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domingo, 24 de abril de 2011

As contas do Governo: gato escondido com rabo de fora!...

"Não se fizeram mais estradas, não se gastou mais dinheiro, não tivemos mais responsabilidades", referiu Vieira da Silva, ao comentar a nova revisão em alta do défice para 9,1% do PIB.

É verdade. O que aconteceu foi que essa despesa adicional foi ocultada nas contas do Orçamento de Estado. Assim a modos de empurrada para debaixo do tapete.

Acontece que a dívida pública é mais difícil de esconder. E não engana. Em 2010, aumentou mais de 19 mil milhões de euros, repito, mais de 19.000 milhões de euros, equivalente a 11% do PIB!... Enquanto o défice, mesmo nos 9,1%, corresponderá a pouco menos de 16.000 milhões de euros. Onde está a diferença, para além do aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos em 500 milhões, considerado, e bem, um investimento que não afecta o défice?

6 comentários:

Tonibler disse...

O aumento de capital da CGD é um investimento, caro Pinho Cardão? Eu não me lembro de quantas vezes a CGD aumenta capital por ano mas aposto que aumenta todos os anos.

Para a quantidade de vezes que o estado é chamado a aumentar capital aposto que os resultados da CGD também devem estar aldrabados. Se os resultados, que não existem, entrarem como proveito do estado e forem devolvidos à CGD como aumento de capital (i.e., nunca de lá saíram), o défice é reduzido sem movimento. E, vindo de quem vem, a minha suspeita é mais que lícita.

Eu auditava as contas da CGD também, juntamente com o resto do estado, e mandava uma auditora verdadeiramente independente para o fazer, não uma que dá prémios aos organismos públicos.

skeptikos disse...

«Qual é coisa qual é ela que sobe mais de 2% ao dia desenhando um perfeito crescimento parabólico?
Se respondeu prata está errado.
Estou a falar dos juros da dívida pública.»
http://inflaccionista.blogspot.com/


IMPORTANTÍSSIMO, LEIAM E DIVULGUEM O MAIS POSSÍVEL:

«Começou o ataque a Portugal e à Grécia»
http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocios.pt/viewtopic.php?t=76617&start=0

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
germano disse...

É certo que esta gente que está em Portugal a esmiuçar as nossas contas são peritos, mas sinceramente vou esperar se eles conseguem ver que Portugal tem mais pobres,mas muitos mais, desde 1990! Se eles são aquilo que parecem ser vou ver quais as medidas que vão implantar para que essa pobreza desapareça ou pelo menos seja desacelarada! Também vou estar atento, quais as medidas que vão mandar acionar no sentido de colocar os bancos a pagar impostos como o resto das empresas, pois um bom economista é sempre alguém que prima pela seriedade dos numeros e das situações! Verei se são capazes de colocar um travão nos ordenados de autenticos reis de alguns administradores das empresas semipublicas que infelizmente são os portugueses que pagam aos seus gestores! Ora se não são inteiramente publicas porque não dividir or ordenado por dois? Veremos se são homens para pelo menos ensinar a fazer essas contas que até um leigo como eu consegue ver!Já agora aqueles milhões que se diz que o FMI vai ter até nem é muito, comparado com as empresas como a REN ou a GALP! Como vêm o FMI até nem tem grandes lucros, pois as empresas que mencionei têm lucro apenas do nosso povo que é apenas um pontinho no universo do FMI!

Pinho Cardão disse...

Caro Tonibler:
Claro que um aumento de capital na CGD é um investimento. E um bom investimento do Estado. Aí, não tem razão.
Terá razão noutro ponto. De facto, o meio que o Estado tem utilizado para aumentar os capitais próprios da CGD é o que favorece o OE. Por um lado, recebe Dividendos, que aumentam as receitas e têm influência positiva sobre o défice; por outro, entrega o que recebeu, mas agora não significando custo, mas uma despesa de capital, que não influencia o défice. Outra maneira de fazer aumentar os capitais próprios seria não receber dividendos, que ficariam retidos na CGD. Mas esse processo seria neutro em termos de défice, o que não agradaria a quem procura maximizar as receitas.

Caro Germano:
O FMI não se impõe a ninguém de forma autónoma. Não vem, se não é chamado e só vem quando é chamado. O dinheiro que vai colocar resulta de contribuições dos países membros, entre os quais Portugal, e cde créditos que obtém: tem que zelar por ele. Claro que tem que ser ressarcido; caso contrário, não haveria mais fundos para apoiar outros países em dificuldade.

Tonibler disse...

Resta saber, caro Pinho Cardão, se o dividendo existe de facto ou se é um mero artifício contabilístico. Sabendo o que se sabe do que aconteceu com as empresas que dão prejuízos, a crença de que a CGD dá lucro parece-me proporcionar uma infinidade de possibilidades em termos de trafulhices.

Sim, eu sei que as contas são auditadas...