! Sempre que visse um loiro, fosse onde fosse...
...Nós hesitámos um momento: que não, que ainda havia bastante loiros! – e rematámos: - Se tivéssemos sabido há mais tempo do empenho de V.Exa tínhamos-lhe arranjado aí meia dúzia de loiros... Ferreiras – e podíamos ter oferecido a V. Exa, uma coroa deles – d´Almeidas! – Oh! merci! C´est une tentation!
... Geraldine entrou à pressa para a carruagem e disse ao Ferreira d´Almeida estendendo a mão enluvada, com um ar enternecido: - Mon cher blond, adieu! E partiu...
Desta vez o Ferreira d´Almeida ia perdendo o pé!... All right!”

Resta perguntar ao Ferreira d´Almeida se sabe quem foi o Ferreira d´Almeida da Geraldine!

Preço do petróleo pode ajudar...

Sendo ainda cedo para se extraírem conclusões firmes, a redução do preço do barril de petróleo a que se tem vindo a assistir desde há 3 ou 4 semanas pode, se prosseguir, vir a ter efeitos muito favoráveis sobre a actividade das economias mais desenvolvidas – e, assim, alterar para melhor o cenário macro de 2009.
Haverá efeitos mais rápidos, quase imediatos, traduzidos na melhoria da confiança de consumidores e empresas, que vêm seus orçamentos/custos aliviados.
E haverá efeitos a prazo mais longo, neste último caso em especial através de uma menor pressão para a subida da inflação ao longo dos próximos meses.
É provável, a persistir a inversão de marcha dos preços do petróleo, que a inflação comece a dar sinais de abrandamento a partir de Agosto o que pode abrir caminho, no caso da Europa, a que o BCE alivie a política monetária baixando os juros mais cedo do que se podia prever – talvez ainda em 2008 quem sabe...
Não se pode esquecer que os efeitos dos factores de contracção do ritmo da actividade – aumento acumulado dos preços das matérias-primas, escassez e preço mais elevado do dinheiro, forte abrandamento económico dos mercados de destino das exportações - aliados ao elevadíssimo endividamento da economia, ainda deverão fazer-se sentir durante mais algum tempo, condenando sem remédio o desempenho da economia em 2008, concretamente no caso português.
Mas não é de excluir que os efeitos benéficos da queda dos preços do petróleo venham beneficiar a economia portuguesa ainda em 2009, apesar da subsistência dos problemas estruturais.

Quer isto também dizer que o indicador de confiança dos consumidores/famílias (INE), que tem vindo a deteriorar-se e que, segundo notícias de hoje, terá mesmo atingido no corrente mês de Julho um “mínimo histórico” – explicado por expectativas mais pessimistas - é susceptível de inverter a curto prazo.
A economia portuguesa pode assim, algures ao longo do próximo ano, começar a evidenciar alguns sinais de recuperação conjuntural – o que o Governo não deixará de aproveitar a seu favor até à exaustão, disso podemos estar certos.
Os problemas estruturais persistirão, com certeza, haverá mesmo a “tentação conjuntural” de os esquecer, de os deixar para 2010 ou para mais tarde.
Apesar da persistência desses problemas estruturais, a hora será de algum alívio, de alguma descompressão, o que é susceptível de alterar, até certo ponto, o estado de espírito mais negativo dos cidadãos...a oposição que se vá acautelando...

Será muito interessante verificar o efeito destas alterações no ambiente do próximo debate orçamental, daqui por 3 meses.

Alguém me explica?

Porque está para julgar a Providência Cautelar interposta pelo Boavista no Tribunal Administrativo, a Federação Portuguesa de Futebol invocou, junto do Tribunal, interesse público para iniciar o Campeonato, com a substituição do Boavista pelo Paços de Ferreira.
Independentemente do nome de um e de outro, alguém me explica qual o interesse público de o Paços de Ferreira substituir o Boavista, antes da decisão judicial?

terça-feira, 29 de julho de 2008

As papoilas saltitantes!...VIII

A pior desconsideração que se pode fazer a um trabalhador é dizer que ele representa apenas um custo para a empresa.
Hoje, praticamente todos os jornais, rádios e televisões noticiam a saída de Petit do Benfica. E todos referem que essa saída se traduz numa poupança de 2 milhões de euros para o clube, valor dos seus ordenados até ao fim do contrato. Dada a perfeita consonância dos termos usados, claro se torna que a notícia foi elaborada e distribuída aos media pelo Departamento de Imagem do clube.
Num ápice, Petit foi assim oficialmente transformado num peso morto, num mero encargo a fundo perdido, já que dele não resultaria qualquer proveito para o clube. Um dos capitães da equipa e jogador de valia que, goste-se ou não do estilo, sempre deixou tudo em campo pelo Benfica!...

Bancos: contabilidade criativa terá limites?

A necessidade aguça o engenho, é uma frase bem conhecida.
Colocados perante a necessidade de contabilizar proveitos que compensem as perdas muito elevadas que têm sido obrigados a revelar, alguns bancos encontraram uma fonte original de proveitos extraordinários: contabilizar a dívida que emitem, não pelo valor de reembolso (valor nominal, em regra) mas sim pelo chamado “fair value”, ou seja pelo preço a que o mercado cota essa dívida.
Como é que isto acontece?
Muito simplesmente, se o mercado percebe que um banco se encontrem com dificuldades, os títulos de dívida por eles emitidos passam a ser cotados abaixo do valor nominal - o “fair value” dessa dívida é inferior ao valor nominal, e essa diferença é contabilizada como um ganho extraordinário.
Em termos teóricos, assim como a desvalorização de um activo justifica a contabilização de uma perda, a desvalorização de um passivo justificará a contabilização de um ganho...
Este tema é glosado num interessantíssimo artigo na edição do Financial Times de 24 do corrente, da autoria de Jeniffer Huges, habitual colunista de assuntos financeiros.
Nesse artigo são divulgados mesmo os proveitos extraordinários apurados por alguns bancos graças a este expediente de contabilidade criativa:
- HSBC, um dos maiores bancos do Mundo, contabilizou € 2 mil milhões deste tipo de proveitos só em 2007;
- Barclays, no mesmo período, contabilizou € 800 milhões
- Merril Lynch, no 2º trimestre deste ano, USD 98 milhões
- Lehman Brothers, no 2º trimestre deste ano, USD 400 milhões

Trata-se de uma prática que, sendo permitida desde 2007, não deixa de suscitar grandes interrogações, parecendo mesmo um contra-senso.
De facto, este tipo de proveitos extraordinários só surge porque os emitentes da dívida (bancos neste caso) se encontram em dificuldades e porque, em tal circunstância, o mercado desvaloriza os títulos por eles emitidos (acções, já bem sabemos, mas também obrigações ou outra forma de dívida titulada).
Estes proveitos são assim consequência directa de uma situação de fragilidade, ajudando a compor os resultados – e tanto mais quanto mais frágil for a situação (maior a diferença entre valor nominal e "fair value")...

Pode “a contrario” dizer-se que, estando a dívida cotada no mercado, o emitente (banco) pode sempre resgata-la, pagando um preço inferior ao valor nominal e apurando, nesse caso, um efectivo proveito.
Mas este argumento é enganador pois, para ser capaz de resgatar tal dívida, o emitente (banco) terá de lançar mão de nova dívida, pagando uma taxa de juro necessariamente mais elevada do que a vencida pela dívida que é resgatada.
E o valor actual do acréscimo futuro de juros compensa, logicamente, o ganho obtido com o resgate da dívida abaixo do valor nominal – quer dizer que se está a contabilizar agora um ganho que vai ser compensado por encargos adicionais no futuro...
Por este caminho, quando é que as contas dos bancos poderão merecer confiança plena?

Desculpabilizações públicas!...

Confesso que até gosto do actual Procurador-Geral da República. Parece-me pessoa confiável, íntegra, cheio de boa vontade. Mostrou determinação quando, logo à entrada, se impôs ao establishment e à aristocracia do Ministério Público, que lhe vetou o nome proposto para Vice-Procurador Geral. Mostrou ainda conhecer a engrenagem, quando publicamente se referiu aos duques, condes, viscondes e barões, e até à marquesa, que inundam a Procuradoria-Geral. Sério, revelou também esperteza q.b., algo fácil, todavia, ao nomear determinada intocável magistrada para alguns processos quentes. A opinião publicada obviamente aplaudiu.
Ontem ouvi, mais uma vez, o Procurador-Geral a pedir o alargamento do prazo do sigilo judicial, dada a dificuldade de instrução de alguns processos complexos. Creio que aí não tem razão, nenhuma.
Primeiro, porque os tempos já são generosos e o Ministério Público sabe com o que conta. Segundo, porque se o problema é de falta preparação dos agentes para investigações financeiras complexas, a solução é prepará-los e não aumentar os tempos. Terceiro, porque os direitos dos cidadãos não podem submeter-se aos direitos, tempos e caprichos das burocracias. Quarto, porque a Procuradoria não tem falta de meios. Basta ver a gigantesca panóplia que disponibilizou para um processo menor, o Apito Dourado, como se esse fosse algo de decisivo para o país e não fosse só futebol. Se este quer e tem uma disciplina própria, pois que se avenha com ela.
Creio pois que o Procurador-Geral tem muito que trabalhar na Organização a que preside. Quanto mais adiamentos de prazos procurar, mais ineficiente está a tornar o Ministério Público e, pior do que isso, a desculpabilizá-lo publicamente pelos fracassos de investigação.
O Procurador-Geral não é, nem pode ser, um mero mais um do Ministério Público. Se se comporta como tal, deixa de o dirigir e passa a ser dirigido. Em vez de o transformar, passa a ser assimilado por ele. A ser o seu Delegado. Como parece estar a acontecer. Oxalá me engane e o Procurador Geral não esteja a ser tragado pela organização.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Finalmente...

Photobucket
... está encontrada a solução para a morosidade da justiça em Portugal.
Não são necessários novos códigos, nem aumentos das custas judiciais.
Não precisaremos de mais juízes, nem de novas instalações para tribunais.
Dispensam-se as reformas e os pactos para a justiça.
A Federação Portuguesa de Futebol foi sublime.
A solução passou a ser simples e óbvia.
Arranja-se um jurista de renome.
Pede-se-lhe um parecer.
Divulga-se o parecer.
Aplica-se o parecer.
Está feita justiça.
Já estou a ver o anúncio que será publicado pelo Ministério da Justiça.
"Estão abertas as inscrições para a pré-qualificação de gurus-substitutos-de-juízes. Os julgamentos seguem na praça pública".

Dragão desaustinado!... II


No binómio qualidade/preço, o Paulo Assunção era mesmo o melhor dos jogadores do Dragão.
Segundo é dito, renovaria o contrato por mais 600.000 euros anuais. Como a SAD achou caro, o jogador rescindiu o contrato pelo valor dos ordenados de um ano, e o clube ficou a ver navios!...
Para o substituir, os Dirigentes preferiram “investir” 6,2 milhões de euros em mais dois novos atletas, e fizeram regressar um outro, que estava emprestado. Para além do “investimento”, que se traduz em custos anuais de “amortizações” de cerca de 1,5 milhões de euros por ano, ainda há que lhes pagar os ordenados, que não virão inferiores aos do Paulo Assunção. Pior que tudo, não podem jogar os três para substituir apenas um!...
Jogando com capitais próprios, até se poderá admitir a troca de valores firmes por títulos voláteis. O pior que pode acontecer é perdê-los, os títulos e o capital.
Mas tendo já “perdido” parte dos capitais próprios em extravagâncias do mesmo jaez, prosseguir no jogo de continuar a pagar mais por menos parece forte e grave desatino.
O Dragão parece mesmo desaustinado!...
Palavra de dragão!...

4000 entradas

É um número considerável o dos posts do Quarta República. 
Fica mais este, a assinalar o facto.

Porque não registam os direitos da parangona?

QUERCUS APRESENTA QUEIXA CONTRA ESTADO PORTUGUÊS.

(Todos têm direito ao seu kit de sobrevivência mediática. O da Quercus parece ser o agendamento períodico da apresentação da queixa em Bruxelas).

O nicho de mercado

É deveras original a nossa comunicação social.
De um momento para o outro, e sem que nada o faça prever, ergue uma tempestade e faz cair granizo forte com mais umas declarações de Ana Gomes sobre os voos para Guantanamo. E aí, televisões, rádio e jornais andam dois dias num badanal!...
De repente, o vendaval passa, para, num ápice, reaparecer daí a uns tempos. Ana Gomes tem o seu nicho de mercado.
Quem também criou o seu nicho de mercado é o Eng. João Cravinho, com o tema da corrupção. Em conferências, em artigos, em palestras. Ontem, numa nova entrevista, continuou a vender o seu monoproduto. Sem alterações de talha, de forma ou de feitio. Monotonamente, sempre o mesmo.
Claro que a corrupção é um mal endémico, que urge tratar e extirpar.
Com actos, não com palavras. As palavras do Eng. Cravinho só ajudam a desenvolver o fenómeno. Como diz sempre que não há lei, leva muitos a arriscar, que o ganho compensa!...

domingo, 27 de julho de 2008

Dragão desaustinado!... I


Com mais de cinquenta jogadores profissionais nos seus quadros (e poderia apontar nome a nome…), incrivelmente o Dragão recrutou mais um. Incrivelmente chama-se Hulk. Incrivelmente, é o jogador mais caro de sempre: 5,5 milhões de euros por metade dos direitos desportivos. Incrivelmente, tem o curriculum mais incrível para justificar o preço: jogou duas épocas na incrível Segunda Divisão japonesa!...
Ou o homem é um incrível portento desconhecido que vai revelar-se de imediato ou, incrivelmente, os dirigentes do FCPorto, a começar pelo seu Presidente, e pela primeira vez, vão ter muito que explicar aos sócios, adeptos e accionistas da SAD azul e branca!...
Até que aconteça uma ou outra coisa, parece-me que o Dragão desatinou incrível e gravemente!...