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sábado, 12 de setembro de 2015

Segurança Social a precisar de várias reformas...

O sistema de pensões precisa de ser reformado. Uma ideia que já entrou em casa de uma grande parte dos portugueses. Só não sabem qual é a reforma que os políticos propõem. Ouvem falar que há um buraco nas contas da Segurança Social, não percebem como é possível, ouvem falar que é preciso cortar nas pensões, já conhecem a experiência, ouvem falar que é preciso cortar na TSU, a ideia soa-lhes atractiva, e mais recentemente entrou no léxico mediático o plafonamento, mas não sabem o que é, muito menos sabem quais são as diferenças entre horizontal e vertical, e pensam que é mais uma medida dos governantes e políticos que traz "água no bico." A desinformação é total. E esta é muito má conselheira. Gera desconfiança e incerteza. Uma estratégia errada e perigosa. Não resolve nada, vai tornar mais difícil uma decisão política.
O sistema de pensões tem aguentado muito, os seus problemas estão assumidos à direita e à esquerda. O sistema de pensões tal como está desenhado não gera contribuições suficientes para fazer face às pensões prometidas de acordo com as regras definidas. Esta incapacidade deve-se à evolução demográfica conhecida e ao problemas do crescimento económico, incluindo o emprego e a produtividade.
Mas não é apenas o sistema de pensões que precisa de ser reformado. Os serviços da Segurança Social precisam, também, de uma transformação. A notícia fala por si. É uma vergonha a forma como a Segurança Social está organizada e se relaciona com os cidadãos. Ao estilo do terceiro mundo. Um péssimo exemplo que o Estado fornece sobre a sua incapacidade de prestar serviços com qualidade, de ser eficiente e de tratar com dignidade os cidadãos que dele dependem. Tanta mediocridade já cansa. A Segurança Social é uma das instituições a necessitar de um novo modelo de funcionamento, em que é preciso privilegiar a proximidade aos cidadãos. Proximidade significa tratar bem os cidadãos, significa que estes confiam e podem contar com o sistema. Não é pedir muito, pois não?

2 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Pelo que vejo, o ministro nem agora depois de 4 anos estaria pronto para vir a fazer um bom trabalho; se não fosse o sistema de cotas julgo que já teria sido corrido.
não é só com as mulheres que o sistema de cotas funciona.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Antonio Cristovao
O critério deve ser sempre o da competência. Um membro do governo não pode ter a culpa de tudo, tem a responsabilidade de escolher as pessoas certas para as tarefas importantes e de estabelecer quais são as tarefas prioritárias.