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terça-feira, 29 de novembro de 2016

OE de 2017- Uma aposta no decrescimento

A RTP, um dos seus jornalistas, acabou agora de dizer que, passado mais de um mês desde o seu início, chegou ao fim a EPOPEIA do Orçamento!...
Tragédia, digo eu. Um orçamento que não investe nem incentiva ao investimento e à exportação, que se limita a distribuir o pouco que existe, que discrimina entre funcionários e restantes trabalhadores, um orçamento eleitoralista que aumenta vencimentos na véspera das eleições autárquicas, um orçamento apenas virado para a sustentação da geringonça.
E, como corolário e prova, um crescimento da economia inferior ao de 2015. Uma geringonça que continua a apostar no decrescimento. Aposta ganha, sem sombra de dúvida.
PS: Quanto à RTP, bem faria que desse aos seus jornalistas noções básicas dos géneros literários e das suas diversas modalidades. Para não linguarejarem de forma tão ridícula.

13 comentários:

Rui Fonseca disse...


Caríssimo António,

Ouço na rádio que o OE foi aprovado esta tarde.
Agora só nos resta esperar que o céu não nos caia em cima.

Para desenjoar das comédias ou tragédias em voga, tu temperarás a teu gosto, ocorreu-me dissertar sobre uma hipótese:

"Pinto da Costa dispensa gratuitamente Iker Casillas e mais quatro outros jogadores do plantel do FCP ao Benfica"

Coloquei-a no sítio do costume.

http://aliastu.blogspot.pt/2016/11/pinto-da-costa-cede-iker-casillhas-ao.html

Como me falta subtileza política e me sobra ignorância futebolítica, aguardo a tua ajuda ao esclarecimento das minhas dúvidas.

Abç

Pinho Cardão disse...

Meu caro Rui:
Bom, essa de ignorares o nome dos jogadores do sempre invicto FCP é uma ofensa quase pessoal e revela uma tão colossal falta de cultura que eu considerava inimaginável dado o teu conhecimento enciclopédico. De qualquer forma, nenhum dos jogadores do sempre invicto emblema azul e branco, todos de grande classe, pode assim ser ofertado de mão beijada; já o treinador, esse sim, o Pinto da Costa devia pagar a quem o levasse.
Ainda quanto aos atletas, creio que sabes bem que quem os quer levar do FCP tem que lhes oferecer um projecto aliciante ( se não continuam no invicto) e pagar bom dinheiro ao clube. Por vezes, e depois da deriva um ou outro lá volta ao seio materno (por mero exemplo, o Quaresma e o Lucho Gonzalez...), onde é sempre bem recebido. Se vai ser assim ou não no BPI, pois não sei, e lamentavelmente não posso elucidar-te. Todavia, e como não é contestável, o homem não deixa também de ser a sua circunstância. Aqui, também.

Carlos Sério disse...

Assim não vão lá. Rui Rio está a caminho.
Quanto às diabólicas conjecturas que o Pinho Cardão faz do orçamento bem, elas são bem demonstrativas da continuada azia que percorre os aliados do Coelho. Paciência.

Pinho Cardão disse...

Caro Carlos Sério:
Critique pelo que escrevi e deixe-se das insinuações habituais, que só lhe ficam mal. Não siga os exemplos de quem é incapaz de argumentar.

Carlos Sério disse...

Então o meu caro acha que o escreveu é alguma “crítica” minimamente aceitável, racional e merecedora de alguma criteriosa contestação? Repare que o que escreveu são apenas slogans de cariz provocatório que não admitem uma discussão sensata e saudável.

Passe o meu caro a analisar e criticar decentemente a actuação do governo e cá estarei para contrapor quando for caso disso. Mas enquanto tiver este tipo de comportamento não pode esperar outra coisa que não seja a anedota.

Pinho Cardão disse...

Por certo que muitos que passam no Blog apreciariam que fosse criticada e contrariada pelo menos a conclusão de que a economia cresce menos do que em 2015. No fundo, tal significa que o OE não lhe dá qualquer alento, a economia cresce devido à sua própria força e não devido a correctas e adequadas políticas públicas. Que deveriam ser exigidas, já que o OE suga, até ao confisco, através dos impostos, taxas e taxinhas, uma parte substancial dos rendimentos dos cidadãos. E algumas dessas desadequadas, mesmo irracionais, políticas públicas ficaram expressas no post.
Eu afirmo, não insinuo, não entro em processos de intenção, abomino slogans,não fujo por desvios laterais quando não sou capaz de responder a argumentações sólidas e objectivas.

Tiro ao Alvo disse...

Pinho Cardão, não perca muito tempo com o Sério. Ele não merece tamanha atenção. Deixá-lo escrever aqui o que bem lhe apetece, às vezes de forma pouco imprópria, já basta. No meu entender, ele, o mais que merece, é que o deixem a falar só.

Manuel Silva disse...

Sr. Pinho Cardão:
Más notícias por parte do INE sobre o 3.º trimestre: malvados, feitos com o Governo, é o que eles estão.
Veja se fala com os seus correligionários e - com a ajuda dos vossos amigos nos «media» - conseguem arranjar mais um pé-de-vento mediático igual ao da CGD para abafar rapidamente estes números.
Como fizeram com a sondagem (e era apenas uma sondagem, nada mais), com a aprovação do OE por Bruxelas e outras notícias boas para Portugal (mas más para os senhores).
Parabéns pela vossa eficácia na contra-informação.
Se desta vez não fizerem o mesmo, não haverá Alka-Seltzer que vos valha.
Crescimento homólogo do PIB - 1,6%
Crescimento das exportações - 5,4%
Crescimento do emprego - 2,2%
No link abaixo encontra mais dados azedos.
E isto apesar do abaixamento do investimento em 3,1%.
Se o Governo conseguir melhorar este item (fortemente condicionado pela redução do défice), adeus minhas botas.
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2016-11-30-Crescimento-de-16-da-economia-no-3.-trimestreconfirmado
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P.S. Acabei de ouvir o vosso João Galamba elevado à 10 potência (o deputado Leitão Amaro) dizer que aceitam um ordenado alto para o presidente da CGD se:
1.º - Estiver de acordo com os ordenados do sector;
2.º - Não superar a média dos ordenados do próprio nos últimos 3 anos.
Terá sido este o critério que aplicaram aos 25.000€ (livres de impostos) de António Borges para liquidar as empresas do Estado?
E aos 30.000€ do vosso ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro?
HIPOCRISIA, porque não tens limites?

-

Alberto Sampaio disse...

É sempre bom ouvir elogios ao crescimento no 3º semestre. Isto porque se deveu essencialmente às exportaçoes. O tal modelo que o governo anterior defendia.

Portanto, é bonito que pessoas afectas ao governo actual tenham a capacidade de elogiar outro governo que até era de outro partido. É bonito. Julgo que só nao o fazem explicitamente por ser tao obvio.

Manuel Silva disse...

Sr. Alberto Sampaio:
Já o mesmo não se pode dizer dos senhores, que anteriormente criticavam o bota-abaixismo de muita gente irresponsável da oposição da altura, mas que agora fazem precisamente o mesmo que esses irresponsáveis.
Os extremos, isto é, os extremistas, fanáticos ideológicos e anti-patriotas satisfazem-se sempre com o mal dos outros (que no caso é o mal do país).
Quando algo é animador, limitam-se a desvalorizar.

Carlos Sério disse...

Eu aceito que exista quem defenda teorias económicas que têm as suas raízes e fundamentos nos recuados século XVIII ou princípios do século XIX. Na verdade, os fundamentos da doutrina económica de Friedman e Hayek remontam aos princípios do século XIX, tempo em que foi publicado o Traité d'Economique Politique em 1803, por Jean-Baptiste Say.
A doutrina neoliberal, partindo do pressuposto que a Oferta gera a sua própria Procura, a chamada lei de Say, requer portanto, que todas as preocupações do desenvolvimento económico se devem centrar no apoio e incentivo a quem Produz. Redução de impostos a quem produz, facilidades de despedimento nas fábricas e oficinas de quem produz, redução de salários dos trabalhadores de quem produz, facilidades de crédito a quem produz, etc.
A doutrina social-democrata tem uma outra visão do desenvolvimento económico, principalmente em períodos de crise e retracção económica. Considera, sobretudo nestes períodos de retracção, é preciso incentivar o Consumo, mais do que incentivar a Oferta, aumentando a capacidade de compra da população, dinamizando o mercado de bens e assim provocando uma recuperação económica ou, como keynes demonstrou, “a miséria é também ruim para os ricos, e não apenas para os pobres”.

São duas concepções de desenvolvimento económico profundamente contraditórias.

Para o Pinho Cardão e para todos os neoliberais, o Orçamento do governo de António Costa “não investe nem incentiva ao investimento e à exportação” porque pretende aumentar o salário mínimo, não reduz o IRC nem facilita mais ainda os despedimentos, etc, e à luz da doutrina neoliberal terá toda a razão.
Mas, para os sociais-democratas Keynesianos, ao contrário do que afirma, o governo ao incentivar o Consumo está precisamente a criar condições para a dinamizar a economia.

Como sempre, a História como critério de verdade, demonstrará de que lado está a razão.

Pinho Cardão disse...

Caro Tiro ao Alvo:
Obrigado pelo comentário e conselho. Acontece que eu não me despeço facilmente do meu perfil de democrata paciente e vou respondendo.

Caro Alberto Sampaio:
Muito bem. Na mouche!...

Luis Fonseca disse...

Penso que neste blog tenho "clientela" quanto baste...uipeee!!!!
Vendo rennie,alka selzer e quejandos para a "azia" e "má digestão",aproveitem, que vai demorar a "vossa cura".