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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Criaturas sem risco de extinção

Na oposição, e bem, o PS questionou a utilidade de mais esta instituição financeira, chegando mesmo a afirmar-se, se a memória não me atraiçoa, que a sua criação obedecia a clientelas, não a necessidades. Agora já se admite a sua manutenção no quadro muito conveniente de uma "adaptação da sua estrutura"...
Nunca percebi, e creio que a larga maioria dos portugueses também não alcançou, a real necessidade de criar um veiculo financeiro para o estímulo à economia. Menos se entende hoje numa situação em que o Executivo tem apoio numa frente que não põe sequer a hipótese de privatizar a Caixa Geral de Depósitos, sendo que, mesmo à direita, a ideia de alienar parte do capital da Caixa parece ter sido definitivamente abandonada. Se assim é, por que bulas não pode a CGD assumir o papel destinado ao IFD? Que elas existem, disso não tenho dúvidas. Escrutiná-las publicamente, seria bom. Mas seria preciso conhecê-las.

3 comentários:

João Pires da Cruz disse...

A ideia de privatizar a CGD deve ter sido abandonada por uma razão fundamental. Para se privatizar 1% da CGD, alguém vai ter que fazer as contas ao valor dos 100%.
E cheira-me que alguém já fez porque nenhuma questão fundamental se apresentaria à privatização de 10%, por exemplo, quando o estado precisava de dinheiro para, por exemplo, capitaliza o fundo de resolução. E a "surpresa" deve ter sido agradável....

JM Ferreira de Almeida disse...

De acordo meu caro JPC. O valor da CGD é segredo de Estado. E - suspeito eu - ainda bem que o é...

Carlos Sério disse...

Completamente de acordo caro JMFA.É de facto incompreensível não se proceder à sua extinção pura e simples.Como alias deveriam ter o mesmo caminho outros e muitos órgãos do estado a começar pelas empresas municipais.