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domingo, 14 de fevereiro de 2016

A Errata para 2016

Afinal, não se trata de um Orçamento, mas de uma Errata.  Melhor, de um conjunto vasto de erratas, de erratas de erratas, em 46 páginas de erratas. E a carga fiscal a aumentar ou a diminuir em função das erratas.  
A Assembleia da República não vai discutir o Orçamento para 2016; vai discutir, sim, é a Errata para 2016. 
Não sei é se é constitucional... 

14 comentários:

António Barreto disse...

Ora essa! se é da esquerda...mais errata, menos errata...é constitucional!

septuagenário disse...

O Mário Soares também confundia milhares com milhões e Guterres mandava fazer as contas que não tinha cabeça para essas coisas.

Floribundus disse...

masculino 'é RATO'

Alberto Sampaio disse...

Além de aldrabões são incompetentes. Nada que não se soubesse. A catarina e o jerónimo devem estar orgulhosos por apoiarem tanta incompetência. O País, paciência.

JM Ferreira de Almeida disse...

A Errata não é, à luz do artigo 280.º da Constituição, suscetível de fiscalização da sua constitucionalidade. Por isso, se a AR vier a aprovar a Errata, o novo PR pode ficar descansado que não inicia mandato com a maçada de acionar o controlo pelo Tribunal Constitucional, os senhores juízes respiram de alívio e a oposição tira o cavalinho da chuva se pensava já numa impugnação do orçamento. Creio, no entanto, que se encontrou finalmente uma boa razão para abrir procedimento de revisão da Lei Fundamental de modo a incluir essa nova e relevante instituição que passou a ser a Errata, no universo dos atos constitucionalmente sindicáveis.

Carlos Sério disse...

O mundo louco da direita.
O mundo da ficção atingiu o seu auge.
O absurdo tomou conta dos cérebros da direita.
Fale-se de erratas, de contradições, de incoerências, de um Orçamento que – PASME-SE - só verá a luz do dia a24 de Março.
Fala-se do que não existe.
É loucura ou despudor?

Pinho Cardão disse...

Caro Ferreira de Almeida:
Muito bem visto. E, já agora, podiam prever-se revisões constitucionais utilizando as erratas que fossem necessárias e convenientes. Aliás, isto só lá vai quando a Constituição for, ela mesma, a errata fundamental deste país constitucionalmente a caminho do socialismo.

Caro Carlos Sério:
Eu já andava desconfiado com a veracidade das imagens da entrega do Orçamento no Parlamento. Mas aGora é que perceb tudo. O meu amigo iluminou-me. Afinal, não há Orçamento. Ainda bem, que aquilo que alegadamente vinha sendo apresentado como tal nunca o poderia ser. Congratulações, pois!

Tavares Moreira disse...

A dita e extensíssima Errata teve pelo menos o mérito de deixar tudo claro quanto ao peso da fiscalidade na economia: contrariando a proposta orçamental, que sustentava uma redução do peso da fiscalidade, a Errata passou a referir a "manutenção" do peso.
Entretanto, já depois da Errata, o governo, na girandola que promoveu para a venda do produto aos seus apaniguados, voltou a colocar a coisa nos seus devidos lugares: redução do peso da fiscalidade, voltando assim à 1ª forma e contradizendo a pobre Errata.
um processo exemplarmente simples, esclarecedor e transparente...mas só mesmo para mentes (ou grafonolas) inteligentes.

Alberto Sampaio disse...

Qualquer profissional com o mínimo de brio e competência teria de vergonha de apresentar um documento, mesmo preliminar, em tal estado.

Hoje, ouvi o pm distorcer a realidade em mais uma campanha de propaganda. Para isso há dinheiro sem fim.

A Antena 1 está cada vez mais subjugada pelo poder. Os seus bons jornalistas lá terão de aguentar...
O governo anterior com todos os seus defeitos não cometeu os 2 principais crimes que o ps pratica repetidamente: influenciar a justiça e os media. Não têm emenda.

Carlos Sério disse...

Caro Pinho Cardão

Foi entregue uma PROPOSTA de orçamento e não
" entrega do Orçamento no Parlamento" como diz.
Bem haja a luz que o ilumine, pelo menos desta vez.

Primeiro era “o esboço do orçamento não tem credibilidade”, depois a “CE não o aceitaria”, mais tarde que “afinal contem austeridade” mais adiante “que afinal fica tudo na mesma” ou “toma lá dá cá” e agora “que tem erratas” amanhã sabe-se lá…
Não acha que este estado de loucura frenética deve ter limites?

Pinho Cardão disse...

Caro Carlos Sério:
Também já desconfiava desse seu preciosismo linguístico. Portanto, uma Proposta de Orçamento solenemente entregue na AR pode ter as erratas que se quiser e erratas de erratas para tudo ficar mais claro e preciso. Bom, até nem discordo muito, quando me lembro que no governo de Sócrates foi entregue na AR, também solenemente e no limite do tempo, uma pen que era suposto conter a Proposta de Orçamento. Foi-se ver e a pen estava vazia. A Proposta chegou depois noutra pen...não me lembro se eliminadas possíveis erratas...
Portanto, óbvio progresso, caro Carlos Sério.

Pedro Almeida disse...

Além da errata, temos o vídeo de Costa, onde começa por dizer que "Nós diminuímos o IRS para 99,7% dos portugueses". O Jorge Costa no Insurgente observou: "Falso: 52,6% dos portugueses está isento de IRS; portanto não pode ver o IRS diminuído, a menos que pague um imposto negativo." Isso, além de outras coisas...

http://oinsurgente.org/2016/02/14/e-impossivel-enchouricar-mais-barretes-em-122-do-que-costa-neste-video/

Carlos Sério disse...

Sejamos justos, caro Pinho Cardão,
Este projecto de orçamento foi discutido durante semanas palmo a palmo com a comissão europeia o que motivou sucessivas alterações.
Só um orçamento que beba tudo aquilo que venha da CE e do Eurogrupo, em que o governo se ponha de cócoras e tudo aceite e nada discuta, poderá não ter ”erratas”, poderá ser muito certinho, poderá ter o apoio incondicional de Schaube mas, seguramente, será muito mais danoso socialmente, muito mais penoso para a maioria da população portuguesa.
Certinhos, apesar dos rectificativos ao longo dos anos, que desmentem a “perfeição” dos orçamentos do anterior governo - as “erratas” vieram depois e com danos – foram os orçamentos do governo tóxico de Coelho/Portas com os resultados que se conhecem.

Alberto Sampaio disse...

Só uma proposta de orçamento escrita com honestidade e competência é que poderia ter um errata pequena, ou não a ter. O que não é o caso da proposta do actual governo. Até duvido que este governo pretenda ter um orçamento. Parece-me mais que pretende "governar" em roda livre gastando o que lhe apetecer, no que lhe apetecer, e no fim logo se verá. Triste.