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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Madre Teresa de Calcutá


Já tinha sido distinguida com o Prémio Nobel da Paz. Foi agora distinguida pela Igreja Católica a cuja comunidade pertencia.
Mais do que tudo, uma Mulher que elevou ao máximo as virtudes da solidariedade, da generosidade e da compaixão. Pelo exemplo, todos lhes devemos um pouco. 
A minha singela homenagem a Madre Teresa. De Calcutá e do Mundo.

3 comentários:

João Pires da Cruz disse...

Por acaso, achei escusado esta homenagem pela igreja que soa sempre a falsa. A vida da mulher e o que ela fez foi um milagre em si mesma que não precisava de feitos sobrenaturais para ser homenageada. O Nobel é uma espécie de canonização pela obra natural, valida em todos os credos, um conceito de "santo" que não custaria nada à igreja adoptar, em vez de andar a inventar gente que foi curada porque lhe apareceu a imagem... Bolas, não chegam as centenas de pessoas que ela cuidou?

Pinho Cardão disse...

Caro João Pires da Cruz:
Concordo que "a vida da mulher e o que ela fez...não precisava de feitos sobrenaturais para ser homenageada". De facto, essa vida era bastante para ser considerada uma santa, na acepção mais larga do conceito.
De qualquer forma, cada entidade, associação ou religião tem os seus rituais, com os quais concordamos ou discordamos, mas que apenas aos seus seguidores compete alterar, caso não colidam com direitos humanos em que o Estado deve intervir.
Assim, a Igreja Católica segue os seus rituais, muitos de há séculos, em que o "milagre" é pedra básica para "seleccionar", entre todos os que se apresentam, aqueles que podem ser declarados "santos". Se é critério válido ou não válido, pois compete a essa religião decidir. No caso da Madre Teresa, não acrescenta nada e entendo a "santificação" como homenagem da Igreja a um dos seus membros que mais incarnaram o seu espírito fundador.

Suzana Toscano disse...

A minha homenagem também a quem fez da sua vida um exemplo extremo ao serviço dos desamparados. Tal como o caro João Pires da Cruz, também dispensaria a prova dos milagres, que maior feito pode haver do que o de persistir uma vida inteira na escolha mais difícil e despojada, acreditando que é possível fazer o bem onde só há abandono e falta de esperança e que vale a pena fazer esse esforço. Mas concordo totalmente ocm o Pinho Cardão, a Igreja Católica, a que a Madre teresa pertencia, tem os seus rituais, há que respeitá-los, em nada diminuem ou engrandecem o que já por si parece insuperável, a obra de uma Santa.