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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Depois de casa assaltada trancas à porta...

O que mais surpreende é que não haja planos de contingência para evitar o caos a que se chegou. Com custos sociais muito graves, com certeza. Há riscos que não se deveriam correr para lá de certos limites. Não é aceitável. Depois de casa assaltada trancas à porta. Pela notícia, um acréscimo de dez médicos será suficiente para impedir situações como aquela que aconteceu. O problema é de organização. Entretanto, um inquérito já está em marcha. O habitual.

6 comentários:

João Pires da Cruz disse...

É verdade. Se "alguém" deixasse que os custos com pessoal da administração pública pudessem ser geridos, tudo era muito diferente. Como não é possível, faz-se assim. O hospital tinha um orçamento, porque é que não reduziu os salários para contratar mais médicos?

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro João Pires da Cruz
Há problemas com o modelo de funcionamento e de gestão. Não é preciso ser especialista para chegar a esta conclusão. Os centros de saúde fecharam, a alternativa qual é? Os outros hospitais que receberam nas urgências doentes residentes na área do hospital Amadora Sintra foram para lá enviados. Porquês? No final, o hospital foi autorizado a contratar dez médicos para cobrirem o final do ano, através de empresas de prestação de cuidados de saúde ao preço de 30€/hora.
Mas os problemas não sucedem apenas nas quadras festivas. Há tempos estive numa urgência a acompanhar a minha Mão que teve um acidente na rua. A espera para o serviço de radiografia foi enorme porque não havia maqueiros. A espera para ser sedada foi um caso sério porque não havia enfermeiros. Estive de pé várias horas porque não havia uma cadeira onde me sentar, resultado: desmaiei e fui socorrida, fiquei nos cuidados de observação umas horas, a minha Mãe acabou por sair primeiro. Nada disto é normal.

João Pires da Cruz disse...

Não, nada disto é normal. Mas é expectável. Pena é que aconteça às pessoas que não têm outra hipótese e não a quem impediu que as coisas possam ser geridas. O dono do(s) hospital(is) faliu, continua falido e não tem hipótese de gerir custos porque é inconstitucional. E ainda vai piorar mais antes de poder melhorar, isso de certeza.

luis barreiro disse...

E nem uma palavra para os vários médicos do Amadora-Sintra que meteram baixa, para irem de férias nesta quadra?

João Pires da Cruz disse...

Meteram baixa para ir de férias? Quem?

Luis Moreira disse...

A administração hospitalar pública é um castelo de uns quantos