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domingo, 21 de dezembro de 2014

O Natal, um tempo de muitas coisas...


A caminho do Natal e do final de mais um Ano, é tempo de muita coisa. É tempo de Amizade e de Família, é tempo de gratidão e de solidariedade, é tempo de alegria e de recordação, é tempo de balanço e de esperança, é tempo de realidade e de sonho, é tempo de reflectirmos sobre o que de bom a vida nos dá e o que de bom temos para lhe dar, é tempo de consolidar e projectar, é tempo de retemperar a nossa existência e de reforçar a nossa energia. É tempo, afinal, de encontro, connosco próprios e com os outros, é tempo de reflectirmos sobre o o sentido da vida, da nossa e dos outros.
Andava hoje pelas compras quando entrei numa livraria. Encontrei o Papa Francisco  no meio de mil e uma escolhas possíveis. E à medida que a tarde se foi desenrolando, com uma paragem para um chá quente, reconfortante pelo cansaço e pelo frio, fui pensando como tem sido intensa e surpreendente a tarefa do Papa Francisco. Um Homem movido por uma energia única, sempre próximo dos mais vulneráveis, mas igualmente muito activo na opinião sobre os desafios que em seu entender a humanidade enfrenta. Que combina humildade e simplicidade com autoridade e profundidade. Não parou de surpreender, com avisos aos políticos de todo o mundo para combaterem a cultura da violência e a economia da exclusão e a chamada de atenção, em diversas ocasiões, para "a economia que mata" centrada que está no dinheiro em lugar do homem, da pessoa humana.
Num grafitti em Roma, que se tornou famoso, o Papa Francisco é desenhado como um super-homem, voando com uma mala preta com a palavra VALORES. Uma imagem que me veio, em particular, à memória em tempo de muitas coisas...

4 comentários:

Bartolomeu disse...

Subscrevo inteiramente o ideal que as suas palavras comportam, cara Drª. Margarida.
A sociedade, é-o precisamente para assegurar, para consolidar e tornar amplos e abrangentes, todos os conceitos que refere e pelos quais este novo Papa pugna também.
Intrigaram-me as últimas palavras do Papa, nesta sua última homilia «...e não se esqueçam de rezar por mim.»
É certo que o Mundo, professando os credos que professar, precisa que o Mundo reze por si e que o faça de todas as formas possíveis e imaginárias, mas este pedido do Papa deixuo-me um tanto preocupado.

Rui Fonseca disse...



Estimada Margarida C. de Aguiar,

Acabo de ler e comentar no meu caderno de apontamentos o resumo de uma mensagem que o Papa dirigiu hoje aos membros da Cúria Romana publicada no DN.

Está aqui

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4309469&page=-1


Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal e um Excelente 2015.

E aproveito para fazer c/p da elucidativa foto que nos relembrou.

Carlos Sério disse...

EXHORTACIÓN APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DEL SANTO PADRE
FRANCISCO

53. Así como el mandamiento de «no matar» pone un límite claro para asegurar el valor de la vida humana, hoy tenemos que decir «no a una economía de la exclusión y la inequidad». Esa economía mata. No puede ser que no sea noticia que muere de frío un anciano en situación de calle y que sí lo sea una caída de dos puntos en la bolsa. Eso es exclusión. No se puede tolerar más que se tire comida cuando hay gente que pasa hambre. Eso es inequidad. Hoy todo entra dentro del juego de la competitividad y de la ley del más fuerte, donde el poderoso se come al más débil. Como consecuencia de esta situación, grandes masas de la población se ven excluidas y marginadas: sin trabajo, sin horizontes, sin salida. Se considera al ser humano en sí mismo como un bien de consumo, que se puede usar y luego tirar. Hemos dado inicio a la cultura del «descarte» que, además, se promueve. Ya no se trata simplemente del fenómeno de la explotación y de la opresión, sino de algo nuevo: con la exclusión queda afectada en su misma raíz la pertenencia a la sociedad en la que se vive, pues ya no se está en ella abajo, en la periferia, o sin poder, sino que se está fuera. Los excluidos no son «explotados» sino desechos, «sobrantes».

54. En este contexto, algunos todavía defienden las teorías del «derrame», que suponen que todo crecimiento económico, favorecido por la libertad de mercado, logra provocar por sí mismo mayor equidad e inclusión social en el mundo. Esta opinión, que jamás ha sido confirmada por los hechos, expresa una confianza burda e ingenua en la bondad de quienes detentan el poder económico y en los mecanismos sacralizados del sistema económico imperante…

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Bartolomeu
É grande a tarefa do Papa Francisco e os obstáculos são muitos. Precisa de muita luz. Espero que o seu pedido para que os crentes rezem por Ele seja um caminho para lhe dar a necessária força da Fé.
Estimado Rui Fonseca
Agradeço o link. Trata-se, com efeito, de um discurso muito duro dirigido para dentro da Cúria, numa linha a que o Papa nos vem habituando mas sempre com algo que surpreende.
Agradeço e retribuo os votos de um Santo Natal e de um Feliz Ano Novo.
O grafite é espectacular!
Caro Carlos Sério
Nunca é demais ler as reflexões do Papa Francisco.