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sábado, 7 de novembro de 2015

O conto do vigário III- Uma vigarice pegada

Três enredos diferentes num mesmo conto, nem o mais sabido vigário-geral consegue compatibilizar. Aquilo já deixou de ser um conto,  é uma vigarice pegada.  

3 comentários:

Luis Franco disse...

Vem ai o Pai Natal para dar uma ajuda ao Bosta!
Vai dar dinheiro à fartazana, e vai simultaneamente gastar menos!

Bartolomeu disse...

Acho estranho, muito estranho, que os meus estimados amigos, pessoas com uma enorme experiência política, ainda acreditem em "contos da carochinha".
Mas não tem sido sempre assim, com todos os governos desde o 25 de Abril?
A diferença está na oportunidade que o governo de Passos Coelho agora lhes ofereceu de bandeja. Tivessem sabido conduzir o governo com sensatez e respeito pelos contribuintes e nada disto se estaria a passar. Mas, neste pais a história repete-se, quem chega ao governo convence-se que passa a ser "dono disto tudo" e que tem poder para por e dispor a seu bel-prazer.
E nisto andaremos ad eternum; a "levar" com reizinhos pro-ditador, a "levar" com comunas pro-libertadores, a "levar" com xuxas pro-tem-te não caias Maria, e a dívida pública a subir, o déficite a subir, o desemprego a subir, o investimento a reduzir, as exportações a subir e adescer, a subir e a descer, as importações a subir e a estupidez geral a subir num crescendo de pobres que see julgam ricos.
Portugal, tal e qual.

Carlos Sério disse...

O fenómeno não é português. É global, embora em cada país assuma uma manifestação específica. Consiste na agressividade inusitada com que a direita enfrenta qualquer desafio à sua dominação, uma agressividade expressa em linguagem abusiva e recurso a tácticas que roçam os limites do jogo democrático: manipulação do medo de modo a eliminar a esperança, falsidades proclamadas como verdades sociológicas, destempero emocional no confronto de ideias, etc., etc. Entendo, por direita, o conjunto das forças sociais, económicas e políticas que se identificam com os desígnios globais do capitalismo neoliberal e com o que isso implica, ao nível das políticas nacionais, em termos de agravamento das desigualdades sociais, da destruição do Estado social, do controlo dos meios de comunicação e do estreitamento da pluralidade do espectro político. Donde vem este radicalismo exercido por políticos e comentadores que até há pouco pareciam moderados, pragmáticos, realistas com ideias ou idealistas sem ilusões?
(Boaventura Sousa Santos)