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sábado, 22 de abril de 2006

Porto, Porto, Porto, Campeão Nacional 2005/2006!



Porto, Porto, Porto
És a nossa glória
Dá-nos neste dia
Mais uma alegria
Mais uma vitória!...

É tão nobre a tua história
A tua memória
Gritemos sem temor
……


O teu passado brilhante
E nunca distante
Em nós está presente
Eternamente…
……
Porto, Porto, Porto
És a nossa glória
Dá-nos neste dia
Mais uma alegria
Mais uma vitória!...

E deu!...Cumprimentos e felicitações dos agora vencedores Pinho Cardão e Massano Cardoso aos, por este ano, dignos vencidos, os verdes Ferreira de Almeida, Miguel Frasquilho e Tavares Moreira e os vermelhos Suzana Toscano e David Justino, já que a Clara Carneiro e o Vítor Reis me parecem abstémios nesta matéria!...E, se se abstêm, alinham com os vencedores!...

Cá está, este bolg espelha o verdadeiro sentir do país!...

Apito parlamentar!...

Afinal, o futebol é exemplo para muitas outras instituições.
Apesar de escoado o tempo regulamentar e o prolongamento, em muitos campos o jogo só acaba depois de uma equipa meter o golo da vitória.
Também na Assembleia da República, as votações passaram a durar até a equipa mais numerosa sair vitoriosa!...

“Martini on the rocks”




O cardeal Carlo Maria Martini, que no ano passado foi considerado como um dos papabili, admite o uso de preservativos e a adopção de crianças por mulheres solteiras. Como é que poderia ser papa? E o que dirá o cardeal Lopez Trujillo, o anti-látex, a este propósito? Não vai, com certeza, pedir um “martini on the rocks”!

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Por Terras do Tio Sam – Abril 22 a Maio 14, 2006 – Capítulo 0

No final do ano passado, recebi a notícia de que tinha sido convidado para visitar os Estados Unidos da América (EUA), no âmbito do International Visitor Leadership Program do Department of State, depois de uma nomeação da Secção Política e Económica da Embaixada dos EUA em Portugal.
Naturalmente, fiquei muito contente com a oportunidade que se me deparava para conhecer melhor um país do qual sou profundo admirador, bem como Departamentos do Governo, Instituições Públicas e Privadas, Organizações Internacionais sedeadas nos EUA e, enfim, hábitos do dia-a-dia americano. E assim, depois de estabelecidos contactos com a Embaixada Norte-Americana, ficou acordado que a viagem se realizaria nas três semanas que medeiam entre Abril 22, 2006, e Maio 14, 2006.
Ora, como repararão… Abril 22 é já amanhã!
Neste sentido, e porque já tenho em meu poder parte do Programa que irei cumprir nas próximas três semanas, considerei que seria uma boa ideia partilhar com a Quarta República, numa base diária (pelo menos tentarei que assim seja!...), as experiências, que espero sejam (e serão certamente) enriquecedoras, estimulantes, interessantes e agradáveis. Assim como uma espécie de diário que, como já perceberam, será intitulado “Por Terras do Tio Sam” – e de que este post constitui, por assim dizer, um número zero ou prévio.
Posso desde já adiantar que amanhã se realiza a viagem para Washington (via New York), onde depois permanecerei até Sábado, Abril 29, dia em que sairei para Seattle. Depois, em Maio 03, sigo para Dallas; em Maio 07 regresso à Costa Leste, mais propriamente para Boston; e, entre Maio 10 e Maio 13, estarei em New York, de onde retornarei a Lisboa (chegando ao nosso querido país na madrugada de Maio 14).
Espero poder, assim, transmitir através do nosso blog algumas das sensações e conhecimentos que vou viver diariamente e que espero possam a todos interessar.
Então, fica desde já marcado encontro para amanhã, com a ressalva de que, com a diferença horária, é natural que a maioria dos posts seja publicada ainda no próprio dia nos EUA, mas já no dia seguinte em Portugal. Mas não é por aí que, certamente, virá algum mal ao mundo!...

Um indesejável regresso ao passado

Parece que regressámos ao passado em matéria de política orçamental... Infelizmente...
Se quiser saber porquê, basta fazer "clic" no seguinte endereço:

http://quartodarepublica.blogspot.com/2006/04/um-indesejvel-regresso-ao-passado.html

A título excepcional…



Presumo que muito dificilmente se poderá encontrar alguém que não reconheça os problemas de saúde motivados pelo tabaco. Constitui, sem sombra de dúvida, a principal causa de morte evitável, pelo que todos os esforços efectuados no sentido de reduzir o seu consumo são bem-vindos e recomenda-se. Mas, à longa lista de consequências mórbidas resultantes do seu uso, soma-se uma nova e, até há pouco tempo, praticamente desconhecida: as vítimas do terrorismo.
O contrabando do tabaco é um dos mais poderosos negócios, movimentando muitos milhões e milhões de euros, grande parte dos quais subsidiam movimentos terroristas internacionais. Os esquemas que são montados, por esse mundo fora, não são complicados, sobretudo os norte-americanos, facto curioso, já que são um dos alvos preferenciais do terrorismo.
Num mundo em que a violência e o crescente número de vítimas decorrentes de atentados é uma triste realidade, importa que sejam tomadas todas as medidas de carácter preventivo. No caso concreto do consumo de tabaco, é bom que se saiba que os cidadãos que não cumpram as suas obrigações fiscais e legais, quer a nível dos consumidores, quer a nível de revendedores, podem estar a contribuir para financiar grupos de terroristas. Afinal, não pudemos esquecer que, quando alguém puxa de um cigarro ou charuto, está a prejudicar não só sua saúde, mas também a saúde dos que partilham o mesmo espaço e, no caso de fumar tabaco de contrabando, pode também estar a ajudar a montar um armadilha ou bomba em qualquer parte do globo.
Não sendo um fundamentalista, ao contrário do que alguns poderão pensar, não me importaria de fumar um bom havano com o meu amigo Tavares Moreira para comemorar a sua entrada. O facto de Fidel Castro, que deixou de fumar em 1986, ter proibido que se fume na sua ilha em locais públicos, argumentando de uma forma genial: “ a melhor coisa é dá-los (tabaco) ao teu inimigo”, não impede, que, quando houver oportunidade, ofereça um havano ao Tavares Moreira e restante pessoal da 4R-Quarta República. Como não os considero como “inimigos”, também fumarei, a título excepcional, um! Além do mais, terei de ter cuidado ao comprar os respectivos, verificando se cumpriram as formalidades legais, não vá haver alguém que, ainda, me acuse de estar a financiar o terrorismo…

Bem-vindo, amigo Tavares Moreira.

Para onde vamos?

Recordo-me de na segunda metade de 1999 ter iniciado, com este título, a publicação de uma série de artigos no Diário Económico, com intervalos de mais ou menos três semanas, nos quais tentei chamar a atenção para os graves erros de política económica que, na minha opinião, acarretavam sérios riscos para o desempenho futuro da economia portuguesa.
Esses artigos tinham este mesmo título “Para onde vamos?”.
Na altura, as minhas chamadas de atenção foram consideradas quase uma heresia.
Fui mesmo apelidado de “ave agoirenta” pelo actual Presidente da Assembleia da República, numa intervenção feita no Parlamento, para além de muitas outras farpas que recebi de pessoal do “establishment”.
Vivia-se ainda então um período de euforia despesista, tínhamos acabado de entrar no primeiro pelotão do euro (expressão muito usada nesse tempo), as taxas de juro tinham baixado muito, entramos numa espiral de endividamento, parecia que tudo era fácil e o discurso oficial estimulava a despreocupação em relação ao futuro.
Mas não era preciso ser profeta para perceber que aquela euforia não poderia durar muito, pois assim como não há “almoços grátis” também não é possível passar a vida a gastar muito mais do que aquilo que se produz.
Para além disso, a participação numa zona monetária como a do euro formulava grandes exigências, especialmente a países como o nosso que nas duas últimas décadas tinha vivido uma fase de grande instabilidade macroeconómica. E parece que ninguém, entre nós, se dava conta disso.
Isto passou-se há quase 7 anos.
O que aconteceu entretanto, todos sabemos, a tal “ave agoirenta” estava cheia de razão, infelizmente.
Afastado de qualquer forma de intervenção política há cerca de 18 meses, por opção pessoal, tenho vindo a assistir, tranquilamente, a toda uma série de episódios e de mensagens políticas que durante este período se vêm sucedendo a um ritmo mais ou menos frenético.
Apercebo-me de que existe o propósito, a nível oficial, com uma amplíssima colaboração dos “media”, de passar uma imagem de que tudo está a ser feito para inverter o rumo dos acontecimentos num país em manifesta crise de confiança e em muito grave crise económica.
Raro é o dia em que não é anunciado um novo projecto ou lançada uma nova ideia, para suscitar debate e para transmitir a impressão de que as coisas estão a mudar, de que existe um novo rumo, na direcção de um progresso inevitável e da superação da crise que teima em perseguir-nos.
Em muitos aspectos parece-me que estamos a reviver o ambiente de 1999, é certo que com outros matizes, com outros actores, com uma encenação porventura mais sofisticada.
Mas, com franqueza, também me apercebo de que nos encontramos hoje numa situação bem mais complexa do que a que vivíamos há 7 anos.
E que a avassaladora campanha de imagem com que nos tentam convencer de que as coisas estão a mudar tem muito de artificial e muito pouco de substancial.
Parece-me que vai ficar muito pouco, de todas as promessas de renovação, de reestruturação, de simplificação e ainda menos de saneamento das finanças públicas.
Confesso que sinto extrema dificuldade em descortinar uma saída airosa para a situação em que nos encontramos, não obstante o optimismo do discurso oficial.
Entendi, assim, que faria sentido voltar a usar a epígrafe “Para onde vamos?”, nos primeiros textos que vier a publicar, ao longo dos próximos tempos, neste prestigiado blog da “quarta republica” para o qual fui amavelmente convidado. E no qual militam bons Amigos e companheiros de um projecto político iniciado com muita esperança no dealbar de 2002 mas que terminaria sem glória no final de 2004, após um primeiro e forte solavanco sofrido em meados desse ano.
Vamos a ver se sou capaz de transmitir uma mensagem que não seja desta vez apelidada de pio de “ave agoirenta”…Ou se aqueles que me lançaram esse apelido desta vez têm mais cautela… Para onde vamos?

Serão os Deputados um passivo?

Há já uns anos, S. Myers e R. Brealey, professores do MIT e da LBS publicaram um livro sobre finanças em que, reflectindo sobre a contribuição dos administradores para o sucesso ou insucesso das empresas, formulavam e respondiam à questão: serão as Administrações um passivo?
Na oportunidade, não me parece abusivo estender a pergunta aos deputados, procurando dar a minha resposta, prevalecendo-me da experiência de três anos no Parlamento e dizendo à partida que distingo o Parlamento, como pilar da democracia e com uma valia específica, dos Deputados que conjunturalmente o compõem.
Chamarei activo parlamentar ao trabalho de qualidade aí desenvolvido.
No Parlamento há sempre um grupo de Deputados cultos, competentes, assíduos, trabalhadores, disponíveis, com ideias próprias, capacidade de iniciativa e forte convicção de serviço público.
Terão um peso de 15%, fazem 45% do trabalho parlamentar de qualidade e teriam lugar como quadros superiores de qualquer empresa. São o Activo Disponível.
Um outro grupo integra os Deputados com alguns daqueles atributos; devidamente motivados e acompanhados, serão, a curto prazo, um activo imediatamente disponível.
Terão um peso de 20%, fazem 40% do trabalho parlamentar e teriam lugar como quadros médios de qualquer empresa, com promoção assegurada a lugares superiores. Constituem o Activo Realizável.
Há ainda Deputados cumpridores, algo passivos, mas que respondem bem, quando motivados. Terão um peso de 15%, fazem 15% do trabalho e são um activo que classificaria entre Realizável e Imobilizado afecto à Exploração.
Há ainda alguns Deputados, ditos notáveis, com um peso aí de 2%, e classificá-los-ia também como activo, em Imobilizado não afecto à Exploração, atendendo a que a sua colaboração será, sobretudo, de aconselhamento.
Assim, para o Activo parlamentar contribuem um pouco mais de metade dos Deputados.
Mas também há o Passivo parlamentar, constituído pelos Deputados de corredor, que não sabem, ou não querem fazer trabalho, por aqueles que só falam do passado, não tendo qualquer ideia de futuro e pelo importantíssimo segmento dos demagogos e truculentos, normalmente com publicidade assegurada na comunicação social.
Um bom número depende da política para viver.
A rubrica integra ainda os Deputados que visam apenas mostrar-se nos grandes debates, quando a cobertura televisiva é assegurada: trabalham para si, utilizando a Assembleia para se promover na profissão.
No todo, representam um pouco menos de metade do total, mas geram, só por si, um passivo equivalente ao total do Activo, pela perda de tempo, entropias e desprestígio que provocam ao Parlamento.
Apesar das eleições periódicas, parte destes Deputados vem-se eternizando, constituindo um verdadeiro passivo de longo prazo.
Com o panorama apresentado, a situação líquida tenderia a ser nula.
Poder-se-ia ainda deduzir a esta o intangível negativo de muitas lideranças, independentemente dos líderes, muito condicionadas por lobbies internos, mas poderia também acrescentar-se o goodwill inerente ao colectivo dos Deputados.
No balanço final, o capital próprio acabará por ser algo positivo.
Menos, todavia, do que o necessário!...
Mas não acreditem nisto: é apenas uma brincadeira parlamentar...como as faltas dos deputados.

Banco de Portugal, FMI, OCDE: Uma realidade deprimente, mas não surpreendente…

Terça-feira foi o Banco de Portugal. Quarta, o Fundo Monetário Internacional. Ontem, a OCDE. Todos com notícias que, no mínimo, podem ser consideradas deprimentes.
Que a economia não cresce. Que a retoma não é sustentada. Que o nosso padrão de crescimento é errado (baseado no consumo público e privado) e não sustentável. Que temos vindo a divergir da Europa e que assim continuaremos. Que a nossa competitividade cai a pique. Que o desemprego tem tendência a aumentar. Que as despesas públicas estão em derrapagem. Que o resultado do défice de 20905 foi mau (6% do PIB contra 5.3% em 2004). Que cumprir os objectivos orçamentais do Governo será difícil, ainda que as intenções sejam boas. Pois. O problema é que se trata de apenas de intenções. E de boas intenções, como diz o ditado, está o inferno cheio. Quanto à prática, pouco, muito pouco se tem visto…
Mas repararam que a OCDE, no seu relatório refere que vamos continuar a divergir da média europeia até, pelo menos, 2010? Então, completaremos uma década de divergência. Ininterrupta. Deprimente, não é? De que serve crescermos 2%, se os outros crescem 3%? Ou crescermos 3% se os outros crescem 4%? Agora a culpa é da alta do petróleo e da conjuntura internacional. Wrong. A Irlanda, a Finlândia, a Espanha, e muitos países do leste da Europa também verão o crescimento abrandar. É natural. Mas continuarão a crescer acima da média europeia. E, portanto, a convergir. O que significa que o nosso problema é estrutural. É nosso, muito nosso, e temos que nos capacitar disso de uma vez por todas. E de o resolver, com coragem e determinação. Depois, as acelerações e abrandamentos do crescimento económico, são suportáveis.
Não estávamos preparados para entrar no Euro – aliás, ainda hoje não estamos. Mas entrámos. O surpreendente é que, desde 1996 até agora (incluindo em 2002-2004), não tenha sido feito o que era preciso (já me referi a este tema no passado, voltarei a ele em futuras oportunidades). E, pelo andar da carruagem, com o foguetório, a propaganda e a festa permanente dos anúncios deste Governo, para mal dos nossos pecados, assim iremos continuar.
O relatório da OCDE é mau, muito mau. Porque apresenta perspectivas negras. Mas, pergunto eu: qual é a novidade? Desde 1999-2000 que tudo isto que nos está a acontecer era previsível!...
E, de facto, pensando bem, até nem é surpreendente que as “coisas” continuem neste estado. Afinal, quer o Primeiro-Ministro, quer o Ministro das Finanças já foram “actores” entre 1996 e 2001, e entre 1996 e 1999, respectivamente. Com outros papéis, claro, mas estavam lá, a tocar alegremente na orquestra, enquanto o navio se começava a afundar. O dramático, a avaliar pelo primeiro ano de Governo, é que não tenham aprendido com os erros de então…

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Os portugueses ainda têm juízo…

A relação entre suicídio e homicídio tem sido extensivamente estudada ao longo dos anos. Formas violentas de morrer constituem objecto de estudo por parte de muitos investigadores. Os resultados são contraditórios. Nalgumas regiões do mundo ocorre uma relação negativa, enquanto noutras, caso dos países europeus, a correlação é positiva, embora fraca. Razões de natureza cultural e social poderão explicar estas discrepâncias. De qualquer modo, o estudo em causa, efectuado em 65 países dos vários continentes, permitiu concluir que Portugal é um dos países com as taxas de homicídio e de suicídio mais baixas a nível mundial. É verdade! Na Europa, tirando os arménios, apresentamos com a Grécia a taxa mais baixa de suicídio (4,0 por 100.000 hab.). No tocante aos homicídios a nossa taxa é equivalente (1,1 por 100.000) à observada na maioria dos países europeus. O que é curioso é o facto da Colômbia ter uma taxa de suicídio inferior à nossa (3,4 por 100.000) e, naturalmente, à quase totalidade dos países europeus que, nalguns casos, ultrapassam os 30 por 100.000 hab., caso da Bielo-Rússia, Lituânia e Rússia. A análise por sexos é mesmo de arrepiar. Os homens são mesmo loucos! Apresentam taxas muito superiores às das mulheres.
Será que discrepância verificada na Colômbia, taxa de homicídio na ordem dos 61,6 (sessenta vezes superior à nossa!) contra 3,6 de suicídio se deve, além da violência própria daquele país, ao esgotamento de reservas dos suicidas? É provável. Como uma taxa de homicídios daquela ordem de grandeza, os colombianos nem têm tempo para se suicidarem, pelos vistos!
O que é certo, é que apesar de todas as crises do nosso país, da falta de futuro para os nossos jovens e menos jovens, das inquietações do dia a dia, do não crescimento económico, dos aumentos dos impostos e de todas as lusas trapalhadas, os portugueses não sentem grande atracção pelas formas violentas de sair do palco da vida. Ainda bem, afinal têm algum juízo, ou, então, é mesmo efeito do nosso sol, da nossa gastronomia e, até, quem sabe, da má-língua, cujo efeito saudável ao esconjurar a bílis, poderia ser uma grande descoberta a dar ao mundo... “Não matem, nem se matem, digam apenas mal”. Um conselho lusitano para prevenir as mortes violentas!

É raro, mas pode ser ainda mais raro…

Os erros médicos e, sobretudo, os cirúrgicos constituem motivo de notícia de primeira página. Operar a pessoa ou local errado é um grave problema que deixa indignado qualquer um, sobretudo o próprio, como é óbvio. A sua percepção está na base de alguns provérbios populares, tais como: "erros médicos a terra os cobre" ou, então, "o médico e o calceteiro cobrem os erros com terra". A sua origem confunde-se com uma época em que a prática médico-cirúrgica era imprópria para consumo. Não havia comunicação social, mas rapidamente se espalhavam tais “certezas”.
Entre nós, foram noticiados, recentemente, dois casos de erros, num deles a troca dos pés, no outro, infelizmente, mais grave, os médicos acabaram por ser punidos.
Importa corrigir estas situações, as quais se devem, na maioria dos casos, a problemas de comunicação. A aplicação de um conjunto bem definido de recomendações permitiria reduzir em dois terços os casos de erros cirúrgicos.
Mas é preciso tranquilizar as pessoas, porque o risco de erro cirúrgico é muito pequeno. Ocorre um caso em 113.000 cirurgias. Com as tais recomendações é possível atingir o “limite” de um erro em 339.000 cirurgias.
Espero que ninguém seja o 339.001º…

Comovida, comovida, comovida........

Cada ano que passa (e o b.i.insiste em constar 54...,mas acho que foi engano, os funcionários públicos andam fulos com este governo e "vingam-se"no comum utilizador dos serviços!!!) cada ano que passa, dizia, mais aprecio este privilégio que conduz a tantas atenções, a tantas manifestações estéticas, a tanta elegancia no convívio...enfim, com quotas ou sem elas, é muito bom ser-se mulher!
Flores, bouquets, arvores cameleiras, palavras gentis e amigas que nos preenchemos minutos da vida e que não sei como agradecer e me pergunto se as mereço.
Sei é que a minha Amiga Susana me arranjou um sarilho...veio trazer uma "sentimentalona" para um grupo que junta (imagine-se!) pessoas de que tanto gosto e de comprovadíssima qualidade; mas isto de nos "vermos"todos s dias no ecran aguça a arte de nos encontrarmos...
Será que vou conseguir ser assídua na qualidade e na quantidade?
Muito obrigada a autores e comentadores, estou comovida, comovida, comovida....

O meu depoimento

Hesitei quanto à publicação no 4R do presente escrito, mas ele aí vai, como comentário à penúltima nota do Vítor Reis e para tentar separar o trigo do joio nesta ceifa desgraçada da política.
Fui Deputado durante três anos, de 2002 até ser “dissolvido”, em 2005, pela temível dupla SS (nada de más interpretações, trata-se apenas do dueto Santana, Sampaio…)
Não filiado então em qualquer Partido, mas desde sempre apoiante convicto do PSD e do seu ideário, anuí ao convite que me foi feito, em época de renovação, para integrar as suas listas. Fi-lo com gosto, pois era uma tarefa de serviço público que tinha em mente poder um dia desempenhar, quando e se tivesse autonomia profissional e independência financeira para o fazer.
Tendo-se conjugado essas condições em 2002, fui Deputado. Fui-o em “full-time”, pois só assim se pode desempenhar bem tal tarefa e julgo que tudo fiz para cumprir o meu dever.
Participei directamente em dezenas de debates no plenário, muitas vezes como principal interveniente do PSD; participei assiduamente nos trabalhos das Comissões a que pertencia (Economia e Finanças e Execução Orçamental), sendo Relator de um elevado número de pareceres, alguns deles bastantes “pesados”, como os referentes à Conta Geral do Estado, à RTP, à Orientação da Despesa Pública; apresentei e subscrevi Propostas de Resolução da A. R., nomeadamente uma sobre a elaboração e a transparência da Conta Geral do Estado. Recebi Associações Patronais e Sindicatos; assisti ao meu Círculo Eleitoral e dei a minha contribuição para muitas outras iniciativas.
Mas, como eu, muitos outros Deputados, não podendo deixar de destacar os ilustres membros deste blog, que chegaram ao Parlamento mercê dos seus expressivos “curricula” que os colocavam como prestigiados nas suas profissões e dignificaram a Assembleia com as suas análises e intervenções brilhantes de conteúdo. Não invocavam o eufemismo “trabalho político” para faltarem aos seus deveres e estavam sempre presentes, por muito ou pouco estimulantes que fossem as sessões.
Nesses três anos, pude verificar a elevada qualidade moral, profissional e política destes e de umas dezenas de eleitos e pude também verificar o completo vazio de ideias de muitos ou o objectivo exclusivo de outros tantos, que era o de servirem-se, em vez de servir.
Lamentavelmente, os líderes partidários não fazem geralmente qualquer avaliação do trabalho parlamentar: ser bom ou mau deputado, ser trabalhador ou faltoso, ser interveniente ou desleixado, tanto faz…o que normalmente interessa é a “fidelidade”, mesmo que circunstancial, mas prestada ao chefe no momento próprio.
Por isso, nenhum dos citados integra o actual Parlamento, embora tenha que se dizer que alguns bons deputados que conheci tenham sido integrados nas listas da presente legislatura, mas isso foi a excepção para confirmar a regra.
Ontem mesmo um actual deputado me dizia que o desprestígio do Parlamento se devia a uma cultura anti-parlamentar dos portugueses.
Não concordei, pois penso que tal desprestígio se deve sim à “cultura parlamentar” instalada, que é ditada pela sobreposição da mediocridade a uma efectiva qualidade dos eleitos.
Apesar disso, desancar indiscriminadamente no Parlamento é mais uma injustiça para com os bons parlamentares: condene-se o que está mal, mas salvaguarde-se o pouco que há de bom, sob pena de este também desaparecer!...

Acertos e trocadilhos

Quando a minha avó me respondeu aquilo, achei que ela estava a desconversar.
Eu era na altura uma jovem mãe de duas garotas refilonas que se fartavam de protestar durante os passeios que fazíamos ao fim de semana. Queixava-me eu de que, em vez de irem contentes e bem dispostas por irem connosco ver coisas novas, passavam o tempo a reclamar da distância, das paragens, da comida…Mais valia ficarmos em casa!
Foi aí que ela me disse:
- Em vez de as levarem a passear convosco, experimentem ir vocês passear com elas…
Ora isto pareceu-me um trocadilho, mas era um conselho avisado cuja utilidade reconheci vezes sem conta.
De facto, pertenço a uma geração em que a independência tardia dos nossos filhos coincide com a dependência entretanto criada com o envelhecimento dos nossos pais, num processo de transferência de atenção que prolonga e agrava a necessidade – e a vontade! - de conciliar os tempos livres com o máximo proveito para todos.
Ou seja, não basta “agregá-los” aos nossos programas, é preciso gerir cada espaço de modo a fazê-los felizes a eles, sem prescindir dos nossos próprios momentos. Mais vale um tempo curto com dedicatória, do que um dia inteiro de impaciência mal contida. Senão, acabamos todos desconsolados e a dar o tempo como perdido.
E isso é ainda mais difícil quando se trata de adultos que já viveram a sua independência, que têm hábitos arreigados de que não fizemos parte, que só se encontram nas suas referências e não estão dispostos a grandes inovações. Quando não se tem isso em conta, o mais certo é que se vão espaçando as visitas, os passeios conjuntos vão sendo adiados, com aquele encolher de ombros de quem diz “eu tentei, mas…” Daí à solidão e ao abandono dos pais ou avós vai um pequeno passo, que se torna num abismo imenso que engole os afectos de uma vida..
De modo que outro dia, quando uma amiga, que tem o pai com 83 anos, me dizia com amargura: “Não vale a pena levá-lo a passear comigo!, disse-me que é um alívio quando chega a casa!...” vinguei-me da minha avó e respondi:
- “Tens razão. Não o leves a passear contigo. Vai antes tu passear com ele”.
E ela achou que era eu a desconversar…

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Sondagens à tripa forra

Quem hoje navega na Internet está quase sempre a esbarrar em sondagens:
- Concorda com a existência do cartão do cidadão?
- Acha que o Benfica vai eliminar o Barcelona?
- Está a ser eficaz o combate ao défice?
- O envolvimento de elementos da PSP no tráfico de armas afecta a sua confiança na polícia?
- Acha que o Governo está a agir bem ao concentrar os partos em algumas maternidades?
E para todas as perguntas lá estão invariavelmente as hipóteses de resposta - sim, não, não sabe, nunca, concorda, não concorda...
Hoje, no Sapo, a pergunta é "Concorda com a necessidade de uma «limpeza no futebol português»?. E as hipóteses de resposta são - Impossível; Não sei; É já a seguir.
Perante perguntas tão culturalmente exigentes decidi lançar aqui a minha própria sondagem.
"Nos feriados do 25 de Abril e do 1º de Maio o que faz?"
Hipótese 1 - Vai de férias
Hipótese 2 - Vai às manifs
Hipótese 3 - Fica em casa
Eu só volto dia 2 de Maio...

Para a Clara Carneiro!...



Já que estamos numa disputa à séria, aqui vai para a Clara Carneiro não uma flor, nem um "bouquet", mas uma verdadeira árvore do meu jardim...onde pode colher camélias à vontade!...

A não perder...

...no (primeiro) rescaldo da divulgação do relatório do Banco de Portugal sobre a conjuntura, além do post do Miguel Frasquilho, o texto de Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios de hoje, "Economia de casino".
Em tempo de grandes preocupações e incertezas quanto ao futuro do País, uma análise lúcida, sem dúvida.

Para a Clara Carneiro...

Flores
... as minhas flores são mais bonitas que as do Massano Cardoso...
... e não têm rosas...
Seja bem-vinda!

Faltas e coincidências...

... dos Senhores Deputados.
Porque será que alguns dos deputados do PSD mais faltosos na anterior legislatura, foram reconduzidos nas listas candidatas às últimas eleições legislativas em posições que lhes garantiam a eleição?
E porque será que os mais assíduos foram simplesmente "corridos" das listas?
Aceitam-se palpites...

Seja bem-vinda!




Para a minha amiga Clara Carneiro

Na impossibilidade de o fazer pessoalmente envio-lhe este ramo.