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domingo, 2 de outubro de 2016

Talvez uma cegonha...

Costa brilhou por ter trazido Miró para o Porto. Rui Moreira rejubilou por ter acolhido Miró no Porto.      Todos viram no acto uma afirmação da cultura, perante os trogloditas que queriam ganhar uns cobres com o Miró, vendendo-o ao estrangeiro. O país ficou, então, mais rico, com uma colecção sem preço.
Mas, perante a exibição de tanta riqueza e a exuberância da cerimónia, não vi, nem li, nem ouvi uma palavra sobre o ignoto herói que trouxe o Miró para Portugal. Talvez fosse uma cegonha...

5 comentários:

Rui Fonseca disse...

Pois é, António.
Esqueceram-se de convidar o Zeca Diabo.
Imperdoável!

Tiro ao Alvo disse...

Não sei porquê, mas tenho a sensação que os Mirós foram roubados e que ninguém quer saber como é que eles chegaram a Serralves. Reconheço, todavia, que pouca gente pensará como eu, a começar pelo nosso actual PR e a acabar no ministro-relâmpago, João Soares, passando por aquela gente toda que, ontem, embasbacada, estudava a arte abstracta do catalão.

Victor Martins disse...

«Com as calças do meu pai também eu sou um homem». Alguém sabe ao certo como foi a coisa? Certo é que, directamente ou indirectamente são sempre os mesmos que pagam isso, o uso está à vista o fruto logo se verá mas deixem correr a rodas no carril! Sempre será melhor que andar a pagar juros de dívida cujo o benefício ninguém vê mas uns quantos (poucos mas demais) usufruem.

João Pires da Cruz disse...

Com a transformação destes activos do BPN em activos de preço infinito, eis que o BPN passou a ser o mais sólido dos bancos portugueses. Até se podia aproveitar para integrar a CGD no BPN para recapitalizar o pobre banco do estado.

Pinho Cardão disse...

Caro Rui:
Pois é, esqueceram-se. Mas, sem ele, não haveria Miró em Portugal. Se tivesse sido adquirida a colecção por alguém da comunidade dita da cultura, a expensas dos contribuintes, seria um acto de cultura que glorificaria o autor. Como foi o Zeca Diabo, a glória toda é de outros.

Caros Tiro ao Alvo e Victor Martins:
Não, toda aquela gente conhecia Miró por dentro e por fora, já tinham apresentado teses de doutoramento e elevadas investigações sobre cada uma das obras...aquilo é gente muito conhecedora...
Ah, e parece que o Estado ainda não a pagou aos credores do BPN...Embora também seja credor, dizem que, no caso, não pode ser credor prioritário e deitar mão ao activo sem preço.

Caro João Pires da Cruz:
Pois, muito bem apanhado! Aquela colecção sem preço cobriria todos os prejuízos com preço já fixado.